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sábado, 3 de setembro de 2011

O CORPO COMO ARTE

MARIA ALICE DA CRUZ
“Eles querem ser vistos como artistas em cena e não gostariam que a deficiência fosse enxergada antes da arte”, revela a professora Keila. 
Conforme a magia do espetáculo, o personagem, a música, o artista incorpora uma identidade de papel de artista, na opinião da bailarina. Deixando, naquele momento, de ser visto somente como uma pessoa com limitação física motora, mas sim como alguém que faz algo mais, acrescenta. [Segue...]


Na arte da dança, a busca da superação. As alunas são portadoras de deficiência e encontraram no balé adaptado uma nova alegria de viver.
 


Keyla Ferrari conseguiu mudar a coreografia da vida de crianças e adultos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MUSICOTERAPIA PARA CORPO E MENTE SÃ


Reagir à música como se esta fosse um medicamento, eis o segredo da musicoterapia, uma terapêutica em rápido crescimento, não fossem os seus processos 100% naturais e sem efeitos secundários. The sound of music… descubra os seus poderes!  A musicoterapia procura desenvolver potencialidades e/ou restaurar as funções de um indivíduo para que este possa alcançar uma melhor integração intra e interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento.

*Uma história com ritmo   *Musicoterapeuta, a profissão   *Música para quem?   *Ouvir música dá saúde... como?   *Estudos interessantes   [Leia +]


Tal como na água (presumindo-se que o corpo tem 60% de água), o corpo humano também não tem uma boa reação a certas músicas. Ritmos muito marcados como o samba e funk, ou dissonantes como o Rock, exercem efeitos dispersivos e perturbadores, além de alterar todo o organismo como: pressão arterial, metabolismo, sistema imunológico, entre outros.  

Estudos realizados na Academia Francesa de Medicina apontam que ruídos fortes são responsáveis por cerca de um terço das depressões e grande parte de doenças orgânicas, além de causarem cerca de 11% dos acidentes de trabalho.

O ouvido humano está preparado a  resistir a ruídos por pouco tempo. Depois de uma hora de audição de sons acima de 100 decibéis (nível de ruído de caminhão, uma discoteca tem em média 120 decibéis)  o sistema nervoso necessita de 40 horas para se recuperar do trauma.

PARKINSON E A MAGIA DA MÚSICA

 


O autor do vídeo diz:
- "A maioria dos pacientes e um bom número de médicos pensam em DP meramente como a morte de células do cérebro, causada por uma escassez de dopamina. O tratamento é substituir a dopamina. Se essa visão fosse verdade, então este vídeo não seria possível.
Estou em um estado descrito como "off", e experimento uma sensação de "congelamento" dos movimentos. Os medicamentos não estão funcionando e os meus pés se prendem o chão. Nada acontece aumentando a dopamina, mas você vê a magia da música.
A importância aqui é que os preciosos dólares de pesquisa vão para o ralo na visão simplista desta condição, quando deveriam estar indo para novos caminhos.
Dançar é divertido, mas eu prefiro ter a opção de andar."

domingo, 7 de agosto de 2011

PENSE E DANCE

CIENTISTA MOSTRA QUE A DANÇA MELHORA A CAPACIDADE COGNITIVA
DE PORTADORES DO MAL DE PARKINSON
Fernando Duarte (fduarte@oglobo.com.br)
LONDRES - Ex-dançarino profissional com doutorado em Psicologia pela Universidade de Cambridge, Lovatt se vê numa missão de defesa e promoção de seus estudos. Até porque, alguns resultados têm sido surpreendentes mesmo para os colegas que torcem o nariz para os métodos pouco ortodoxos desse inglês de 46 anos. Ao mesmo tempo que o Laboratório de Psicologia da Dança que ele coordena na Universidade de Hertfordshire gera publicidade em talk shows e programas de variedades, também gera resultados em estudos sobre passos e firulas na capacidade cognitiva de portadores do Mal de Parkinson. Lovatt e sua equipe constataram que dançar combate os efeitos mentais degenerativos da doença.
- Já existem outros estudos mostrando que a dança ajuda nas questões de mobilidade e equilíbrio dos portadores de Parkinson, mas o que pudemos ver nos nossos estudos é que há também influência cognitiva, sobretudo no processo de pensamento divergente, em que é preciso encontrar mais de uma solução apropriada para um problema. Basicamente a dança é melhor do que o exercício tradicional para essas pessoas - explica o cientista.  [...]

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CORPO E MENTE EM APRUMO


- "Mesmo em momentos de crise,
o corpo reage surpreendentemente quando começo a dançar".
Edson Claro.


Coragem é melhor palavra para sintetizar a trajetória de vida do bailarino, coreógrafo e professor de dança Edson Claro. Exigente e disciplinado, aposentado pelo Departamento de Artes da UFRN, Claro continua na ativa e produzindo dentro dos novos limites impostos pelo mal de Parkinson. Diagnosticada há cerca de oito anos, a grave doença tornou-se secundária diante do poder que a dança exerce sobre seu corpo: além de inspiradora, se transformou em fonte vital de energia.

Afastado dos palcos, mas não da dança, Edson Claro, 61, está em pleno momento de criação: divide seu tempo entre as sessões de terapia, a concepção do livro "Dançando com Parkinson" e os ensaios de duas coreografias inéditas - o duo "E a vida nos prepara para..." e o solo "Petrus". O livro terá oito capítulos (cinco já concluídos) e deverá ser lançado no primeiro semestre de 2012, já as coreografias estréiam no próximo dia 28 de setembro no Teatro Alberto Maranhão.

“Parei de me esconder", disse Edson com todas as letras durante entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE no salão de festas do edifício onde mora, em Areia Preta. Longe de estar acomodado, apesar de mais conformado e tranquilo, Claro resolveu compartilhar sua experiência e explicar como a dança vem transformando seu tratamento e melhorando sua qualidade de vida: "Estou vivendo um paradoxo com o Parkinson", afirma. "Mesmo em momentos de crise, o corpo reage de forma surpreendente quando começo a dançar. As pessoas ficam assustadas quando percebem a minimização dos sintomas", disse entusiasmado ao lembra-se da homenagem recebida durante o Dia Internacional da Dança no palco do TAM.

Cotidiano

É o próprio Edson quem trabalha, duas vezes por semana, no livro "Dançando com Parkinson", com uma técnica apelidada por ele de 'dedodatilografia'. Afeito ao desenvolvimento de conceitos que extrapolam determinada temática, ele adota abordagens transdisciplinar e multidisciplinar para construir seu texto: "Será um livro muito interessante para médicos, pacientes e família de pacientes, neurologistas, terapeutas e bailarinos. Sempre procuro trabalhar com essa mescla de conhecimentos", garante o professor.

Claro sentiu os primeiros sintomas do Parkinson em Portugal, aos 53 anos, quando estava concluindo sua tese de pós-Doutorado na Faculdade de Motricidade Humana. Toma um sem número de remédios - "melhor nem citar", brinca - e frequenta aulas de Pilates com a terapeuta Mariana; hidroterapia, com o professor Rodrigo; e fonoaudiologia com Suely Suerda. Seu tratamento também inclui acompanhamento pelo médico neurologista Mário Emílio Dourado; e a presença diária de Isabel Claro, que se tornou sua esposa após cinco anos de cuidados. "Faço questão de citar todos", frisa o professor, que veio parar em Natal no início da década de oitenta para descansar e acabou ficando.

“Era um professor muito requisitado em São Paulo, viajava bastante, mas quando conheci Natal sabia que aqui era o meu lugar", lembra. Hoje mora na beira mar com Isabel e duas cadelinhas: a poodle Tina Turner e a pinscher Mila.



Dança moderna

As novas coreografias criadas por Edson Claro serão interpretadas pelos bailarinos Margoth Lima e Juarez Moniz da Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, braço contemporâneo da EDTAM. "São dois momentos do amor: adolescente e adulto", adianta o autor. A coreografia "Petrus", concedida em homenagem à amiga e também professora de dança Petrúcia Nóbrega, é um solo protagonizado por Margoth Lima, por quem Edson Claro derrama-se em elogios: "Estou tirando tudo que posso dela. Margoth vai ser uma estrela, na verdade ela já é e está descobrindo isso", garante o exigente professor”.

Edson trabalha a métrica, a contagem e outros detalhes teóricos das coreografias em seu apartamento, e os ensaios acontecem no mesmo salão onde concedeu entrevista. "Despachei, no bom sentido, uns cinco ou seis para o exterior com a mesma alegria e dedicação", emociona-se o professor, cuja trajetória se confunde com a trajetória de grupos como Balé Stagium e Cia Cisne Negro, de São Paulo; e grupos potiguares que fizeram história como o Acauã, Cia de Dança dos Meninos e Gaia Cia de Dança.

"Foi um grande desafio trabalhar com Edson Claro, pois ele trouxe novas técnicas da dança moderna para meu repertório contemporâneo", disse Margoth Lima. "A montagem fluiu muito bem não houve nenhuma dificuldade", finaliza a bailarina.

Para Wanie Rose, coordenadora da EDTAM e da Cia de Dança do TAM, "é uma honra tê-lo conosco. Edson Claro encanta e a dança acende ainda mais a luz dele", conclui.



Homenagem em forma de prêmio

O coreógrafo e produtor do grupo Gira Dança, Anderson Leão, ex-aluno de Claro, lembra bem do episódio no Teatro Alberto Maranhão em abril: "Foi uma grande felicidade quando Edson Claro anunciou que estava produzindo. Também nos pegou de surpresa ao pedir que todas pessoas, que estavam na plateia e que já tinham estudado ou trabalhado com ele, subissem ao palco. Reforçou seu pedido generalizado de 'coragem', e convidou para que sambássemos junto com ele. Foi uma noite emocionante, muito importante para quem trabalha com dança em Natal", lembra Leão.

Anderson participou da extinta Roda Vida Cia de Dança, projeto de extensão do Dearte/UFRN criado em 1995 pelos professores Edson Claro e Henrique Amoedo. "Foi uma das primeiras iniciativas aqui de Natal, ao lado de Antônio Soares do grupo Anjori, a trabalhar com bailarinos portadores de deficiências", contou.

A importância de Edson Claro para a formação do Gira Dança foi traduzida pelo grupo ao batizar um prêmio com o nome do professor: "Desde 2009, concedemos (grupo Gira Dança) o Prêmio Edson Claro de Dança aos destaques da dança potiguar. Escolhemos seu nome por ter sido sempre um grande incentivador", ressalta Anderson Leão. Em 2011, a entrega deverá acontecer em novembro durante a III Mostra Gira Dança. "É um evento voltado parta a valorização da dança contemporânea na capital potiguar", aponta.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Deficientes físicos reclamam das dificuldades no Brasil



Por decisão da Justiça, todos os prédios públicos - municipais, estaduais e federais - terão que facilitar o acesso a pessoas com necessidades especiais.
Quem não cumprir a decisão vai pagar multa de R$ 10 mil por dia.


Para falar sobre esse problema que atinge milhões de brasileiros, Bom Dia Brasil preparou uma série de reportagens especiais.

A dança abriu um mundo de prazer para Viviane Macedo. Na força do remo, Fernando Fernandes leva o corpo a extremos de esforço, de segunda a sábado. Para André Melo de Souza, a liberdade está no azul das ondas do mar. André, Fernando, Viviane - eles demonstram como é possível vencer limitações e preconceitos.

“Quando eu entro em um baile de dança de salão para dançar, eu não sou uma deficiente. Eu sou mais uma pessoa que faz a dança de salão”, aponta a dançarina Viviane Macedo.

Uma pessoa que gosta de dançar, ou de remar, de surfar - por que não?

“Meu objetivo é totalmente voltado do esporte”
, diz o atleta Fernando Fernandes.

Fernando Fernandes ficou paraplégico em julho do ano passado, quando sofreu um acidente de automóvel. Em 2002 ele participou do programa “Big Brother”. Já em cadeira de rodas, ele participou da última corrida de São Silvestre: “Peguei uma luva de bicicleta, coloquei esparadrapo na mão. Com dez minutos, minha mãe estava em carne viva. Meu objetivo era terminar a prova”.

Não enxergar ou não caminhar não são impedimentos para eles. Mas há limitações que ainda são muito difíceis de serem enfrentadas.

As estatísticas falam em 19 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Isso equivale a quase o dobro da população de Portugal. Apesar desses números, os nossos cidadãos que têm necessidades especiais muitas vezes parecem não existir. Veja, por exemplo, o que acontece em São Paulo, a maior cidade do país.

Quando Regina Lopes anda - ou tenta andar - pelas ruas da cidade, a bengala ajuda. Mesmo assim ela esbarra em todo tipo de dificuldade.

“A própria calçada: buracos, degraus”
, conta a assistente social Regina Lopes.

Marcelo Pierro mora no alto de uma ladeira. Para chegar em casa, ele empurra 86 quilos do próprio peso, mais a cadeira de rodas. Faz esse percurso várias vezes ao dia: “Enfrento dificuldades com calçada, escadarias. As calçadas deixam a desejar nos bairros”.

A vantagem é que Marcelo é forte. Mas Tábata Penaci é frágil. Também mora no alto de uma ladeira, no bairro de Sacomã, na zona sul de São Paulo. Depende da mãe para chegar e sair de casa. Quando Tábata era criança, Dona Antonia trabalhou de merendeira para poder subir e descer as escadas da escola com a filha: “Nas duas escolas que estudei, as pessoas tinham que ajudar”.

Tábata tem muitos sonhos, inclusive de construir uma família. Ela estuda psicologia. Mas para chegar até a faculdade: “Ainda falta para o cadeirante a facilidade de andar sozinho”.

O desrespeito piora a situação: deficiente com carro tem direito a lugar para estacionar. Mas nem sempre consegue.

“Eu passei por situação de ser ofendido dentro de um mercado porque eu disse para uma pessoa que ela estava estacionando em uma vaga reservada. Olhou para mim e disse assim: ‘Eu vou deixar o carro aqui mesmo’. Foi fazer compras. Nós somos cidadãos. Eu sou um cidadão. Eu pago imposto. Posso não pagar a passagem de ônibus por uma deferência qualquer do governo. Mas no resto eu pago imposto. Tenho o direito de ir e vir. Tenho o direito de poder e querer trabalhar”
, conta o analista de sistemas Agostinho Sieckkowski.

Fonte: Bom Dia Brasil
Edição do dia 26/04/2010

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Noturno Mix



A Oficina dos Menestréis criou em 2003, sua primeira turma de cadeirantes, que, após alguns meses de trabalho montaram o musical "Noturno" de Oswaldo Montenegro. Hoje, a versão se chama "Noturno Mix", que conta com um elenco de atores cadeirantes e andantes da Oficina. Para quem acha que dança só se faz com os pés, sugiro que assista ao espetáculo e veja a fascinante performance desses atores que se utilizam da voz, dos pés, da fala, da visão, da audição e da cadeira de rodas para se expressarem.
Se tiverem oportunidade não percam!!!

http://menestreis.campogeral.com.br/noturnomix.html




Fonte: http://wwwmagiaefascinacao.blogspot.com/