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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uso de medicamentos naturais requer cuidados

TATIANA DINIZ da Folha de S.Paulo

Os usos dos medicamentos chamados de "naturais" enfrentam ressalvas. E é bom aprender a distinguir "naturais" de "fitoterápicos". Fitomedicamento é um remédio que tem como princípio ativo uma erva natural e cuja eficácia e segurança foram devidamente comprovadas. Esses medicamentos precisam ter uso autorizado pela Anvisa e registro no Ministério da Saúde. Para saber se o remédio é autorizado, o cliente deve observar na embalagem se há o número de registro do laboratório, como nos alopáticos.

De acordo com a clínica-geral e nefrologista Liliana Secaf, do hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, faltam estudos científicos sobre a eficácia e o efeito adverso de muitas plantas.

"Apesar de naturais, elas podem gerar um efeito danoso em vez de benefícios", afirma, citando que alguns chás medicinais de cogumelos são tóxicos ao fígado e ao rim e podem causar câncer renal.

Já os fitoterápicos ela considera mais seguros. "Ruim é comprar ervas em feiras e se automedicar", diz.

Para o clínico-geral Flávio Dantas, professor de clínica médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), apesar de os remédios naturais serem mais seguros do que os alopáticos, já que contêm mais baixa dosagem de princípios ativos, isso não quer dizer que eles não tenham efeitos adversos. "Muitas pessoas exageram. O que diferencia o remédio do veneno é a dose. Tudo que é feito de plantas tem componentes químicos. Além disso, cada pessoa é única. Uma dose que para uma não faz nada pode causar um grande efeito em outra", alerta.

Ele também lembra que é preciso ficar atento à procedência das plantas. "Muitas pessoas as compram por aí e não sabem de onde elas vêm e se têm contaminação", aponta. Segundo Dantas, o fato de existir uma padronização para os fitoterápicos torna-os mais seguros. "Com as normas da Anvisa, é possível ter segurança sobre o produto que se receita", diz.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hipertensão e os perigos dos remédios caseiros

Hipertensão Arterial é uma doença crônica comum, que atinge cerca de 30 milhões de brasileiros

Hipertensão Arterial é uma doença crônica comum, que atinge cerca de 30 milhões de brasileiros. De acordo com o cardiologista Valmir Geraldo Costa, a doença ataca tanto pessoas do sexo masculino como do feminino, normalmente a partir dos 30, 40 anos de idade, mas, em alguns casos com tendências genéticas até em pessoas mais jovens.

A Hipertensão Arterial, conhecida como pressão alta, é uma doença difícil de ser diagnosticada por não provocar muitos sintomas, e porque na maioria das vezes os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças, como: dor de cabeça, falta de ar, zumbido no ouvido entre outros. “Uns dos problemas principais enfrentamos no dia a dia é o abandono do controle ambulatorial da hipertensão, e o uso inadequado de medicamentos caseiros”, afirma Valmir Geraldo Costa.

A aposentada Alice Maria da Silva, 71 anos, é hipertensa há mais de 20 anos e sempre toma os famosos “chazinhos”, “além dos remédios receitados pelo médico. “Eu não deixo de lado aqueles chás que a vovó e a mamãe falavam”, diz a aposentada. O uso de medicamentos caseiros é um grande problema enfrentado pelos médicos, porque em alguns casos os pacientes abandonam os remédios receitados, e passam a tomar somente os feitos em casa, e isso pode agravar o quadro clinico do paciente.

O cardiologista fala do perigo em tomar remédios caseiros sem consultar um especialista. “Muitos chás e remédios naturais que são usados de maneira inocente, contém substâncias químicas que atuam como excitantes, principalmente os que são a base de cafeína que podem provocar aumento de pressão”, disse Valmir Geraldo.


Data: 10/06/2009 | Fonte: | Eu Notícias: Larissa Toledo - Unitri na Web
http://www.triangulomineiro.com/noticia.aspx?catNot=57&id=9350&nomeCatNot=Sa%C3%BAde