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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE17]



Quem cuida do cuidador?, [por Flavio José Kanter*]

Vive-se cada vez mais. Cada vez mais pessoas tornam-se dependentes de outras, seja por doenças e suas consequências, seja pelas limitações impostas pelo envelhecimento. O aumento da longevidade entre nós traz junto o aumento no número de cuidadores familiares. São pessoas da família que se encarregam de prover e gerenciar todas as necessidades de quem se tornou dependente.

A equipe de saúde poderia ater-se a essas necessidades: o cuidador deveria prover todas as soluções identificadas e essa tarefa é dele. O cuidador lida com tensões de sua própria existência além das que decorrem da condição de quem ele cuida. É preciso administrar cuidados, tratamentos, profissionais, lidar com hospitais, clínicas e serviços, planos de saúde, assuntos financeiros e burocráticos e com outros componentes da família. Não é pouco nem é fácil. O cuidador submetido a tensões fortes fica mais suscetível a traumas e doenças.

QUEM CUIDA DO CUIDADOR? PROBLEMA DELE?
O Journal of General Internal Medicine publicou na edição online de 9 de janeiro deste ano diretrizes éticas destinadas à relação paciente-médico-cuidador. Foram elaboradas pelo American College of Physicians, o Colégio Americano de Médicos, com apoio de 10 outras entidades médicas.

A proposta é elevar a atenção dos médicos para a importância e complexidade desta relação. Há muitas recomendações. Sugere que o respeito aos valores e crenças, direitos e dignidade do paciente devam nortear todas as interações com ele. A privacidade do paciente deve ser respeitada. A quantidade da participação do cuidador em encontros clínicos deve ser decidida pelo paciente, bem como o grau de informação que ele permite compartilhar, a não ser que suas limitações o impeçam.

Respeitados esses limites, o cuidador deve conhecer toda informação disponível, inclusive de prognóstico, para planejar ações que conduzam ao melhor resultado possível. A disponibilidade do médico para as necessidades de paciente e cuidador é estimulada. O médico deve validar sempre o papel do cuidador familiar e dos compromissos que este haja assumido para obter o melhor manejo possível do paciente. Deve estar atento ao excesso de tensão no cuidador e ajudá-lo a encontrar soluções e busca de cuidados para ele mesmo quando for o caso. Impõe-se preservar a qualidade de vida de ambos, cuidador e cuidado. É necessária muita atenção ao cuidador de doentes terminais na fase que precede a perda, e as consequências emocionais causadas por essa perda quando se aproxima ou após a morte.

Recomenda-se atenção especial para cuidadores distantes, e com os que são profissionais de saúde, para que disponham dos recursos adequados de serviços, suporte e referências. Não é incomum cuidadores que não moram na mesma casa que o paciente, e muitas vezes nem mesmo na mesma cidade. Quando o cuidador é profissional da área da saúde deve ser fornecido apoio para não ser levado a exercer papel de profissional nos cuidados de seu familiar, preservando-o desta sobrecarga indesejável.

Estima-se que nos Estados Unidos existam atualmente 30 milhões de cuidadores familiares. Não se dispõe de estimativas de quantos são entre nós, mas não são poucos. Temos que incluí-los em nossos cuidados.

FONTE: Contexto Político

terça-feira, 6 de julho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE13]



"Aceitar-se como ser humano cheio de limites e fraquezas é acima de tudo, sinal de equilibrio, paz consigo mesmo e felicidade". [Pe. Fábio de Mello]

VIII
CUIDADOR


Sendo a DP a segunda doença neurodegenerativa mais comum que atualmente afeta 1% dos indivíduos acima de 55 anos e 3% dos acima de 75 anos. Caracteriza-se pela perda de neurônios da dopamina da substância nigra ou negra, apresentando rigidez muscular, bradicinesia e o tremor em repouso. Sendo o tratamento realizado principalmente com levodopa. No decorrer dos anos o doente pode apresentar demência.Isso pode acontecer devido a presença de inclusões protéicas conhecidas como corpos de Lewy. Sendo assim, no ambiente família o tratamento deve ser com medicamentos e com as terapias alternativas com prioridade de oferecer ao máximo as condições físicas e emocionais para que o doente tenha carinho, atenção, compreensão, afeto, auto-estima elevada e uma qualidade de vida para que o mesmo se integre novamente a sua comunidade.

Por esse motivo, muitas vezes a família recorre a figura do cuidador, aqui em especial o cuidador para o doente de Parkinson, pois a doença não tem cura e a demência que é característica da Doença de Alzheimer (DA) também pode aparecer no doente de Parkinson. O cuidador não substitui a família do paciente. Pode ser algum familiar que muitas vezes possui mais afinidade para acompanhar o doente nas caminhadas e na administração da medicação. O cuidador pode ser também um profissional que tenha habilitação para trabalhar com pessoas idosas. Essa convivência diária no ambiente familiar deve regatar a criatividade da pessoa, melhorar o ânimo, o gosto de viver e melhorar as relações familiares. Desta forma o cuidador possui o papel de fornecer assistência ao doente na hora da medicação, na hora da higiene pessoal, dar assistência na preparação dos alimentos. Ele deverá dar total atenção ao doente, deve possuir sensibilidade para observar constantemente o doente, informando ao médico às alterações que foram observadas no comportamento na fisionomia do paciente.

Desde 2001, o Ministério do Trabalho e Emprego reconhece o cuidador de idosos como uma profissão. Atualmente o Brasil, tem 15 milhões de pessoas idosas, com estimativa de 31,8 milhões em 2025. Na cidade de Belo Horizonte Minas Gerais a Universidade FUMEC disponibiliza Curso Superior Seqüencial-Formação Específica de Cuidador de Idosos. O curso é regulamento pelo MEC e reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação e tem duração de dois anos.

Atualmente no Brasil existe associações de trabalhadores(cuidadores), Abapaz-Associação Bahiana de Parkinson e Alzheimer-Caixa Postal 7323-AC Pituba-CEP 41810-970-TEL (71) 3411-3692 - Salvador-Ba. A Associação Brasileira do Câncer também dispõe de um espaço do cuidador.

Mas a pessoa do cuidador e os familiares também necessitam de cuidados especiais, para poder realizar adequadamente suas funções. Exemplo é a CAPS-Centro de Atenção Psicossocial. Surgiu em São Luiz Gonzaga no ano de 2002 em decorrência de uma longa história de atendimento em saúde mental no município. A CAPS São Luiz Gonzaga busca atender dentro da política de atendimento individual e em grupo dentro da perspectiva interdisciplinaridade tratando pessoas portadora de transtornos mental de forma ampla reduzindo as complexidades da doença e suas consequências nos aspectos afetivos, sociais,laboratoriais e familiares.

A CAPS possui um projeto-Cuidando dos Cuidadores. Esse projeto visa estender os cuidados e atenção a família que também é responsável e faz parte do processo do tratamento. Ele objetiva oferecer um espaço de escuta e atenção aos cuidadores de pessoas portadoras de transtornos mentais, procurando instrumentalizá-las para melhor enfrentar as dificuldades geradas pelo contexto da doença, visando torna-la um suporte consistente a sim próprio e ao doente. São desenvolvidos grupos compostos por cuidadores com participação freqüente e sistemática, tendo um local próprio para o desenvolvimento de técnicas e atividades lúdicas de descontração e atividades para melhorar o trabalho na obtenção da qualidade de vida dos familiares. No momento o trabalho da CPAS atende só cuidadores de pacientes mentais, não tendo nenhum caso de cuidador do doente de DP.

FONTE:
proavirtualg15 - Equipe multidisciplinar

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE12]



VII -3-
NUTRICIONISTA

Os familiares e os cuidadores devem encorajar o doente de Parkinson a se alimentar corretamente. Porém, se o peso corporal estiver muito acima do normal, é necessário cautela e dieta. O excesso de peso pode dificultar a movimentação e o trabalho da família ou do cuidador.

Agora, se o problema do portador de Parkinson for à perda de peso a família ou o cuidador deve ficar atento, pois o indivíduo com Parkinson tem mais facilidade de perder peso. O organismo do parkinsoniano gasta mais energia devido aos movimentos involuntários anormais e à rigidez muscular. Também por problemas de deglutição, mastigação, efeitos colaterais dos medicamentos às vezes interferindo no apetite.

Outra questão séria no cotidiano do paciente de DP, devido ao uso de vários medicamentos e as próprias alterações físicas do envelhecimento, a perda automática do controle dos movimentos da face e o enrijecimento pode provocar secura na boca ou hipersalivação e a perda de saliva pela boca.

Para diminuir a secura da boca é recomendado o seguinte:
- Evitar alimentos salgados.
- Mastigar bem os alimentos.
- Beber em média oito copos de água por dia.
- Diminuir a ingestão de alimentos muitos secos.
- Fazer a higiene bucal diariamente.
- Umedecer os alimentos mais secos com chás, com leite, com suco.
- Chupar bala, de preferência sem açúcar, cuidar para fazer a higiene bucal logo após.
- Evite sopas pouco densas. Prefira sopas com vegetais ou carne que possam ser mastigadas e engolidas com facilidade.
- Faça uso de canudinho, se necessário for, pois facilita a deglutição.
- Evite se alimentar quando estiver ansioso, coma com calma, mastigue bem os alimentos.
- Procure ficar, amassar, bater no liquidificador, desfiar ou moer os alimentos mais difíceis de ingerir.


A rigidez muscular contribui para a existência de problemas de postura, como também dificulta a movimentação das mãos e dos braços.

Para melhorar o posicionamento do doente para uma melhor alimentação, os conselhos são os seguintes:
- Mantenha os pés adequadamente apoiados
- A cabeça e o troco devem estar na posição vertical possível.
- Mantenha se sentado bem próximo à mesa.
- Os braços devem ser colocados próximos ao corpo, descansando sobre o colo.
- Pratos com ventosas, talheres de cabo grosso, copos grandes, de plástico e com alças.
- Alguns pacientes de Parkinson às vezes podem apresentar confusão mental em certa fase da doença, (efeito de drogas como Artane, Akineton).


A família ou o cuidador deve ajudar o parkinsoniano da seguinte forma:
- Não se preocupar com certas etiquetas à mesa.
- Manter horários regulares para as refeições.
- Manter a regularidade na administração da medicação.
- Manter regularidade nas caminhadas e nos exercícios físicos.
- Oferecer alimentos não quentes demais.
- Nunca dormir de estomago vazio.
- Evitar líquidos durante as refeições.
- Com muito cuidado indicar e mostrar evidências ao paciente que ele já realizou a refeição.


Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

domingo, 4 de julho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE11]



VII -2-
NUTRICIONISTA

Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que incluem as gorduras, os óleos e as ceras. Muitos lipídios são importantes no controle da quantidade de outros lipídios, como o bom colesterol (HDL), que ajuda a controlar o meu colesterol (LDL) Estes não podem ser eliminados totalmente da dieta. Os chamados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, que são encontrados nos óleos de peixes, e são cardioprotetores, ou seja, protegem o coração de várias doenças. Por isso é sempre aconselhável substituir alimentos gordurosos por outras fontes de lipídios mais saudáveis, como frituras por saladas temperadas com azeite de oliva.

Para reduzir o colesterol:
- Fazer atividade física,
- Diminuir o consumo de frituras, preferindo alimentação cozida,
- Evitar queijos amarelos, pães e bolos com recheios, gema de ovo, carnes gordurosas, embutidos, frutos do mar, manteigas, cremes de leite, banha.
- Aumentar o consumo de frutas e hortaliças.

Os carboidratos são a principal fonte de energia da dieta humana, o mais abundante encontrado na natureza é a glicose, mas existe a frutose e a galactose.

As fibras na dieta alimentar promovem uma função normal do intestino, pois estimulam a sua movimentação, sendo que as insolúveis aumentam o tempo de transito e o volume do bolo fecal, tendo assim um efeito laxativo. É importante salientar que a ingestão de fibras com o aumento do consumo de água pode resultar em constipação em pacientes com longa história de constipação crônica. Como os indivíduos portadores da DP costumam se queixar da constipação intestinal,sendo que a freqüência aumenta com a idade do paciente e também com o uso de certos medicamentos, o médico neurologista deve ser informado, pois o tratamento com o medicamento Levadopa, pode ser atrapalhado. O levadopa deve ser levado até o cérebro para se transformar em dopamina. Se a levadopa ficar muito tempo no intestino, as bactérias transformam a em dopamina ali mesmo no intestino e a dopamina não entra no cérebro. Sabemos também do mal estar causado pelo intestino preso, contribuindo para a irritação e o nervosismo do paciente. Para aliviar este incomodo o médico deverá prescrever um laxante adequado.

Conselhos da nutricionista com relação à dieta alimentar de um paciente de DP estimular o funcionamento do intestino:
- Pela manhã, tomar água de ameixa preta seca e comê-la,
- Não adiar o horário de ir ao banheiro.
- Tomar muito líquido entre as refeições (oito copos dor dia)
- Mastigar bem os alimentos,
- Ingerir iogurte diariamente,
- Comer frutas-laranja com bagaço, melão, melancia, ameixa, usa abacate, morango,(pelo menos três porções de frutas ao dia).
- Comer vegetais.
- Usar feijão, lentilha, grão de bico.
- Usar mel para adoçar líquidos.
- Usar cereais integrais.
- Não abusar de arroz branco, batata, mandioca.
- Evitar embutidos, pastéis,frituras, polpa de goiaba, limão.

Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

sábado, 3 de julho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE10]



VII -1-
NUTRICIONISTA


Sobre a dieta alimentar o neurologista Dr. José Renato Guimarães Grisolia assim comenta: "Em fases iniciais não há restrições (a não ser que tenha outras patologias como diabete, hipertensão), mas nas fases mais avançadas é necessário uma adaptação, devido a dificuldade de deglutição que ocorre (necessitando de alimentos mais líquidos e/ou pastosos)".

Dieta Alimentar

A alimentação é uma das maiores preocupações dos familiares do doente de DP. Há uma grande procura por informações por parte dos familiares quando a qualidade e a quantidade dos alimentos que podem ser consumidos pelos pacientes.

A nutrição humana tem muitos componentes. Os macronutrientes são as proteínas,os carboidratos e as gorduras. Os micronutrientes são todos os demais componentes, inclusive vitaminas, minerais e eletrólitos (sódio, potássio, ácido básico, cálcio, magnésio, fósforo); oligoelementos (ferro, iodo, zinco, selênio, cobre, flúor, cobalto, cromo, manganês, molibdênio). Todos eles são vitais, sendo assim a ausência de qualquer um dos nutrientes será prejudicial e pode até mesmo causar grandes problemas.

Alguns estudos tentam mostrar a função antioxidante da vitamina C para diminuir da progressão da doença de Parkinson. Porém, a eficácia deste tratamento ainda não foi comprovada. A vitamina C pode ser encontrada nas frutas cítricas.

Outra vitamina que também possui função antioxidante é a vitamina E sendo que sua carência provoca efeito negativo na formação dos vasos sangüíneos e sistema cardiovascular. Ela é encontrada em óleos vegetais de soja, girassol, milho, azeite de oliva, gema de ovo, fígado, frutas como avelã, castanhas, nozes e amendoim.

A vitamina D tem como principal função à absorção do cálcio, sendo essencial na formação da estrutura óssea. Encontramos vitamina D na gema de ovo, fígado, leite integral. O sol é outra ótima fonte de vitamina D, por que converte em forma ativa de vitamina na pele. A orientação médica é para que paciente de Parkinson tome sol diariamente, por pelo menos 20 minutos, pela parte da manhã até as 10 horas ou à tarde, depois das 16 horas.

As vitaminas do complexo B. B1, B2,B6 e B12 são encontradas em alimentos de origem animal, cereais integrais, leguminosas, hortaliças. A função dessas vitaminas é de regular a coagulação sangüínea e sua carência provoca hemorragias. Com relação á vitaminaB6 chamada de Piridoxina participa da conversão da levadopa em dopamina antes que ela chegue ao cérebro. Por isso quando a levadopa é administrada ao doente, não deve ser prescrito suplemento de vitamina B6, pois o efeito do medicamento vai se perder.

As proteínas são materiais de construção da estrutura corpórea, ou seja, formam os ossos, músculos, pele e o cérebro. São responsáveis também pelo nosso código genético,basicamente somos feitos de proteínas. As fontes de proteínas mais conhecidas são as carnes, peixes, ovos, leite e queijo. As melhores fontes vegetais são as leguminosas como feijão, amendoim, ervilhas e derivados de soja.

Um fato muito crítico é a questão da ingestão da proteína na alimentação do portador da DP. A proteína e a medicação do levadopa são absorvidas no mesmo lugar e ao mesmo tempo. Se as duas estão juntas, uma prejudica a outra. Entram em competição e quem sai perdendo e geralmente é a levadopa, que acaba não produzindo o efeito terapêutico desejado. Por esse motivo é aconselhável a ingestão do medicamento em horários distanciados da alimentação.

Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE9]



VI
ODONTOLOGIA


Um conjunto de medidas preconizadas pelo profissional cirurgião-dentista, contribuem grandemente para a manutenção da saúde geral e aumento da qualidade de vida do paciente de Parkinson.

A cárie dentária, a gengivite, a periodontite são doenças relacionadas ao acúmulo de placa bacteriana. A placa é constituída principalmente por resíduos alimentares, bactérias, células da mucosa bucal e produtos de fermentação das sacarose (açúcares) pelas bactérias. O Tártaro é a placa bacteriana calcificada, recoberta sempre por grande quantidade de placa de difícil remoção.

Para evitar e tratar estas doenças é de suma importância que a higiene oral seja realizada sempre após as refeições e lanches e que a educação alimentar seja realidade na vida do portador de Parkinson. A dieta alimentar é aconselhada, pois há o risco da cárie, devido à frequencia com que o doente come balas, chocolates e bolachas, o doce dá prazer e também faz aumentar a salivação na boca, fato essencial para a deglutição dos alimentos. Sendo que essa falta de saliva na boca é uma das queixas mais frequentes dos portadores do Parkinson.

Segundo os médicos, esse é um dos efeitos colaterais provocados pelos medicamentos. Os doentes,também podem adquirir febre reumática, as infecções dentárias podem ser as responsáveis por isso, devido, muitas vezes, a baixa imunidade que a pessoa idosa apresenta.

A ingestão de grande quantidade de açúcares, por períodos muitos longos, como muitas vezes o doente de DP faz chupar balas o dia todo, pode permitir que a placa bacteriana tenha melhores condições de produzir ácidos, e estes com facilidade destroem os dentes. Para que isso não aconteça, a família, o cuidador até mesmo o doente deve substituir sempre que possível, doces por frutas e incluir na dieta alimentar do idoso alimentos que ajudem a limpar os dentes como a maçã, a cenoura e demais alimentos fibrosos, que também auxiliam no massegeamento das gengivas.

Segundo SHINKAI, “A ação interdisciplinar é indispensável para a resolução de tais desequilíbrios nutricionais. A intervenção do dentista para sanar problemas orais (eliminação de dores e focos infecciosos, restauração da oclusão e reabilitação oral, ajuste de próteses mal-adaptadas) possibilita o retorno das funções de mastigação e deglutição. Já o nutricionista pode orientar uma dieta mais adequada às condições gerais e bucais dos pacientes, com modificações no tipo de alimentos, na apresentação e na consistência da comida. Dessa forma, a associação da restauração da saúde bucal com uma dieta equilibrada e atraente pode devolver ao idoso o prazer de comer. Esse aspecto psicológico não deve ser subestimado, pois a satisfação de poder comer bem é altamente valorizada pelo idoso (Strauss & Hunt, 1993) e tem implicações na sua auto-estima e no convívio social.”

Quando a capacidade motora do paciente não for adequada, é aconselhado a utilização de artifícios que facilitem ao indivíduo, obter uma limpeza satisfatória.

Segue aqui algumas dicas para uma saúde bucal:

- É imprescindível que a higiene oral seja realizada com o uso frequente do fio dental, da escova comum, ou elétrica, ou as que funcionam à pilha.
- Uso do flúor e da saliva artificial.
- Escovação da língua diariamente e escolha da escova que tenha cerdas macias e cabeça pequena, ou escova mecânica, [elétrica ou à pilha].
- Se necessário, use produtos para fixar a prótese dentária, pois pode tornar-se frouxa e perder a estabilidade, prejudicando a fala e a mastigação e principalmente faça a remoção e limpeza da prótese dentária à noite.

Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE7]



IV
PSICOLOGIA


Segundo o médico neurologista Dr. José Renato Guimarães Grisolia, "a psicologia ajuda a melhorar seus sentimentos (depressão e ansiedade que virtualmente estão presentes em qualquer doença crônica)"; "Existe também a terapia ocupacional que pode dar muito auxílio nesta patologia, fazendo adaptações, melhorando a auto-estima e trabalhando a habilidade manual".

O comportamento humano é objeto de estudo por parte da psicologia, mas é o cérebro humano que mais interessa para os estudos psicológicos. As limitações físicas e a repercussão psicológica decorrente desse fato é o objetivo do tratamento psicológico das pessoas portadoras da Doença de Parkinson(DP). Sabemos que o organismo físico, emoções e sentimentos são instâncias de constituição humana com muito mais relações em comum do que inicialmente se pode imaginar.

O tratamento psicológico é de longa duração, envolve não só o paciente, mas todos os que com ele convivem. Todos, em conjunto devem oferecer recursos físicos e principalmente afetivos através dos anos, para que o tratamento seja conduzido com tolerância, cautela e compreensão e muita auto-estima. O paciente costuma ter medo, depressão,stress, ansiedade,as vezes decorrentes da medicação utilizada para suprir a escassez da dopamina no cérebro, como também, decorrente da falta de sossego dos tremores e da disfagia neurogênica.

Geralmente o comportamento inicial da pessoa que descobre que é portadora da Doença de Parkinson é de negar a doença, nem a própria família, às vezes sabe que a pessoa possui a doença. Já outros doentes, não tentam encobrir os sintomas da doença, mas apenas aceitam a doença sem dar muita importância ao tratamento com o neurologista. Há um pequeno número de pacientes que procuram informações e consultam um neurologista. Todo o tratamentoda DP vai depender do diagnóstico bem realizado com um neurologista de confiança do paciente. Por isso é de suma importância o apoio da família, dos parentes e dos amigos.Sabe-se que a doença é degenerativa, é crônica, não tem cura, mas a maior parte dos pacientes de Parkinson mantém a capacidade de gozar a vida por longos anos.


Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

terça-feira, 29 de junho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE6]




III
FONOAUDIOLOGIA

Qual a contribuição da fonoaudiologia na reabilitação das funções de fala e alimentação?
Segundo neurologista Dr:José Renato Guimarães Grisolia, "A fonoaudiologia pode melhorar a deglutição".

Pacientes com doenças degenerativa (Doença de Parkinson) que possuem problemas no sistema motor, necessitam das orientações e intervenções de um profissional da terapia fonoaudiológica.

O tratamento convencional se direciona a reabilitação do paciente que apresenta alterações da fala, da voz e da deglutição, ou seja, disfagia neurológica. De modo geral, a DP provoca distúrbios motores envolvendo as estruturas responsáveis pela fonoarticulação e a deglutição. As principais alterações são: engasgos,tosse antes, durante e/ou depois da deglutição, refluxo,tosse e escape de saliva pelos cantos da boca, dificuldade de engolir comprimidos e/ou alimentos líquidos ou sólidos,sensação de alimento parado na garganta, dificuldade de emitir a mesma palavra ou frase, dificuldade de falar com entonação adequada, dificuldade de respiração.

A intervenção da fonoaudiologia envolve terapia com a realização de exercícios de mobilidade e sensibilidade oral, manobras posturais e de reabilitação visando a diminuir as dificuldades de deglutição e com técnicas de aprimoramento da articulação para permitir ao máximo os movimentos dos órgãos responsáveis pela respiração e comunicação oral do paciente. A terapia é realizada duas vezes por semana durante um mês (três vezes ao dia) quando não tem a sessão com o profissional.

O tratamento visa:
- aumentar a intensidade de fonação;
- melhorar captação glótica;
- desenvolver melhor extensão vocal:
- estabilizar a emissão;(qualidade vocal cripitante)
- melhorar a ressonância;
- projeção da voz;
- precisão articulatória;
- coordenação deglutição-fala.

As dicas a seguir poderão ser úteis aos pacientes, familiares e cuidadores, pois contribuem para a melhor qualidade de vida do paciente.

- Mantenha-se hidratado, ingerindo água em temperatura ambiente.
- Use roupas confortáveis na região do abdômen e pescoço.
- Evite refrigerantes, bebidas alcoólicas, gorduras e condimentos.
- Evite ambiente poluído por poeira, fumaça, mofo e cheiros fortes.
- Evite fumo ativo ou passivo.
- Procure falar alto e forte.
- Fale sempre olhando para o interlocutor.
- Procure não falar em locais barulhentos
- Respire profundamente antes de falar.
- Engula sempre a saliva principalmente antes de falar.
- Abra bem, a boca para falar.
- Fique atento ao volume da voz ao falar.
- Preste atenção na velocidade da fala, procurando não falar muito depressa ou devagar.
- Pronuncie bem as palavras e não omita o seu finais.
- Use pastilhas, spray, saliva artificial ou medicamentos, apenas quando indicado pelos médicos.
- Evite automedicação e soluções caseiras tais como: gengibre, romã, mel, balas, etc.

Fonte:
proavirtualg15/equipe multidisciplinar

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE5]



II
FISIOTERAPIA
Segundo o médico neurologista Dr. José Renato Guimarães Grisolia, "A fisioterapia pode melhorar a mobilidade".

A rigidez muscular e a lentidão dos movimentos são os principais comprometimentos físico decorrentes da doença de Parkinson,os benefícios que a fisioterapia traz é de fundamental importância em praticamente todas as fases da doença. A terapia possui técnicas específicas para ajudar principalmente na reeducação postural e na estimulação do paciente para realizar atividades automáticas. Na DP o tratamento fisioterapêutico tem com o objetivos melhorar a mobilidade,a força muscular, o equilíbrio, a aptidão física e a qualidade de vida dos pacientes.

Encontramos na fisioterapia um outro elemento, também importante para o melhoramento muscular do paciente de Parkinson. É a Fisioterapia aquática, mais conhecida como Hidroterapia. Os efeito terapêuticos são: relaxamento muscular, redução da dor e de espasmos musculares, aumento da amplitude de movimentos articular, melhora da musculatura respiratória, trabalho de força e resistência muscular, aquisição de equilíbrio e retificação para o controle corporal, reeducação da marcha, melhora da consciência corporal.

Esta terapia é indicada a qualquer faixa etária para as patologias de origem reumatológica, ortopédica e principalmente neurológica. O paciente deve passar por uma avaliação cinesiológica funcional realizado pelo fisioterapeuta em consonância com as orientações do neurologista. As experiências são positivas e gratificantes. A comprovação que a água associada com um bom plano de conduta fisioterápico, bom senso do profissional e a persistência do paciente são fatores determinante para qualidade de vida do paciente de Parkinson.

Fonte:
proavirtual/equipe multidisciplinar

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE4]




PARTE4
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
I
NEUROLOGISTA
Primeiramente, um diagnóstico deve ser bem estabelecido pelo neurologista. A avaliação dos benefícios das medicações disponíveis e os seus riscos, para cada indivíduo, devem guiar o início do tratamento da DP.

A experiência, a habilidade do neurologista é o recurso de maior valor que o paciente dispõe. Nas primeiras consultas, o paciente se sente deprimido, angustiado, muitas vezes revoltado, negando a doença, podendo até mesmo apresentar um quando clínico de depressão. O medo é gerado às vezes pela falta de informações sobre os mecanismos da doença. O médico neurologista deve estar bem familiarizado com os efeitos dos fármacos para tranquilizar e informar corretamente o doente de Parkinson, de como ele deve proceder com o uso dos medicamentos e, para um melhor controle clínico dos sintomas da DP, as consultas devem ser periódicas e o mesmo deve manter um rigor no seguimento das orientações do neurologista. Sessões de fisioterapia e com o fonoaudiólogo, além de orientação nutricional e terapia ocupacional também são indicados. O paciente deve manter-se ativo, trabalhando com produtividade para a melhoria da auto-estima. A família deve realizar ajustes no ambiente familiar, bem como os ajustes também devem acontecer no ambiente de trabalho, principalmente na relação como os amigos.

O papel do Médico Neurologista é de diagnosticar, supervisionar e coordenar todo o tratamento do doente de Parkinson. Havendo necessidade de tratamento multidisciplinar, o mesmo deverá orientar a família e o paciente para que recorram aos profissionais da saúde para colaborar, apoiar e aplicar a terapia mais adequada ao tratamento do paciente.

Complicações clínicas da DP no decorrer dos anos.
A escolha dos medicamentos ou da composição dos remédios vai depender de vários fatores tais como tempo da doença, estágio em que o paciente se encontra, idade e sintomas. Este tratamento da DP com farmacológicos é dividido em duas categorias:
Sintomático e neuroprotetor. A sintomática possui o objetivo de controlar as manifestações clínicas da doença por meio das intervenções dos farmacológicos ou de cirurgias, que atuem nas disfunções cerebrais decorrente da escassez de dopamina no cérebro. Enquanto que a categoria neuroprotetor procura impedir a perda progressiva de neurônios da substância nigra ou promover sua reposição. Sendo que até o momento não foi encontrada a solução para esta perda. De modo geral, pode-se avançar muito no tratamento e na obtenção de uma melhor qualidade de vida do paciente com o uso dos fármacos disponíveis atualmente no mercado.

O neurologista Dr. Reis Barbosa explica, porém, que há boas perspectivas para o tratamento do Parkinson.
"Os estudos dos tratamentos de neuroproteção estão avançando. A tendência atual é buscar uma maneira de interferir na evolução da doença, tentando entender melhor os mecanismos envolvidos na morte celular para bloqueá-los em algum ponto do processo. Acredito que não estamos distantes de conseguir uma que realmente produza esse efeito", aposta o neurologista Dr. José Renato Guimarães Grisolia

O Neurologista é o especialista (na medicina) que está mais habilitado ao diagnóstico e tratamento e deverá diagnosticar, supervisionar e coordenar o tratamento do portador da doença de Parkinson. O diagnóstico é basicamente clínico, não existindo exames complementares que confirmem o mesmo.

A doença de Parkinson [
ainda] não tem cura, mas pode ser controlada com as várias modalidades de tratamento, proporcionando uma vida o mais próximo possível do normal.

A faixa etária mais acometida é após os 60 anos, sendo precoce os que se iniciam antes dos 40 anos.

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa e não é contagiosa. Acredita-se que existam fatores genéticos predisponentes. Até o momento não há medidas preventivas.

FONTE:
proavirtualg15/Diagnostico
proavirtualg15/TraTamento
proavirtual/equipe multidisciplinar

segunda-feira, 7 de junho de 2010

6 dicas para idosos com Doença de Parkinson

1. Deixe o caminho livre de obstáculos em casa (tapetes, fios elétricos, entre outros), o treino para ultrapassá-los deve ser aplicado somente em ambiente terapêutico;

2. Utilize copos de plástico, barbeador elétrico e outros itens domésticos que evitem como que o idoso se machuque ao executar alguma tarefa;

3. Estimule sua independência! Deixe-o fazer tarefas de casa que não gerem risco à sua saúde, mas que o façam sentir necessário no ambiente familiar;

4. Dê ritmo e separe as atividades do dia-a-dia em etapas como, por exemplo, sentar e levantar de um sofá ao toque de “1,2,3 levante”, “1,2,3 vamos andar”, “1,2,3 vamos nos sentar”;

5. Estimule os músculos faciais utilizando canudo na bebida;

6. Aproveite o tempo em que o idoso está sob a ação da medicação para o Parkinson para caminhar um pouco e realizar outras tarefas que lhe dão prazer.

Fonte: Cuidados para Idosos

sábado, 24 de outubro de 2009

"...Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer..."


Luiz Enriquez & Sérgio Bardotti
(versão: Chico Buarque)



Hoje venho aqui para deixar um recado a vocês.

É que tenho recebido muitos e-mails de amigos, dizendo-se cansados pela nossa luta, que é diária e não é pequena.

Sei bem das dificuldades e conheço também as adversidades. Estou mais lenta, mas isso não me impede de caminhar, apenas vou levar um pouco mais de tempo para chegar onde desejo. Há momentos em que fico com o corpo menos flexível, as mãos travadas, mas não desisto dos meus compromissos, apesar dos obstáculos. O lema é “devagar e sempre”!

Entendo ainda que há circunstâncias críticas que nos fazem pensar o que estamos fazendo aqui neste mundo... pois é amigos, eu concluo que estamos aqui “vivendo”. Para mim é muito mais desfavorável e inoportuno a indiferença e a omissão de algumas pessoas que a própria doença.

Teremos novidades no tratamento para a DP em 2010 e com certeza nos próximos anos. Os estudos estão avançando e minhas esperanças estão voando junto com os esforços dos cientistas.

E eu penso que o mal de Parkinson não é tão mal assim, porque trouxe para mim pessoas com quem aprendo mais a cada dia... uma imensa família a quem eu gosto de chamar de “amigos do coração”.

Fiquei 3 dias sem internet mas estou de volta com novas postagens nos blogs e no fórum da nossa comunidade.

Vamos “pensar grande”: com grandes sonhos e grandes esperanças. “Pensar grande” não é pensar em materialidade, objetos, bens de consumo. “Pensar grande” é pensar em como podemos crescer como pessoa humana, com ética, sem preconceito nem intolerância e aprender a aceitar e respeitar as diferenças entre as pessoas, mantendo o foco em nossa realidade, com os pés no chão, com lucidez e bom senso.

E o bom senso nos mostra o quanto temos ter comprometimento com nosso tratamento, observando nossa alimentação e horário da medicação, não descumprindo conselhos médicos, com empenho nas atividades físicas, ocupando o tempo com coisas boas como a leitura, boa música e no convívio social. Eu peço a vocês que não desanimem!

Hoje fico por aqui. Bom fim de semana. E por favor, meus amigos e amigas do coração, ajudem-me a remar esse barco, vamos todos juntos. Não desanimem.

Abraços, *TT.

sábado, 5 de setembro de 2009

GUIA DO CUIDADOR

Cuidado significa atenção, precaução, cautela, dedicação, carinho, encargo e responsabilidade. Cuidar é servir, é oferecer ao outro, em forma de serviço, o resultado de seus talentos, preparo e escolhas; é praticar o cuidado.

Cuidar é também perceber a outra pessoa como ela é, e como se mostra, seus gestos e falas, sua dor e limitação. Percebendo isso, o cuidador tem condições de prestar o cuidado de forma individualizada, a partir de suas idéias, conhecimentos e criatividade, levando em consideração as particularidades e necessidades da pessoa a ser cuidada.

Esse cuidado deve ir além dos cuidados com o corpo físico, pois além do sofrimento físico decorrente de uma doença ou limitação, há que se levar em conta as questões emocionais, a história de vida, os sentimentos e emoções da pessoa a ser cuidada.

Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008.

[GUIA PRÁTICO DO CUIDADOR - 65 páginas - link abaixo]

http://www.scribd.com/doc/7143881/Guia-Pratico-Cuidador