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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Descoberta substância que trata depressão em pacientes de Parkinson

O pramipexol seria eficaz para atenuar os sintomas de depressão, que atinge 35% das pessoas que tem Parkinson

Efe

LONDRES - O pramipexol, um agonista dopaminérgico, pode ser útil para combater a depressão em pacientes com mal de Parkinson, segundo um estudo publicado na última edição da revista científica The Lancet. Aproximadamente 35% das pessoas que têm a doença sofrem de depressão.

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Estudos anteriores demonstraram que os agonistas dopaminérgicos, como o pramipexol, que contrasta com a diminuição da produção de dopamina no cérebro, são eficazes para atenuar os sintomas de depressão na maioria das pessoas que não têm Parkinson.

Uma equipe da Universidade de Nápoles, liderada pelo neurologista Paolo Barone, iniciou uma pesquisa na qual participaram 296 pacientes procedentes de 12 países europeus e da África do Sul, com objetivo de buscar provas de que essa substância também pode ajudar a tratar pacientes de Parkinson.

Do total, 144 tomaram pramipexol e os 152 restantes um placebo, e ficou constatado que diminuiu muito os sintomas de depressão em 80% dos pacientes que tomaram o princípio ativo.

No entanto, efeitos colaterais como náuseas, enjoos e dores de cabeça, também foram sentidos entre os pacientes que tomaram a substância.

Segundo os autores da pesquisa, o estudo demonstra que este tipo de tratamento deveria começar a ser considerado para os doentes de Parkinson que tenham sintomas fortes de depressão.

Tópicos: Depressao, Mal de parkinson, Descoberta, Substancia, Tratamento, Vida &, Saúde

Fonte :Estadão.com.br

Cientistas criam 'escala de caretas' para identificar tipos de dor em ratos

Instrumento ajudará na criação de novos medicamentos analgésicos.
Pequenos roedores têm expressões faciais semelhantes às dos humanos.

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, desenvolveram uma escala que relaciona a careta dos ratos às dores que eles estão sentindo. Segundo os cientistas, os roedores têm expressões faciais semelhantes às dos humanos quando sentem desconforto.

O objetivo do instrumento é ajudar nas pesquisas de novos medicamentos contra a dor em humanos, além de melhorar as condições dos animais de laboratório que participam desses estudos, já que os roedores são muito usados com esse fim.

Rato com expressão facial
Roedores também fazem caretas quando se
incomodam.
(Foto: Shirley Buxton/Flickr - CC, by, 2.0)

Para montar a escala, os pesquisadores analisaram cinco características da face dos ratos: abertura dos olhos, saliência ou projeção das bochechas e nariz e posição das orelhas e do bigode. O estudo foi publicado na última edição de nove de maio da revista científica 'Nature Methods'.

BOM DIA, MAS BOM DIA MESMO!!!



Alinhar ao centroBoa companhia

Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo.

Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera. Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela.

É como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.
Preparou-se, tomou a bengala e saiu.

Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão.

Caminhando tranqüila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona.
- Não, - respondeu ela - as minhas pernas descansaram o inverno inteiro.

As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem.
Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde. Os segundos pareceram uma eternidade.

E ninguém aparecia.
Nenhuma oferta de ajuda.

Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.
Por um momento se sentiu só, desprotegida.

Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança.

De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada. - Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua? Ela fez que sim com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um "sim". Delicadamente, ele segurou o braço dela.

Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles. Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado.

Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal.

Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia. Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando: - Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.

Às vezes, quando nos sentimos sós no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade.

É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes.


Maktub

domingo, 9 de maio de 2010

A verdade sobre os antibióticos

Eles salvam vidas. Mas também podem causar males à saúde. O uso indiscriminado desses medicamentos apenas fortalece o que eles deveriam matar: as temidas bactérias

por André Bernardo

De um lapso de memória nasceu uma das mais poderosas armas da medicina contra infecções bacterianas. É assim que pode ser descrita, em poucas palavras, a descoberta da penicilina em 1928, pelo bacteriologista inglês Alexander Fleming. O cientista trabalhava no Hospital St. Mary, na Inglaterra, onde observava o comportamento de uma cultura de Staphylococcus aureus, a temível bactéria que causa infecção generalizada.

Um dia, Fleming saiu de férias e esqueceu, em cima da mesa do laboratório, uma de suas placas de cultura, com amostras do estafilococo. Ao voltar, ele notou que o mofo parecia ter produzido uma substância que conseguira atacar a bactéria. Logo, concluiu que essa mesma substância poderia ser utilizada para impedir o desenvolvimento de outras bactérias. Como o fungo chamava-se Penicillium notatum, Fleming batizou a tal substância de penicilina.

“Há 70 anos, qualquer pessoa podia morrer de meningite ou pneumonia. Embora essas doenças continuem matando, conseguimos curar grande parte delas. E isso se deve, principalmente, ao uso dos antibióticos”, afirma o infectologista Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Claro que a cura de uma infecção não depende só do antibiótico. Depende também do sistema de defesa do hospedeiro. Em pessoas com câncer, os antibióticos atuam muito menos”, ressalva.

Mais que depressa, Fleming isolou o fungo e descobriu que a penicilina era capaz, sim, de matar outros tipos de bactéria. E mais: por não ser tóxica para o corpo humano, poderia ser usada como remédio. “Antes da descoberta da penicilina, os cientistas tentaram de tudo: de sais de ouro a bismuto. As bactérias eram combatidas quase que por seleção natural”, observa o toxicologista Sérgio Graff, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O RISCO DAS INFECÇÕES

Alexander Fleming inaugurou uma nova era dentro da medicina: a dos antibióticos. Graças a ele, milhões de soldados feridos durante a Segunda Guerra Mundial foram salvos. O termo antibiótico vem do grego e significa: “contra a vida”. A dos micro- -organismos, diga-se de passagem. Hoje, alguns especialistas já refutam o termo e preferem “antimicrobiano” a “antibiótico”. (...) segue

Fonte : Revista VivaSaúde

SEGUNDA-FEIRA É DIA DO AMIGOGAMP



A partir das 20:30 hs
NOSSO BATE-PAPO AMIGO E FRATERNO



TEMA DA NOITE:

"COMO SE SENTE A MÃE PK (OU O PAI PK) COM RELAÇÃO AO FUTURO DOS SEUS FILHOS?"

Samuel, Badu e demais amigos esperam por você

Para participar
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Profissão Mãe

PARA TODAS AS MÃES, COM CARINHO!

[Ouça o poema]



Para sempre




Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Fonte: Memória Viva