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quinta-feira, 3 de junho de 2010

BOM DIA E UM FERIADO ABENÇOADO!!!



Lealdade


Em 1864, em Edinburgh, Escócia, vivia um velho homem chamado Jock.
Durante toda vida tinha sido um fiel pastor de ovelhas, enfrentando bravamente perigos e intempéries para defender o rebanho.

Com quase setenta anos, ainda conservava o coração e a habilidade de um pastor, mas não a saúde necessária.
Suas pernas já não podiam escalar as pedras para resgatar uma ovelha ou para espantar um predador.

E embora a família para quem trabalhava gostasse muito dele, as finanças iam mal e não podiam conservá-lo.
Assim, mancando por fora e magoado por dentro, lá se foi ele de trem, deixando sua terra natal rumo a um novo lar na cidade.
Jock fazia um pouco de tudo e ganhou muitos amigos naquela cidade de mercadores. Eles gostavam do velho Jock pelo seu sorriso simpático, e por suas habilidades nos mais variados trabalhos.

Mas, apesar de tantos amigos, sua família se constituía apenas dele e de um cachorrinho Fox Terrier que ele adotou com o nome de Bobby. Jock e Bobby eram inseparáveis e estavam sempre juntos na rotina de passar pelas lojas em busca de serviços. Todos os dias eles começavam pelo restaurante local, onde recebiam o que comer em troca de serviços de Jock. Depois continuavam de porta em porta até que finalmente, à noite, os dois voltavam para um porão que lhes servia de morada.

Dizem que muitas pessoas pressentem quando o tempo de morrer esta próximo. Foi assim com Jock. Já havia passado quase um ano desde que chegara à cidade. Agora era pleno verão e as colinas estavam em flor.

Um dia, ao amanhecer, ao invés de levantar, o velho Jock puxou sua cama até perto da janelinha do quarto.
E lá ficou, olhando as montanhas distantes de sua amada Escócia.
- Bobby, - disse ele afagando o pêlo escuro e denso do cachorro, com a mão que agora só tinha a força do amor - é tempo de eu ir para casa. Eles não conseguirão me afastar de minha terra novamente. Sinto muito, camarada, mas você vai ter de se cuidar sozinho daqui por diante.

Jock foi enterrado no dia seguinte em um lugar pouco comum para pobres.
Por causa do lugar onde morreu e da necessidade de ser enterrado rapidamente, seus restos mortais foram colocados num dos cemitérios mais nobres de Edinburgh, o cemitério Greyfriar. Entre os grandes e mais nobres homens da Escócia, foi enterrado um homem comum e simples.

Mas é aqui que nossa história começa.
Na manhã seguinte, o pequeno Bobby apareceu no mesmo restaurante que ele e Jock visitavam cada manhã. A seguir ele fez a ronda das lojas, como ele e Jock haviam sempre feito.

Isto aconteceu dia após dia.
Mas à noite o cachorrinho desaparecia e somente reaparecia no restaurante no dia seguinte.

Amigos do velho Jock se perguntavam onde o cachorro ia dormir, até que o mistério foi resolvido.

Cada noite, Bobby não ia à procura de um lugar quente para dormir, nem mesmo de um abrigo para protegê-lo do frio e da chuva constantes da Escócia. Ele ia até o cemitério Greyfriar e tomava posição ao lado de seu dono.


O vigia do cemitério tocava o cachorro cada vez que o via. Afinal, existia uma ordem expressa, proibindo cachorros de entrarem em cemitérios. Finalmente, com a ajuda do chefe de polícia, o pequeno Bobby foi capturado e preso por não ter uma licença. E uma vez que ninguém podia apresentar-se como legítimo dono daquele cachorro, parecia que Bobby seria morto.
Amigos do velho Jock e de Bobby que souberam do caso foram até a corte local a favor de Bobby.

Finalmente, chegou o dia quando o caso deles iria ser apresentado à alta corte de Edinburgh. Seria quase um milagre salvar a vida de Bobby, sem mencionar o tornar possível, para aquele cão fiel, poder ficar perto do túmulo de seu amigo. Mas foi exatamente o que aconteceu, como um ato sem precedentes na história da Escócia.

Antes que o juiz pudesse dar a sentença, uma horda de crianças entrou na sala de audiência. Moeda por moeda, aquelas crianças conseguiram a quantia necessária para a licença de Bobby. O oficial da corte ficou tão impressionado pela afeição das crianças pelo animal que concedeu a ele um título especial, tornando-o propriedade da cidade, com uma coleira declarando este fato.
Bobby pôde então correr livremente, brincando com as crianças durante o dia.

Mas cada noite, durante quatorze anos até que morreu em 1879, aquele amigo leal manteve guarda silenciosa no cemitério de Greyfriar, bem ao lado de seu dono.
Se algum dia você for para Edinburgh, poderá ver a estátua de Bobby naquele cemitério que ainda está lá, mais de 120 anos de sua morte.

Aquele cachorrinho de Edinburgh demonstra uma característica que gostaríamos de encontrar em todos os seres humanos, lealdade.

Esta incrível espécie de amor suave, é lealdade.
Felizmente é encontrada em algumas pessoas.


Maktub

quarta-feira, 2 de junho de 2010

I ENCONTRO NACIONAL PARKINSONIANO DE LAZER

INTRODUÇÃO

O rosto ridente é o crachá da alma

A vida é um bem precioso, maior do que imaginamos. Ela nos oferece oportunidades de valiosas lições. Há uma vontade de viver da melhor maneira possível quando uma situação nos impõe limites. A aceitação da Doença de Parkinson pode contribuir para uma progressão mais lenta dos sintomas.

Considerada uma enfermidade exclusivamente motora envolvendo vias dopaminérgicas do encéfalo, a Doença de Parkinson é hoje compreendida como uma alteração de múltiplos sistemas e neurotransmissores. Antes mesmo das manifestações mais conhecidas da enfermidade se evidenciar, os portadores podem apresentar sintomas e sinais não relacionados com as funções motoras, como: depressão, pânico, apatia, necessidade de isolamento, sentimento de inadequação.

Entendendo o que passamos e aceitando nossas carências e dificuldades, podemos estar com o outro compartilhando momentos de prazer. Juntos encontramos motivação para lutar pelas nossas necessidades. O isolamento nos enfraquece provocando uma insatisfação emocional que ameaça a nossa auto-estima destruindo as nossas esperanças.

Quando participamos de Congressos de PK, observamos que um sentimento de confiança, um entusiasmo envolve a todos quando se encontram. A alegria é contagiante, parece que resgatamos o nosso coração de criança. Brincadeiras, sorrisos, fotos, registram os momentos, confirmando a importância de um convívio fraterno. Mas, nesses encontros, nos reunimos para resolver coisas sérias que precisam ser analisadas porque se referem aos nossos direitos que nem sempre são atendidos. Não temos tempo para um convívio maior, para estreitar os laços que nos unem. Lazer, também é coisa séria, brincadeira faz bem à saúde e deve ser tratada com atenção. Vamos resgatar o nosso coração de criança?

Pensando em tudo isso, sonhamos com um Encontro onde teríamos um tempo maior para “estreitar os laços,” um momento de confraternização, de aconchego, de trocas, de conhecimento. A vida se torna mais significativa quando conseguimos fazer sorrir as pessoas que estimamos.

Estamos preparando, com carinho, um encontro de lazer, nos dias 21, 22, 23 e 24 de outubro deste ano. O local é bastante aprazível e o clima é bem saudável.

Coordenação Geral: Milton Ferraz (DP em Canoas RS)

milton.ferraz@terra.com.br

Coordenação de Atividades:

Monica de Oliveira Souto (Grupádua Parkinson RJ)

deoliveirasouto42@oi.com.br

Regina M. Pereira (GAP- Niterói)

reginampereira@ig.com.br

HIPERTENSÃO

especiais HIPERTENSÃO

Imagine uma rua estreita com excesso de veículos. Assim é a hipertensão: um desequilíbrio entre o volume de sangue em circulação - a quantidade de carros - e a capacidade dos vasos - a rodovia, na nossa comparação.

E por que os tais "14 por nove" assustam tanto? A expressão está na boca do povo, mas pouca gente sabe por que cruzar esse limiar é tão perigoso quando se trata de pressão arterial.

Além dessa fronteira, significa que o coração está fazendo muita força para mandar o sangue para o corpo porque o líquido encontra dificuldades em circular. O problema é grave e, se não for controlado, pode ser fatal.

Infelizmente, dos cerca de 30 milhões de brasileiros que têm a pressão nas alturas, metade nem suspeita da encrenca.

Fonte : SaúdeÉvital

ESPECIAL HPV

Especial HPV - Revista Saúde


O papilomavírus humano não é apenas um vírus, mas uma família inteira deles – são aproximadamente 150 tipos.

Algumas versões, que não necessariamente são transmitidas sexualmente, causam verrugas na palma das mãos e na planta dos pés. “Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital”, diz o dermatologista Hélio Miot, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu.

E são esses últimos tipinhos, com predileção pelas partes baixas, os mais preocupantes. “Hoje o HPV é a principal doença viral transmitida pelo sexo. E ele está envolvido em praticamente todos os casos desse tumor”, afirma Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo.

Se isso parece não ter nada a ver com você, saiba que oito entre dez mulheres sexualmente ativas contraem pelo menos um tipo do papiloma ao longo da vida.


Além do útero
Os tipos mais perigosos, chamados de alto risco, podem estar relacionados, em menor freqüência,
a tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe.

Fonte : SaúdeÉvital

BOM DIA, PRA FRENTE BRASIL!!!



Torcida

"Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você." Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.

Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você. Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.

Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana. Nessas horas, você só torcia para não ter nascido. E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.

Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico, advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.

Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você.

E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem da lua-de-mel. E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por você!"

"Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida."

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Física Muriel Portugal é especialista em radiestesia

Ela mostra alguns objetos de trabalho e dá dicas de como obter boas vibrações.


BOM DIA, MAS BOM DIA MESMO!!!




A construção de um navio parece com a formação das pessoas. Durante a gestação o casco é construído, até que somos lançados ao mar. A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente. Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados
durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente - e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.

Apesar disso é preciso partir.... Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados ao cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos. Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança
do porto tornam-se pesados demais e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem revoltadas e lamentando-se por tudo isso.... mas nem todo mundo é assim....

Alguns mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para
comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco...

Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem... e o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado... nós somos os maiores
responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque tem medo de atrair ventos contrários ou então querem agradar ou impressionar alguém.... a gente não deve aceitar isso, pois significa concordar em ser menos do que
pode ser. Todo dia é dia de evolução e aprendizado e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.

Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si próprio e isso equivale a pensar com a própria cabeça, ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem a coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo-sempre... pois ninguém sabe nossa autonomia no mar, nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.

Ninguém nos conhece melhor que nos mesmos e, por mais que digam o que temos - ou não temos - que fazer, ninguém pode viver a vida no nosso lugar. Outras pessoas, ainda, vivem frustradas e infelizes porque não conseguem ter as mesmas coisas que viram em outro navio. Algumas também
vivem furiosas quando alguma coisa ou alguém não age ou sai como gostariam. O amor a si próprio e ao próximo é um exercício diário para saber a diferença entre o que precisa ser mudado e o que devemos aceitar como é.

Muita gente tem preferido impor suas idéias e opiniões em vez de escutar o outro; ficar revoltada com o mundo, em vez de admirar a vida, pois não sabem o que é amar. E tem viajantes que pensam no amor como algo a ser obtido, como se fosse um objeto e não como uma arte que precisa ser
aprendida. Alguns acabam confundindo o amor, Deus ou a felicidade com o significado de suas rotas, e vivem frustradas navegando atrás do que não conseguem alcançar - e até desistem no meio do caminho, desalentados, achando que a vida não vale a pena, que Deus não existe e felicidade e amor são balelas... mas Deus, felicidade, amor, bondade não são lugares ou coisas que possam ser possuídos.

A primeira coisa a fazer para quem quer encontrar estes bens é não procurar! Quando procuramos o que não é um lugar ou objeto, e que muito menos está escondido, quem fica perdido somos nós mesmos. Mas quando não procuramos, porque não pode ser encontrado fora de nós, descobrimos que o que tanto queremos - Deus, felicidade, paz - habita camarotes no
coração do nosso próprio navio... e tem pessoas tão preocupadas em procurar do lado de fora que até se esquecem de olhar por dentro!...

Não existe navio que não tem passado por tempestades e muitos afundam por não saberem evitá-las, por falta de comunicação ou por acharem que não precisam dos outros. Somos fortes quando unidos. Juntos somos tão grandes e poderosos quanto a onda mais forte e ameaçadora. Perdoar as falhas e limitações de nossos semelhantes é muito mais que amor ou virtude - é questão de inteligência e sobrevivência... pois a única coisa que possuímos de verdade é a necessidade do outro.

Mas não existe tempestades que durem para sempre, assim como os dias de sol também não são permanentes. Dor e frustrações muitas vezes são resultado de querermos perpetuar momentos de prazer, bem-estar, alegria, que por si só são efêmeros e com que facilidade esquecemos que nada é eterno - a não ser o próprio movimento - e que, por isso, momentos de alegria se alternam com momentos de tristeza, dor se alterna com prazer, fome com saciedade, doença com saúde - um sempre dando lugar ao outro.

Quando a gente pára de tentar lutar contra isso e se abandona nesse jogo delicioso da vida, descobrimos que, acima de tudo, a vida vale a pena ser vivida intensamente.