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terça-feira, 22 de julho de 2014

Volta ao passado para portadores do Mal de Parkinson - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

Passar a ferro uma peça de roupa e assinar o próprio nome são atos corriqueiros muitas vezes riscados da vida de quem sofre do Mal de Parkinson. Mas que podem ser reincorporados à rotina, por um bom período, graças a uma cirurgia. Batizada de Estimulação Cerebral Profunda (ou DBS, da sigla em inglês), a intervenção é capaz de “devolver” parte do controle motor a portadores da doença degenerativa. O resultado: mais autonomia e qualidade de vida.
 
 
O procedimento consiste na implantação de um ou dois eletrodos no cérebro. Conectados a uma espécie de marca-passo, emitem impulsos elétricos de alta frequência que reorganizam áreas do órgão ligadas a movimentos do corpo. A operação reduz a rigidez e os tremores nas mãos, braços e pernas, que também se tornam mais ágeis.
 
 
Na prática, é como se a doença regredisse e os pacientes recuperassem a condição que tinham tempos atrás. Uma mudança e tanto principalmente para quem manifestou os sintomas cedo, aos 50 ou 60 anos, e estaria fadado a viver por décadas com grandes limitações.
 
 
“O Mal de Parkinson é extremamente incapacitante, e o objetivo do DBS é melhorar a vida da pessoa. Muitas voltam a se alimentar sozinhas, fazer a própria higiene, cuidar da casa e escrever de forma legível”, diz o neurocirurgião Marcello Penholate, da Santa Casa de Belo Horizonte, traduzindo o porquê de a tecnologia favorecer a autoestima do doente.
 
 
Os “choques” não causam dor. Todo o circuito, inclusive o gerador, é imperceptível, pois fica sob a pele da pessoa. A regulagem do equipamento e da intensidade das descargas elétricas é feita pelo médico, com controle remoto.
 

Um comentário:

Baldoino Soares Badu disse...

É no nosso bate-papo semanal, estarei logo mais postando no blog, Samuel informava que o Hospital Brigadeiro esta colocando a disposição dos DP do Brasil a colocação dos aparelhos da DBS tudo pelo SUS e gratuitamente. E o que me espanta sem filas.
Sabemos pelos amigos que fizeram a cirurgia que isso é como se libertar do escafandro de ferro que a DP coloca nos doentes, mas sabemos também que para fazer a cirurgia é preciso fazer uma avaliação rigorosa para evitar outras complicações e que a coisa é recomendada para aqueles cujo tratamento medicamentoso não responde mais e que pessoas idosas não devem fazer.

O que é bom para um doente pode não ser bom para o outro, isso é uma das características da Doença de Parkinson, onde cada pessoa tem suas próprias limitações e que seu organismo age de maneiras muito particular, hoje a medicina briga a passos largos para chegar lá, ou seja, a cura, mas sabemos que existe muita coisa para ser descoberto antes do milagre acontecer, os espert da nossa medicina sabem disso, mas muitas vezes são obrigados a omitir por questões de foro
Intimo ou mesmo os dogmas que são obrigados a seguir quando assinam os termos de uma profissão dignificante como é a de médico. Note bem não sou médico, apenas um cuidador, mas sei que temos que colocar o dedo nas feridas.