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sexta-feira, 24 de abril de 2015

O tremor diante do preconceito - DM

O mês de abril é dedicado à doença de Parkinson. A data foi escolhida para homenagear o médico James Parkinson, que nasceu no dia 11. Durante todo este mês, em vários países, inclusive no Brasil, estão sendo realizadas diversas atividades, principalmente campanhas de conscientização sobre a doença de Parkinson. Mas isso não basta!
É uma data para reflexão sobre como estão sendo tratados os portadores de Parkinson em nosso país. A falta de informação e o desconhecimento da população em geral e, pior, dos profissionais de saúde, é alarmante. A demora no diagnóstico por falta de conhecimento médico ou mesmo como tratar o paciente após o diagnóstico, seja medicamentoso ou mesmo por cirurgia, é uma realidade.
Além dos sintomas físicos, os portadores da doença têm de lidar com o impacto emocional causado pelas limitações que o Parkinson impõe e, principalmente, pelo preconceito e discriminação. E justamente por esse motivo, desenvolvem, paralelamente, doenças mentais como a depressão e a ansiedade. O que acontece é que faltam políticas públicas de saúde que alcancem pesquisa, diagnóstico e tratamento, assim como campanhas de esclarecimento e iniciativas de reinserção social dos doentes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial com mais de 65 anos têm mal de Parkinson e estima-se que 400 mil brasileiros possuem a doença, sendo que a previsão para 2040 é a de que haverá no mundo em torno de 40 milhões de parkinsonianos.

Um comentário:

Baldoino Soares Badu disse...

É considero o preconceito a coisas mais abominável e triste na DP. Conheço muitas historias verídicas narradas pelos próprios PK's, algumas carregados de muito humor, outras piadas de mau gosto, mas mesmo nesses casos sinto um grande constrangimento, percebo que até no seio familiar o preconceito esta presente, muitas vezes desculpas como não consigo ver ela ou ele dessa forma e ai deixam de visitar o ente querido, ou esta vegetando para que tanta dedicação, a doença não tem cura, tudo isso são coisas que convivo a anos, escutando desculpas e tentando justificar o que não tem justificativa, realmente desconhecem ou nunca procuraram conhecer, “o que realmente é o Parkinson”.
Nossa luta tem se focado principalmente em mostrar o Parkinson como ele é e não como o publico entende e que é motivado por informações obsoletas, tais como, “é uma doença de velhos”, ou se ”tremer é Parkinson”.
O mês de abril foi marcado com manifestações por todo o Brasil nas comemorações do dia Internacional de Parkinson, no Ibirapuera conversando com o publico presente no corpo a corpo notei que o interesse do grande publico é realmente gratificante, mas sabemos que muito ainda é preciso se fazer para um dia constatarmos que o” Parkinson é coisa do passado”. E que estando todos juntos abraçados e irmanados no mesmo barco, sempre na mesma rota, iremos ganhar essa guerra.
Boa tarde a luta continua....