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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Boatos sobre fim do programa Farmácia Popular assustam jalesenses

Em Jales, assim como nas demais cidades brasileiras, boa parte da população está preocupada com possíveis alterações no programa “Aqui Tem Farmácia Popular”, do governo federal. Criado em 2006, pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o programa beneficia cerca de 1,5 milhão de brasileiros com remédios inteiramente gratuitos para Diabetes e Hipertensão. O programa também fornece medicamentos para Asma, Parkinson, Osteoporose, Glaucoma, Rinite e Colesterol, além de fraldas geriátricas e anticoncepcionais com até 90% de desconto. E é justamente os remédios vendidos com descontos que estão correndo risco de ficar de fora do programa.
De acordo com a proposta orçamentária encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional, os repasses para o programa que garante medicamentos com descontos serão zerados em 2016. Para o empresário do ramo farmacêutico, Luciano Ferreira Nunes, que possui três farmácias em Jales, a notícia é preocupante. “Os representantes dos laboratórios já estão avisando que, se não houver uma alteração no orçamento da União, os medicamentos não mais serão vendidos com descontos”. Segundo Luciano, “os aposentados já estão ficando apavorados”. Ele explicou que a caixa de um remédio para o mal de Parkinson, por exemplo, custa R$ 38,96 e, com o desconto dado pelo programa Farmácia Popular, acaba saindo por R$ 3,90. “Tem gente que usa seis caixas desse remédio, por mês. Então é só você fazer as contas e vai ver que, nesse caso, o paciente vai gastar R$ 210,00 a mais, mensalmente”.
Na Farmais Bandeirantes, no centro da cidade, a gerente Márcia confirma o que disse Luciano. “Muita gente ainda nem está sabendo dessa mudança, mas aqueles que nós estamos avisando ficam simplesmente chocados com a novidade”. Márcia confirma, também, que alguns medicamentos já foram tirados do programa. “Pelo menos 24 medicamentos já não estão sendo vendidos com desconto. A nossa expectativa é de que isso mude. Os representantes dos laboratórios dizem que os deputados da ‘bancada dos medicamentos’ estão trabalhando para mudar essa situação”, diz a gerente.
Essa é também a expectativa da gerente Janaína, da farmácia Empório da Saúde, no terminal rodoviário. “Nós não recebemos nada de oficial dos representantes dos laboratórios. Eles acham que, no fim das contas, o programa vai continuar do mesmo jeito. Mas também é verdade que alguns clientes já estão preocupados com os boatos. Se ao menos esses medicamentos fossem encontrados nos postos da rede pública, vá lá, mas, normalmente, as farmácias desses postos estão sempre vazias”, disse Janaína. Para o gerente Luís, da Drogacity, nas proximidades da Santa Casa, não há risco do programa acabar. “Na verdade, todos os anos tem alguma alteração. Saem alguns medicamentos, entram outros, mas o programa continua”.
Apesar do otimismo dos farmacêuticos, o assunto está preocupando muita gente. O aposentado Nicolau de Oliveira diz que o pai dele é um dos beneficiários do programa. “Meu pai precisa tomar medicamentos diariamente e, se tivermos que pagar o preço normal as nossas despesas com remédios, que chegam a R$ 50,00 por mês, vão passar de R$ 300,00. Eu espero que o governo dê um jeito de não deixar o Farmácia Popular acabar”. Já a balconista Kelly Cristina, de 45 anos, toma medicamentos para o colesterol. Ela conta que paga menos de R$ 1,00 por cada cartela com 14 comprimidos, através dos descontos do Farmácia Popular. “Essa notícia está me preocupando bastante. Eu uso cerca de 100 comprimidos por mês e já cheguei a pagar até R$ 50,00 por uma caixa com 30 comprimidos. Se perdermos o desconto, as coisas vão ficar bem mais difíceis”, diz a balconista.
Fonte : Boatos sobre fim do programa Farmácia Popular assustam jalesenses

Um comentário:

Baldoino Soares Badu disse...

É tem um ditado que diz, onde ha fumaça ha fogo.
Não podemos confiar nesse governo.
Eles delapidaram os cofres públicos e agora vem fazendo pressão a cata de nosso rico dinheirinho?
A opinião publica precisa ficar atenta e protestar com veemência, chegam de abusos e descasos com nossa saúde.