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sábado, 8 de janeiro de 2011

O discurso do novo ministro de Ciência e Tecnologia

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloisio Mercadante, durante seu discurso de posse. (Wilson Dias/Agência Brasil)

Gostei do discurso de posse de Aloizio Mercadante, o novo ministro de Ciência e Tecnologia. Estava sendo aguardado com expectativa pela comunidade científica. Aproveito para ressaltar os pontos que achei mais relevantes (em negrito), com meus comentários (em itálico).

Partimos, é claro, da boa base erguida pelas administrações que me antecederam, em especial a do Ministro Sérgio Rezende, que deixa um importante e sólido legado de ampliação e consolidação do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação em todo o País.

De fato Sérgio Rezende foi um excelente ministro, reconhecido por todos.

Contudo, é necessário partir dessa base sólida para juntos fazermos ainda mais, muito mais. Em primeiro lugar, temos a grande prioridade de aprofundar a política de formação de recursos humanos, em todos os níveis. Tudo começa na sala de aula. Tudo começa na formação e motivação dos nossos cérebros. Stephen Jay Gould, um dos maiores biólogos e teóricos da evolução do último século, recentemente falecido, menciona uma história que vale a pena recordar. Fizeram uma sondagem nas escolas de segundo grau norte-americanas para aferir quem os adolescentes admiravam mais.

O primeiro nome da lista foi Michael Jordan. Fizeram sondagem semelhante na Coréia do Sul e lá o primeiro nome da lista foi Stephen Hawking. Nada contra os grandes nomes do esporte, da dança e da música, mas quando as nossas crianças e adolescentes começarem a admirar grandes cientistas, quando elas começarem a sonhar com a grande aventura do conhecimento, a maior aventura da humanidade, a que define o Homo Sapiens, teremos dado um passo fundamental e gigantesco em direção à nossa maturidade científica e tecnológica.(...) segue

Fonte : Veja.com - Mayana Zatz Genética

Conheça mitos e verdades do ovo

O alimento é uma ótima fonte de proteína, mas por exigir alguns cuidados, às vezes, é considerado um vilão. Veja as orientações de uma nutricionista.



BOM DIA, VIVA A VIDA INTENSAMENTE!




"A viagem é mais rápida, quando se tem boa companhia."

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

BOM FINAL DE SEMANA...

ALZHEIMER

Dr. Drauzio Varella - Site Oficial
O portal Dr. Drauzio Varella disponibiliza artigos, entrevistas, diagnósticos, além de conteúdos multimídias como áudios, vídeos e ferramentas interativas.

Saiba mais sobre a Doença de Alzheimer


O ALZHEIMER, PELO PACIENTE

Médico americano conta o processo de desenvolvimento da doença, dos sintomas ao diagnóstico, e como sua rotina mudou.

ARTHUR RIVIN FOI CLÍNICO-GERAL E É PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA

Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer. Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.

Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.

Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.

Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET, que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept,que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarréia e perda de apetite. Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda. Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.

Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal. Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.

Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.

No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.

Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.

Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.
Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.

Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.

A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.

Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. "Assim, certifiquei- me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos".

ARTHUR RIVIN.

O Alzheimer, pelo paciente
Notícia publicada em: 03/07/2010
Autor: Arthur Rivin

BRASILEIRO NOMEADO MEMBRO ORDINÁRIO DA PONTIFÍCIA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS

Cidade do Vaticano, 07 jan (RV) - Bento XVI nomeou membro ordinário da Pontifícia Academia das Ciências, o brasileiro Prof. Miguel A. L. Nicolelis, docente de Neurociências na Duke University, de Durham, nos EUA.

Nascido em 1961, em São Paulo, o Prof. Nicolelis obteve a láurea em Medicina e o doutorado em Neurofisiologia na Universidade de São Paulo. É docente de Neurociências, Neurobiologia, Engenharia Biomédica e Psicologia, na Universidade de Duke, em Durham, nos EUA, além de co-diretor do Centro de Neuroengegneria de Duke, co-fundador e diretor científico do Instituto Internacional Lily Safra de Neurociências, em Natal, (RN).

O Prof. Nicolelis foi um pioneiro no desenvolvimento e na implementação de um novo método neurofisiológico, conhecido hoje como gravações crônicas, multisítios com multieletrodos, abrindo um novo campo no âmbito da pesquisa neurofisiológica. Em particular, este novo âmbito se concentra na medição da atividade neural simultânea e das interações de grandes conglomerados de neurônios em todo o cérebro.

Embora conhecido, sobretudo, por seus estudos pioneiros sobre Interface Cérebro Máquina e Próteses Neurais com pacientes humanos e primatas não humanos, ele desenvolveu também, uma abordagem integrativa, no estudo das doenças neurológicas e psiquiátricas, inclusive o Mal de Parkinson, a epilepsia, a esquizofrenia e transtornos associados à deficiência de atenção.

Trabalhou também no campo da plasticidade sensorial, do gosto, do sono, das recompensas e do aprendizado. Seus trabalhos influenciaram a pesquisa de base e a pesquisa aplicada, nas áreas de informática, robótica e engenharia biomédica.

O Prof. Nicolelis é membro da Academia Francesa e Brasileira de Ciências, autor de mais de 150 manuscritos, e responsável por numerosas publicações entre livros e números de revistas especiais, além de ter recebido numerosos reconhecimentos internacionais. (AF)

Fonte : Rádio Vaticano