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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

COMO UMA PESSOA COM PARKINSON PODE EVITAR QUEDAS?

Melhor Amiga

Estar bem consigo mesmo quer dizer fazer pequenas transformações que por medo não fazemos. Que tal você dar uma mudada no visual para simplesmente se sentir mais atraente? Isso faz com que você tenha mais vontade de sair para a luta, mais vontade de vivenciar pequenos detalhes ao seu redor. Outra dica boa é fazer compras, para simplesmente mudar, comece mudando seu guarda roupa, diversificando seu estilo, talvez motive você a se abrir a novas mudanças, faça aquilo que deseja fazer. Que tal você começar aquele regime que há décadas você está adiando, e que vive se queixando?   [Segue...]

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PILATES NO TRATAMENTO DO MAL DE PARKINSON


O Método Pilates apresenta muitos benefícios que visam à prevenção e a redução dos riscos de lesões, além de trazer alívio às dores crônicas – especialmente os problemas de coluna. A técnica abrange todo o corpo de maneira uniforme e busca fortalecer, equilibrar e alongar a coluna vertebral, proporcionando descompressão das tensões existentes.

Por isso, o Pilates é uma técnica muito indicada para a reabilitação de pacientes com mal de Parkinson – uma doença neurológica que se caracteriza principalmente pela lentidão dos movimentos, rigidez muscular global e tremores em áreas específicas do corpo, ou mesmo generalizados. Ainda há a possibilidade de o paciente apresentar alterações e desequilíbrios na postura, dificuldades na fala e movimentos.

Uma vez que os movimentos no Pilates são controlados, eles podem fazer uma enorme diferença para pessoas com mal de Parkinson – os sintomas podem ser retardados e até mesmo controlados. São melhoras que podem ser notadas muito cedo pelos próprios pacientes: o andar, o equilíbrio, a força muscular e o alongamento da musculatura rígida.
Em seu trabalho de conclusão de curso de formação na técnica de Pilates, as fisioterapeutas Jaqueline Mattos e Rosana Dutra definiram o método como uma ferramenta a mais para ajudar no tratamento contra o mal de Parkinson. Neste trabalho as alunas falaram sobre os benefícios que a técnica proporciona para quem sofre com estas disfunções dos padrões dos movimentos.

“Se os exercícios forem praticados de forma segura e correta, eles trazem muitos benefícios ao paciente”, garante Jaqueline Mattos.

A estimulação a prática deve ser feita com todo o cuidado, observando as especificidades de cada paciente, e acontecer o quanto antes. Os exercícios de solo ou com a utilização de aparelhos e acessórios, contribuem para a manutenção do equilíbrio da consciência e da movimentação corporal e minimizando os sintomas.

“O mais interessante do Pilates é o tratamento de reeducação neuromuscular. Os aparelhos permitem que a gente simule as atividades funcionais cotidianas, como agachar, sentar, de forma confortável para o paciente”.

Apesar de nenhuma pesquisa ter sido feita para comprovar que o Método Pilates ajuda na redução dos sintomas do Parkinson, o trabalho das estudantes teve respaldo em estudos de caso: um número cada vez maior de pacientes diz se sentir aliviado após a prática dos exercícios de Pilates.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Doença de Parkinson... não viva só!

Como posso ser mais útil e eficiente?
Esta edição da revista tem como objectivo ajudar os Doentes de Parkinson (DP) a combater o isolamento a que a grande maioriadeles se submetem. É fácil encontrar DP em casa, sem nenhuma atividade, recusando muitas das vezes sair de casa, seja para ir ao café, à associação, ao clube, jantar fora, visitar familiares ou amigos, etc.

À medida que o tempo avança e as dificuldades também, a tendência para o isolamento acentua-se. Partindo da doença de Parkinson, intrinsecamente lenta, em que cada indivíduo marca os seus tempos na realização de atividades, vamos tentar encontrar objetivos e atividades que não estejam diretamente relacionadas com o tempo, ou seja, atividades e ações em que o tempo não é importante na sua realização.

Uma atividade que nos pode ajudar a aumentar os nossos conhecimentos e a nossa atividade social, é a internet. Em rede, podemos conseguir informações sobre os domínios da mesma, de alta qualidade.

Procurar informação ajuda-nos a estar mais atualizados sobre a doença de parkinson
Fóruns: uma boa maneira de se abrir para com os outros e manter-se ativo. Outros fóruns como o da APDPk (http:// parkinson.informe.com/ ou no site www.parkinson.pt) também é uma boa ponte de relações sociais, de dar a conhecer a sua experiência com a DP, expôr as suas dúvidas, os seus medos etc. e conhecer os de outros doentes.

Outra alternativa para aumentar a sua criatividade e desenvolver mais círculos sociais, é o portal que hoje em dia está na moda: http://www.facebook.com. Este site de redes sociais pode ser acedido por qualquer pessoa que tenha uma conta de correio electronico (e-mail). Os utilizadores podem participar em uma ou mais redes sociais, relacionadas com as suas habilitações, o local de trabalho, a região geográfica. Pode ser mais um incentivo para nos mantermos ativos e independentes do tempo de utilização.

Jogos de mesa presenciais ou através de internet
Também se pode estimular a eficiência e a criatividade formando a nossa inteligência com jogos intelectuais como o xadrez, as damas, as cartas ou outros jogos de mesa em que nos podemos inter-relacionar com outras pessoas num ambiente calmo e descontraído. Se tem problemas de mobilidade ou de se mover, pode encontrar algumas páginas na internet onde pode jogar online, com outras pessoas.
[Deixo aqui um comentário pessoal: muito cuidado para não iniciar jogos com aposta em dinheiro, pois leva a problemas de enorme gravidade. Os jogos devem valer como passatempo, convívio social. Vale apostar grão de feijão, fatia de bolo, a última bolacha do pacote, beijinhos, quem lava a louça da janta, mas nunca dinheiro! *TT]

Fazer algo pelos outros
Outra forma para manter a sua atividade de uma maneira eficiente, é procurar a sua utilidade na sociedade com a participação em clubes, associações, a ajuda aos conhecidos e amigos na melhoria do seu estado social, e oferecendo a sua ajuda, formação, aptidões e conhecimentos profissionais, para o bem comum. Lembre-se que há sempre quem precise mais do que você! São atividades muito gratificantes, que além de beneficiarem o indivíduo activo, beneficiam também a sociedade.
[Como sugestão: para quem é professor,ou tem habilidades em artesanato ou artes plásticas, pode procurar abrigos de menores carentes e ajudar com reforço escolar ou ensinar alguma atividade de desenho, pintura, colagens. Faço isso nas férias. Costumo promover algumas oficinas de recreação com artesanato para adolescentes. E uma vez por mês vou à uma instutição de idosos para ler histórias ou poesia. As vezez algum deles pede para declamar um versinho que decorou, porque sempre deixo com eles algumas cópias de poesia. É muito gratificante! *TT]


Saber adaptar-se às circunstâncias
É importante não dar nada por garantido, estar preparado para tudo, mantendo a capacidade de inovar e de mudar, adaptando-se às circunstâncias do momento atual em que vivemos para que, apesar das nossas dificuldades, caminharmos paralelos à sociedade,mas no nosso ritmo.

Não se isole, viva a vida...!

Fonte: Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson - Revista PARKINSON Nº 29

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DE MÉDICO E LOUCO, TODO MUNDO TEM UM POUCO…

ENTREVISTA DO DR. DRAUZIO VARELA COM O DR. Dr. Anthony Wong, é médico pediatra e toxicologista no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

“De médico e louco todo mundo tem um pouco. Por isso, muita gente não resiste à tentação de receitar um remedinho. É remédio natural, um comprimidinho para dor ou azia, o medicamento que a vizinha tomou quando caiu de cama com gripe, ou aquele famoso que se não fizer bem, mal não faz.
Essa prática comum não só entre os brasileiros está cercada de sérios riscos. Muitos dos tratamentos prescritos por pessoas não capacitadas podem ser extremamente perigosos. Todo o remédio pode apresentar efeitos colaterais indesejáveis e provocar problemas graves de saúde”. [Dr. Anthony Wong]

VITAMINAS

Drauzio – Quais os cuidados que se devem tomar com a vitamina C?

Wong – Antigamente, a única indicação da vitamina C era para prevenir o escorbuto, a doença dos marinheiros que ficavam muito tempo em alto mar sem ingerir alimentos frescos. Depois, ela começou a ser conhecida como uma vitamina segura e com propriedades antioxidantes ajudando na prevenção de diversas doenças, entre elas o câncer. Estudos realizados há 5 anos na Inglaterra revelaram que em doses inferiores a 200mg, ela realmente pode ser benéfica. Em doses superiores a 250mg, porém, o efeito antioxidante desaparece e quebram-se as pontes dentro da molécula de DNA, o nosso arquivo genético. Tanto isso é verdade que hoje há consenso de que as megadoses são desaconselhadas uma vez que a quantidade de vitamina C existente na alimentação é mais do que suficiente para preencher nossas necessidades diárias.

Drauzio – Você receita vitaminas para uma pessoa que tenha uma dieta normal?

Wong – Só receito para crianças abaixo de dois anos porque elas tomam pouco sol. Na realidade nem haveria muita necessidade, mas a mãe fica mais tranquila. Na adolescência, principalmente para as meninas, é importante dar uma reposição de ferro porque, estimuladas pelas manequins excessivamente magras, deixam de lado uma alimentação equilibrada e podem desenvolver anemia.

Por outro lado, não se pode negar que a vitamina A é útil para a visão e o betacaroteno, um bom antioxidante. No entanto, excesso de vitamina A pode provocar hipertensão intracraniana, isto é, aumento da pressão dentro do cérebro, e a criança pode sofrer convulsões. Excesso de vitamina D também tem contra-indicações sérias. Pode aumentar a incidência de cálculos renais e em outros órgãos, e provocar ossificação exagerada, ou seja, o osso perde a flexibilidade e fica mais sujeito a fraturas. Num país ensolarado como o Brasil, a necessidade de doses extras de vitamina D é bastante pequena.

Drauzio - Como se deve orientar as mães que gostam de dar suplementos com ferro para as crianças?

Wong – Excesso de ferro é perigoso, pois pode provocar problemas no fígado e nos rins. Uma cientista brasileira publicou um estudo bem fundamentado relacionando o excesso de ferro na infância ao desenvolvimento da doença de Parkinson no futuro. Normalmente, o ferro presente nos alimentos é suficiente para preencher as necessidades infantis e não há necessidade de doses suplementares.

EXCESSO DE MEDICAMENTOS NA TERCEIRA IDADE

Drauzio – Pessoas mais velhas, em geral, necessitam tomar vários medicamentos. São remédios para baixar o colesterol, controlar a pressão, o diabetes e as dores reumáticas. Muitas chegam a tomar de 10 a 15 comprimidos por dia. Se considerarmos que os problemas de visão e de memória se acentuam com a idade, qual a conseqüência do uso indevido de medicação na terceira idade?

Wong – Não gostaria de ser alarmista, mas infelizmente tenho que citar dados da literatura e da experiência pessoal. Embora seja pediatra, no departamento de toxicologia tratamos de pessoas de todas as idades e nas reuniões científicas internacionais de que participamos são discutidos casos independentemente da faixa etária que atravesse o paciente.

A medicação inapropriada, a automedicação e a autoprescrição, principalmente na terceira idade, é uma causa importante de morte. Um trabalho publicado recentemente na Finlândia mostrou que quase 25% das mortes de pessoas acima de 60 anos resultavam do acúmulo ou uso indevido de medicamentos. Há outros estudos afirmando que os eventos adversos aumentam conforme cresce o número de remédios prescritos. Se a pessoa estiver tomando cinco remédios, a incidência é menor do que 1%. De cinco a dez, passa para 8% e de dez a quinze, para 25%. Mais do que quinze, atinge 43%, quase a metade dos pacientes. Realmente, visão e memória comprometidas agravam a situação, mas esse não é o único ponto a considerar. Como os sintomas são diversos, a pessoa acaba consultando três ou quatro médicos diferentes e se esquece de contar para cada um deles o que o outro prescreveu. Resultado: a pessoa chega a tomar um número absurdo de comprimidos num único dia. Além disso, e infelizmente, muitos médicos não conhecem a interação dos medicamentos e sequer lêem a bula que acompanham os remédios.

Sabe por que, sendo pediatra, enveredei pelos caminhos da toxicologia? Por uma experiência que tive na UTI do Hospital das Clínicas. Uma garotinha de quatro meses foi internada com infecção. Demos-lhe um antibióticos dos mais potentes da época e a doença regrediu. Todavia, apesar do hemograma quase normal, ela continuava muito abatida. A conduta médica indicada em casos como esses é averiguar a existência de outras doenças que justifiquem o quadro. Para tanto, é preciso começar da estaca zero. A medicação foi reduzida a um antibiótico e a um remédio contra a dor e reintroduziu-se a alimentação normal da criança que, em 36 horas, estava disposta e corada.

É uma pena, mas isso acontece muitas vezes nos hospitais. No afã de combater uma doença, usamos remédios demais que interferem um no metabolismo do outro e acabam intoxicando ou neutralizando seus efeitos. Por isso, é sempre importante repensar a terapêutica adotada.

DIFERENÇA ENTRE REMÉDIO E VENENO ESTÁ NA DOSE

Drauzio – Todos os medicamentos têm efeitos colaterais ou há remédios sem essa característica?

Wong – Há uma frase de Paracelso, um famoso cientista suíço do passado, que ajuda a clarificar esse assunto: “Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição”. A água, por exemplo, pode ser tóxica. Os afogamentos são causados por excesso de água e ela é um elemento de considerável importância nos casos de edema cerebral e pulmonar.

Seguindo a mesma linha de pensamento, por estranho que pareça, o veneno mais perigoso do mundo, a toxina botulínica, é usado hoje com efeitos terapêuticos e estéticos no botox.

Vale, então, o alerta para as pessoas que consideram inócuos os analgésicos e os antiinflamatórios porque a maioria é de prescrição livre. O ácido acetilsalicílico (AAS) indicado nos casos de reumatismo e para prevenir problemas cardíacos, se usado na vigência de certas viroses infantis, pode precipitar uma lesão hepática grave.

Drauzio – Vamos enfatizar essa informação porque é comum as mães darem AAS aos filhos com febre. Por que não se deve dar AAS para as crianças na suspeita de gripes, resfriados, varicela ou catapora?

Wong – Nas doenças febris, como a catapora ou varicela, e nas gripes fortes causadas pelo vírus da influenza, o AAS pode precipitar uma destruição maciça do fígado. Tanto isso é verdade que esse alerta foi transmitido aos pediatras do mundo inteiro e a incidência dessa complicação caiu, só nos Estados Unidos, de 1000 para 26 casos/ano. Além disso, apesar de ser convenientemente indicado no tratamento do reumatismo e na prevenção de problemas cardíacos, pessoas que foram operadas do coração e estão tomando anticoagulantes dicumarínicos não devem tomar doses excessivas de aspirina porque a recuperação se tornará mais difícil uma vez que o AAS é uma das causas mais importantes de sangramento gastrintestinal.

ANTIINFLAMATÓRIOS E ANALGÉSICOS: CONTRA-INDICAÇÕES

Drauzio – Quais as principais contra-indicações dos antiinflamatórios, medicamentos vendidos livremente nas farmácias?

Wong – O diclofenaco é o campeão de vendas de remédios no Brasil. Há pelo menos 40 marcas diferentes e ele é realmente útil para uma série de doenças podendo substituir o AAS no tratamento de entorses e dor nas juntas. Até para dor de garganta ele vem sendo usado ultimamente. Consumido em doses maiores, porém, ele aumenta a incidência de sangramentos gastrintestinais. E tem mais: muitos pacientes com dores reumáticas ou musculares, além de antiinflamatórios, tomam analgésicos para obter alívio maior da dor. Essa associação do diclofenaco (presente nos antiinflamatórios) com o paracetamol (substância encontrada em diversos analgésicos) aumenta o risco de lesões nos rins, especialmente nas pessoas acima dos 40 anos. Tais lesões chegam a ser tão graves que podem provocar parada da função renal. Por isso, a Associação Americana de Nefrologia já emitiu vários pareceres sobre o uso do paracetamol, pois associado a qualquer antiinflamatório pode aumentar a incidência de doença renal grave que, entre 10% e 30% dos casos, exige diálise.

Estudos epidemiológicos europeus e americanos já comprovaram esse fato. Portanto, o paracetamol deve ser usado com cautela e por tempo determinado e, se possível, procurar alternativas para sua indicação.

Fonte: Site Dr. Drauzio Varella

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

EXCESSO DE VITAMINAS


FUNÇÃO DAS VITAMINAS



ENTREVISTA DO DR. DRAUZIO VARELLA COM O DR. ALBERTO DE MACEDO SOARES, MÉDICO GERIATRA, PRESIDENTE DA SEÇÃO DE SÃO PAULO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA.


Drauzio – Qual é a função das vitaminas, ou micronutrientes, no organismo?

Alberto de Macedo Soares – As vitaminas desempenham papel fundamental na constituição, elaboração e resposta das células que constituem nosso organismo, principalmente no que diz respeito às enzimas, substâncias que adiantam ou retardam uma reação orgânica. Organismo sem vitamina é organismo falido, não funciona de forma adequada. Por isso, as vitaminas presentes nos alimentos naturais são fundamentais para a sobrevivência humana.

Drauzio – Todos os alimentos naturais contêm vitaminas?

Alberto de Macedo Soares – Nem todos, mas as frutas e as verduras são os que mais contêm vitaminas em sua composição.

Drauzio – Uma dieta variada que inclua duas ou três porções de verdura e duas ou três porções de frutas por dia fornece a quantidade de vitaminas de que a pessoa necessita?

Alberto de Macedso Soares – Sem dúvida nenhuma. A grande maioria das pessoas com ingesta diária de frutas e verduras não precisa acrescentar nenhum tipo de vitaminas vendido nas farmácias.

Drauzio – Como os geriatras vêem a ingestão excessiva de vitaminas?

Alberto de Macedo Soares – A Sociedade Brasileira de Geriatria vê com preocupação não só as correntes ortomoleculares que propagam o uso de vitaminas e de antioxidantes em larga escala, mas também vê com preocupação as academias e outras sociedades ditas de “antienvelhecimento” (aliás, eu queria entender o que significa antienvelhecimento, pois, na minha concepção como geriatra, o único jeito de não envelhecer, é morrer precocemente), e tem pedido respaldo dos conselhos regionais e a punição devida, uma vez que o Conselho Federal de Medicina, no artigo 13, coloca como proibido o uso indiscriminado de megadoses de vitaminas. Entretanto, apesar do empenho, todos os dias recebemos pacientes que dizem: “Doutor, o meu café da manhã são oito comprimidos de vitaminas”, sem saber que com isso estão se expondo a riscos absolutamente desnecessários.

VITAMINA C

Drauzio – Linus Pauling afirmava categoricamente que as pessoas deveriam tomar megadoses de vitamina C, dez gramas por dia pelo menos. Como recebeu dois prêmios Nobel (um de Bioquímica, porque fez um trabalho muito importante nessa área, e um prêmio Nobel da Paz) e era um grande cientista, sua recomendação tinha força especial. Na verdade, porém, Linus Pauling não era médico, nunca tinha estado com um doente em sua frente. Mesmo assim, os laboratórios multinacionais que produzem vitamina C fazem propaganda sugestiva afirmando que essa vitamina melhora a resistência física e ajuda a curar gripes e resfriados. Há fundamento científico para o uso de megadoses de vitamina C?

Albertode Macedo Soares – Nossa necessidade diária de vitamina C é um e meio miligrama, uma porção infinitamente menor do que os dez gramas que indicava Linus Pauling para a prevenção do câncer. É público que, quando inquirido sobre o tumor de próstata que desenvolveu, mesmo tomando altas doses dessa vitamina, sua resposta foi que graças a ela tinha conseguido postergar o início da doença.

Atualmente, a medicina está baseada em evidências que surgem como resultado de megaestudos que envolvem milhares de pacientes. Não dá mais para considerar relatos de casos isolados, nem o “eu acho”, “tenho dois pacientes que melhoraram”, nem a experiência do vizinho.

Drauzio – Existem evidências de que a vitamina C deva ser usada nas gripes e resfriados, doenças muito prevalentes e responsáveis, provavelmente, pelo maior consumo dessa vitamina?

Alberto de Macedo Soares – Não há. Aliás, um jargão difundido no tempo de nossos avós era: “gripe, vitamina C e cama”. Hoje, o geriatra não prescreve vitamina C e muito menos cama nos casos de gripe e resfriado. Vitamina C, porque as evidências são muito controversas nos pacientes imunocomprometidos, e colocá-los de cama pode representar fator predisponente para a pneumonia.

Em suma, a conclusão das sociedades de geriatria é que, na imensa maioria dos casos, não há a menor evidência de que a vitamina C deva ser indicada, apesar de ter demonstrado ação antioxidante nos tubos de ensaio, uma vez que essa resposta não ocorre nos seres humanos.

Drauzio – Você mencionou que o excesso de vitamina C pode provocar cálculos renais.

Alberto de Macedo Soares – Não só cálculos renais, mas distúrbios gastrintestinais e incômodo na bexiga porque acidifica a urina e isso provoca irritação.

VITAMINA E

Drauzio – Quais as consequências do uso excessivo da vitamina E?

Alberto de Macedo Soares – O que vemos, na prática da clínica, é que a vitamina E pode causar alterações na coagulação, distúrbios gastrintestinais, dor de cabeça crônica. Recentemente, dois estudos grandes mostraram que a vitamina E, largamente utilizada como coadjuvante no tratamento do mal de Parkinson e, em associação com outros medicamentos, nos portadores de Alzheimer como incrementadora da memória, não apresenta os efeitos apregoados e não deve mais ser prescrita para esses pacientes.

INDICAÇÕES CORRETAS

Drauzio – Há situações em que as vitaminas devam ser indicadas?

Alberto de Macedo Soares – Existem algumas situações em que elas devem ser indicadas. É o caso da carência da vitamina B12, que pode provocar déficit de memória. Por exemplo: às vezes, depois de uma cirurgia de estômago ou de uma dieta alimentar inadequada, a pessoa começa a dar sinais de esquecimento e a família interpreta o fato como início da doença de Alzheimer. Essa é uma situação em que o paciente precisa ser avaliado para verificar se não está com deficiência de vitamina B12 no organismo, o que é feito por meio de uma simples coleta de sangue. Se estiver, é indicada a reposição dessa vitamina, na forma de injeções para facilitar absorção, durante algum tempo.

Outro exemplo é o da indicação de vitamina D para os portadores de osteoporose. Sabemos que a associação de vitamina D e cálcio altera a densidade dos ossos, pois ajuda a fabricar tecido ósseo

USO NA ADOLESCÊNCIA E NA VELHICE

Drauzio – Acho que em dois momentos da vida se concentra mais o conceito da necessidade das vitaminas. Um é a adolescência, fase de crescimento em que as mães temem que os filhos não consigam obter a quantidade suficiente de micronutrientes com a alimentação. A outra é a velhice. Nessas fases, o uso de vitaminas deve ser indicado?

Alberto de Macedo Soares – Não é alvo da sociedade de geriatria verificar o uso de vitaminas na adolescência, mas a prática nos mostra que, muitas vezes, nessa idade, a suplementação não é contínua. Além disso, em geral, o adolescente não precisa tomar vitaminas porque conta com um fator de proteção muito maior que é a atividade física. Ele é obrigado a fazer exercícios na escola e frequenta academias.

O que vemos com preocupação, porém, - e aproveito a oportunidade para deixar um alerta - é que, nas academias, os adolescentes estão fazendo uso absolutamente equivocado de megadoses de vitaminas, de diuréticos e de hormônios em doses elevadas e acabam tornando-se hipertensos aos 18, 20 anos de idade.

No que se refere aos idosos, na há coisa pior para o geriatra do que atender uma pessoa com estado geral comprometido e necessitando de um tratamento específico porque é portadora de uma doença, que está tomando vitaminas em doses altas prescritas durante uma consulta num serviço de saúde. Em tais casos, há dois aspectos prejudiciais a considerar. Número um: além de não se beneficiar em nada com as doses altas de vitamina, o idoso está se expondo a vários outros riscos. Número dois: a doença de que é portador deixa de ser tratada como deveria.

Drauzio – Parece que sempre falta selênio.

Alberto de Macedo Soares – Embora selênio seja um dos oligoelementos muito estudados na prevenção do infarto, um grande estudo mostrou que seu uso não traz benefícios.

Brecar o envelhecimento é uma proposta sedutora, mas inviável e inacessível. Cabe-nos procurar envelhecer com qualidade de vida, com saúde, sem buscar medidas discutíveis e não comprovadas para retardar um processo absolutamente natural do organismo.

TRATAMENTOS MILAGROSOS

Drauzio – Qual é a sua posição a respeito de três tratamentos que dizem retardar o envelhecimento: as vitaminas, geralmente importadas e caríssimas que são aplicadas por via endovenosa, o ginkgo biloba e a procaína?

Alberto de Macedo Soares – São três tratamentos que as sociedades de geriatria não respaldam.

1) Vamos começar pela infusão endovenosa de vitaminas. Na grande maioria das vezes, elas são administradas sem a menor necessidade. Raríssimas são as exceções em que a pessoa pode precisar de um suplemento vitamínico, mas ele deve ser prescrito para prevenir o envelhecimento. E tem mais: além de caríssimas, essas vitaminas costumam ser associadas a medicamentos que o Conselho Regional de Medicina proibiu a utilização.

2) O extrato de ginkgo biloba era indicado com a função de melhorar a memória.
Infelizmente, está provado que não possui esse efeito, mas funciona para controlar o zumbido crônico no ouvido, em certos casos. Assim como a osteoartrose pode acometer algumas áreas do corpo, alterações podem ocorrer nos ossículos do ouvido médio e produzir um som bastante desagradável.

Embora parcela importante dos pacientes se beneficiem com esse medicamento, ele não serve para todos os casos de zumbido e seu uso requer acompanhamento médico. Por quê? Porque nenhum remédio é inócuo e a gingko biloba pode exercer uma ação potencializadora e provocar sangramentos, principalmente, nos pacientes que tomam antiadesivos plaquetários, aspirina por exemplo. Se a pessoa tomar anticoagulantes, então, pode ter sangramento mais intenso, uma hemorragia.

3) O uso de procaína é o mais condenado pela Sociedade de Geriatria. Quando me perguntam qual a situação em que ela deve ser indicada para um paciente, respondo: nenhuma. E não sou só eu. O Food and Drug Administration (FDA), um dos órgãos mais sérios no controle dos medicamentos, até hoje não autorizou nem liberou o uso de procaína, um anestésico que era utilizado pelos dentistas. Atualmente, nem isso. Eles encontraram coisa melhor.

No entanto, como a procaína tem discreta ação inibidora de uma enzima chamada monoamidoxidase, provoca certa sensação de euforia. A mídia volta e meia mostra relatos de pessoas que fizeram uso dessa droga e afirmam ter sentido a vida mudar. Sem contar o efeito placebo, uma vez que 30% dos portadores de uma doença melhoram tomando um comprimido de água e farinha, há pessoas que se dispõem a gastar US$4.000 a cada seis meses para fazer uso de uma substância de eficácia absolutamente não comprovada.
Pior ainda: a procaína tem sido descrita como medicamento que pode levar a distúrbios gastrintestinais, psiquiátricos, à confusão mental e até à convulsão. Por isso, não é indicada no Hospital das Clínicas, na Escola Paulista de Medicina, na Santa Casa de São Paulo, na Faculdade de Medicina de Santos, instituições que servem de centro de referência porque congregam profissionais que lutam para manter-se atualizados.

Fonte: Site Dr. Drauzio Varella.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fisioterapia domiciliar pode acelerar a reintegração do indivíduo à sociedade

Pacientes que precisam de fisioterapia apresentam melhoras em menor espaço de tempo quando tratados em seu ambiente natural de convívio, acelerando a reintegração social

Transformar a casa e demais ambientes que fazem parte da rotina dos pacientes - com seus degraus, pisos escorregadios e móveis não necessariamente dispostos da melhor forma e com formatos ergonômicos equivocados – em um espaço para realizar a fisioterapia. Essa é a proposta dos profissionais que optam pelo atendimento em domicílio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que esse tipo de assistência respeite sempre o compromisso de promover, restaurar e manter o conforto e saúde das pessoas, podendo ser preventivo ou reabilitador. A fisioterapeuta Cristina Ribeiro ressalta que a resposta das pessoas atendidas em suas casas é positiva, muitas vezes, apresentando melhoras em menor tempo do que previsto. No caso dos pacientes com idade avançada o tratamento domiciliar é mais eficiente porque possibilita prepará-los para os obstáculos que enfrentam rotineiramente.


FONTE: Para ler a matéria conpleta [FISIOTERAPIA DOMICILIAR]

sábado, 26 de junho de 2010

Parkinson: diagóstico, tratamento, cuidados. [PARTE3]



PARTE3

Relação Doente X Profissionais da Saúde.
Como devemos lidar com uma pessoa doente de Parkinson? "Primeiramente deve ser estimulado ao tramento precoce e regular, pois pode manter suas atividades de vida diária. Em fases muito avançadas da doença deve-se fazer uma adaptação da residência (retirar tapetes, apoio no banheiro, modificação da alimentação - pela dificuldade na deglutição)".

A doença de parkinson no seu processo evolutivo passa por várias etapas.

Citamos aqui três etapas principais.

Etapa A: possui duração de aproximadamente cinco a oito anos. Nessa fase inicial da doença, o paciente possui uma independência com relação à incapacidade motora, mas já existe a necessita do uso de medicamentos e com estes, o paciente tem uma boa resposta terapêutica.

A etapa B: também chamada de intermediária, os sintomas acentuam-se, há variáveis de dependência física, o aumento dos efeitos colaterais dos medicamentos começam aparecer.

Na etapa C: a incapacidade motora aumenta gerando uma grande dependência física, o paciente passa a necessitar de ajuda e assistência permanente.

Sendo um tratamento de longa duração, a eficácia dos medicamentos vão diminuindo, provocando o aparecimento dos efeitos colaterais, que podem ser periféricos e centrais.

Situação que exige do médico neurologista uma maior habilidade e experiência para indicar e acompanhar o tratamento do paciente. Assim, o principal objetivo do tratamento da DP é controlar os sinais e sintomas da doença o máximo possível e diminuir ao mesmo tempo os efeitos colaterais. Esses efeitos centrais mais frequentes são: náusea, sonolência, perda de memória, confusão e alucinações. Os periféricos incluem boca seca, borramento visual, obstipação intestinal e dificuldade para iniciar a micção. Sendo que até o momento não existe tratamento de cura para a doença, sendo assim o tratamento é pelo resta da vida. O que se pretende é manter a independência física do paciente ao máximo, para que o mesmo execute suas atividades e seus afazeres diários, favorecendo a sua adaptação e o seu convívio social e cultural do ambiente do qual o ele faz parte.

Fonte:
proavirtualg15

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A vida depois do mal de Parkinson

Muitos pacientes descobrem como conviver com as limitações geradas pela doença.

De repente, abotoar a camisa torna-se um fardo. A letra já não é mais tão redondinha e tarefas como escovar os dentes ou folhear uma revista demandam mais tempo do que o habitual. Também podem ocorrer momentos em que o corpo enrijece e a pessoa cai no chão, sem saber como foi parar lá. Reflexos lentos, andar arrastado, cãibras, tremores e movimentos desencontrados são realidades com as quais os portadores da doença de Parkinson precisam aprender a lidar.

As limitações e a certeza de que, por enquanto, o mal é incurável e progressivo costumam afetar emocionalmente os pacientes. "São quatro fases: negação, revolta, depressão e aceitação", explica o coronel Carlos Aníbal Pyles Patto, 63 anos, parkinsoniano há duas décadas e fundador da Associação Parkinson Brasília (DF). "Fala-se muito sobre a doença, mas pouco sobre os portadores", afirma. Para Patto, é fundamental mostrar que, mesmo com as dificuldades inerentes ao mal, é possível conviver bem com ele. "Costumo dizer que a doença é minha companheira de viagem, porque vai me acompanhar até a morte. Então, você tem de se dar bem com ela", ensina.

Viver pacificamente com o Parkinson é possível. "Como é uma doença do sistema nervoso central, que exige o uso de medicamentos, o primeiro passo é deixá-la bem controlada. Feito isso, dependendo do grau de gravidade, é indicada a avaliação de um fisioterapeuta, para verificar quais as limitações mais importantes e o que se pode fazer", explica o neurologista Henrique Braga, da Unidade de Neurologia e Psiquiatria do DF, no Hospital Anchieta. "Como é degenerativa, a doença vai avançando aos poucos, mas o medicamento tem como amenizar, e muito, os sintomas da doença. Por exemplo, uma pessoa que poderia estar acamada, sem andar, pode caminhar, fazer compras e se exercitar, caso use o medicamento", diz o médico.
Saiba mais:

Depressão atrapalha tratamento

Muitas demoram a aceitar a doença

Aprendendo a lidar com o problema


Fonte: Diário de Natal

Como detectar o envelhecimento [parte 2]

Fique atento às mudanças do corpo

Saiba quando se preocupar com a perda de memória
Fala-se que a perda de memória é a segunda coisa que acontece quando ficamos velhos. Qual a primeira: Hum, esqueci! A piada é boba, mas é realmente comum que os idosos tenham mais dificuldade em memorizar e se lembrar de coisas, embora esse problema possa atingir também pessoas mais jovens.

Especialistas dizem que a perda de memória é algo extremamente normal, especialmente em idosos. Se você esquece coisas simples, isso não significa necessariamente, por exemplo, que você está desenvolvendo o mal de Alzheimer. Assim como você, inúmeras pessoas perdem a chave do carro ou da casa, não se lembram em que vaga do estacionamento do shopping pararam seus carros e também esquecem o nome de pessoas às quais acabaram de ser apresentadas.

Memória é a habilidade para se lembrar normalmente de fatos e eventos em nossas vidas e ela acontece em três estágios?

1º: Codificação. É quando a pessoa recebe a informação.
2º: Consolidação. Quando o cérebro pega a informação recebida, processa e armazena em alguma de suas partes.
3º: Recuperação. Estágio no qual a pessoa busca aquela informação armazenada.

Ainda que alguns lapsos de memória sejam considerados naturais pelos médicos, é preciso checar a a condição de cada pessoa, já que esse tipo de perda de memória do dia-a-dia é o mesmo que acontece nos estágios iniciais do mal de Alzheimer.

Tempo: o pior inimigo da memória
Medo de tudo e perda de memória são acontecimentos que fazem parte de ficar velho. A perda de memória, contudo, pode começar bem antes dos cinqüenta anos. A memória é traiçoeira e pode faltar mesmo quanto somos jovens. De fato, assim que ouvimos uma informação e tentamos retê-la, a memória já passa a se deteriorar. É preciso estar sempre alerta, porque não é fácil se lembrar da grande quantidade de informações à qual temos acesso hoje em dia. Se o esquecimento for mais sério e a pessoa não se lembrar, por exemplo, de ter conhecido alguém, são grandes as chances de ela estar desenvolvendo o mal de Alzheimer.

Memória: use-a ou perca-a
Por mais que lapsos de memória possam ser considerados normais, a verdade é que ninguém gostar de passar por essas situações. Especialistas concordam que a melhor maneira de manter o cérebro em forma é exercitá-lo sempre. Fazer atividades que exigem o uso do cérebro, reduzir o estresse, praticar exercícios físicos e ter uma dieta saudável ajudam a manter sua memória e capacidade de raciocínio apuradas.

Algumas coisas que podem ajudar a aprimorar a memória:
Foque sua atenção: esquecimento pode indicar que você tem muita coisa em sua cabeça. Reduza o ritmo e foque em uma coisa por vez
Reduza o estresse: estresse pode pôr em risco áreas do cérebro responsáveis pelo processo de memorização e concentração
Durma bem: uma boa noite de sono é importante porque a fadiga por alterar o poder de memorização

Quando procurar um médico?
O mal de Alzheimer é uma doença progressiva que afeta as áreas do cérebro relacionadas à memória, inteligência, julgamento, fala e comportamento. Enquanto não é uma forma precisa de localizar o dano que a doença causa no cérebro, existem algumas formas de diagnosticar se a perda de memória é algo normal ou se está relacionada à doença. Para os médicos, esquecimentos normais são:
Esquecer partes de uma experiência
Esquecer onde você parou o carro
Esquecer alguns eventos do passado distante
Esquecer o nome de uma pessoa, mas se lembrar posteriormente

Esquecimentos mais sérios, inclusive os que podem ser frutos do mal de Alzheimer, incluem:
-Esquecer por completo uma experiência
-Esquecer como dirigir um carro ou ler um relógio
-Esquecer eventos recentes
-Esquecer que conheceu uma pessoa
-Confusão mental
-Progressão dos sintomas acima citados

Outras causas de perda de memória:

Se você pensa que seus esquecimentos não são tão normais assim, pode ser que você tenha algum dos problemas abaixo:
-Estresse e ansiedade
-Transtorno de déficit de atenção por atividade
-Depressão
-Alcoolismo
-Falta de vitamina B12
-Infecções
-Uso de drogas (ilegais ou prescritas)

A boa notícia é que a perda de memória associada a alguma dessas condições é quase sempre temporária e reversível.

Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A respiração certa acalma a ansiedade e até alivia depressão

Inspirar e expirar corretamente é um antídoto contra o estresse

[...] "Aprendendo a controlar a respiração, damos fim a todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência (Editora Pensamento).

[...] "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar". A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar.

Sopre a ansiedade para longe
A receita é imbatível contra temores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo.

Respirações fortes e intensas
Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assuste caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo.

Não é lógico viver assim
Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude, existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescancia e calma.

Emoção demais, não há quem aguente
Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.


Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Noturno Mix



A Oficina dos Menestréis criou em 2003, sua primeira turma de cadeirantes, que, após alguns meses de trabalho montaram o musical "Noturno" de Oswaldo Montenegro. Hoje, a versão se chama "Noturno Mix", que conta com um elenco de atores cadeirantes e andantes da Oficina. Para quem acha que dança só se faz com os pés, sugiro que assista ao espetáculo e veja a fascinante performance desses atores que se utilizam da voz, dos pés, da fala, da visão, da audição e da cadeira de rodas para se expressarem.
Se tiverem oportunidade não percam!!!

http://menestreis.campogeral.com.br/noturnomix.html




Fonte: http://wwwmagiaefascinacao.blogspot.com/