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sexta-feira, 24 de junho de 2011

MIGUEL NICOLELIS PRETENDE LANÇAR LIVRO PELO TWITTER


O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pesquisador conceituado com trabalhos nas áreas dos males de Parkinson e Alzheimer, além de ser um visionário da ciência está, agora, prestes a revolucionar o mundo dos lançamentos literários. Autor de Muito Além do Nosso Eu (Companhia das Letras, 2011), Nicolelis propôs aos seus mais de oito mil seguidores no Twitter, na tarde desta quinta-feira (23), a ideia de um lançamento online do seu livro na rede social.

"Quem gostaria de participar de um lançamento do Muito Além do Nosso Eu pelo tweeter? Eu acho que seria d+, falar e interagir com Todo BR!", postou o cientista, que também explicou como funcionaria o processo: "A ideia é a seguinte: você compra o livro pela internet, manda comprovante para site e eu remeto uma dedicatória por tweet e pela twitcam!". Nicolelis não deixou claro, contudo, se o evento vai ocorrer em uma data específica ou ao longo dos contatos feitos pelos leitores.

Com lançamento marcado para o próximo dia 4 de julho às 19h, no Teatro Alberto Maranhão, Muito Além do Nosso Eu explica  como o cérebro cria o pensamento e a noção que o ser humano tem de si mesmo (o seu self) - e como isso pode ser incrementado com o auxílio de máquinas. Em linhas gerais, a obra faz com que os leitores passem a imaginar como possível um mundo onde  as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam entre si através do pensamento. Um mundo em que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados.

Apesar de soar como enredo de ficção científica, tal realidade se torna possível por meio dos enormes passos que a ciência vem dando para a criação das interfaces cérebro-máquina. O autor mostra como a tecnologia será capaz de transformar a sociedade humana e moldar uma nova "indústria do cérebro", um empreendimento global com potencial de geração de trilhões de dólares.

Com informações da Companhia das Letras

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A NEUROCIÊNCIA EM DEBATE COM MIGUEL NICOLELIS

por Mona Dorf

Seu trabalho integra a lista das “10 tecnologias que vão mudar o mundo”, segundo o MIT

“A ideia é mostrar o que aconteceu nos últimos 10 anos na neurociência na área de interface cérebro-máquina, desde que a neurociência foi criada, e como ela tem evoluído nos últimos 30 anos, com o objetivo de trazer para a prática clínica, uma série de descobertas científicas que vão possibilitar, eu espero, a criação de várias terapias para uma série de doenças neurológicas. A nossa ideia é utilizar os sinais elétricos do cérebro que ainda são produzidos em regiões não afetadas por algumas dessas doenças e criar um desvio computacional que permita que o pensamento motor, a atividade elétrica motora do cérebro controle vestes ou próteses robóticas que devolvam ao paciente as funções neurológicas perdidas por causa dessas doenças”.

Considerado um dos vinte maiores cientistas da atualidade, pela Scientific American, é o brasileiro mais próximo do Nobel, já recebeu mais de 35 prêmios internacionais.  


 

A neurociência do século XXI é também um agente de transformação social.

Nicolelis nos conta do seu Instituto Internacional de Neurociência de Natal que está mudando a realidade de milhares de alunos carentes. “Nós temos nesse momento 1400 crianças, 1000 no estado do RN, 400 no interior da BA, engajadas num projeto educacional de ciência infanto-juvenil no período contra-turno da escola pública. A ciência se transformou na grande ferramenta pedagógica dessas crianças. A escola é totalmente prática, são laboratórios de ciência modernos onde a criança aprende conceitos fundamentais de ciência, matemática, expressão linguística, história e geografia, realizando experimentos. Descobrimos que essa maneira de ensinar ciência faz a criança dar um salto acadêmico tremendo, a escola se transforma num grande parque de diversões. A criança quer ir para a escola, não é mais uma obrigação, e sim uma atividade lúdica. As crianças vem de distritos escolares muito pobres com classificação abaixo dos indicadores de educação. Nós fomos às piores escolas do RN e agora essas crianças começam a ter um desempenho acadêmico igual a dos melhores ditritos do país porque elas tiveram oportunidade de aprender”, comenta um empolgado Nicolelis que passa a maior parte de seu tempo no exterior.

Ele é codiretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke (EUA) e consultor do Instituto do Cérebro da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça).

Em sua conferência no Fronteiras 2010, Nicolelis compartilhou novidades sobre seu trabalho pioneiro na leitura e decodificação da atividade elétrica do cérebro. Com profundas implicações na medicina e no futuro da nossa espécie, os estudos na área possibilitarão o controle de membros mecânicos à distância – um novo universo de próteses. O objetivo de seus experimentos é usar a interface cérebro-máquina para reabilitar o movimento em casos de lesões medulares.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

BRASILEIROS GANHAM PROJEÇÃO INTERNACIONAL

Cientistas despertam atenção com trabalhos que vão da cura do Mal de Parkinson até a 'energia escura'
Cibelle Bouças

O neurocientista Miguel Nicolelis pode receber um prêmio Nobel por seu trabalho sobre o mal de Parkinson. Outro brasileiro, o físico Daniel Vanzella, descobriu que a energia contida no vácuo é capaz de destruir estrelas. Gilberto Ribeiro desenvolve um resistor de memória capaz de mudar radicalmente o mercado de armazenagem de dados.

Ainda é raro encontrar cientistas e pesquisadores brasileiros como os da lista acima, que ocupam o topo da pirâmide acadêmica ou de inovação empresarial. O reconhecimento recente do trabalho deles, no entanto, mostra que há uma percepção internacional positiva sobre o trabalho de profissionais brasileiros, o que pode se traduzir em ganhos para a ciência no país.

Nos próximos meses, hospitais brasileiros podem abrigar a próxima fase do trabalho de Miguel Nicolelis sobre o Mal de Parkinson. Pela primeira vez, o tratamento proposto pelo neurocientista será testado em seres humanos. Em avaliação, estão instituições médicas em São Paulo e nos Estados Unidos.

Atualmente, Nicolelis divide seu tempo entre o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) e o Centro de Neurociência da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA). No ano passado, ele recebeu o prêmio NIH Director's Transformative R01, que concede US$ 4,4 milhões para aplicação em pesquisa, e o Director's Pioneer Award, de US$ 2,5 milhões. Os prêmios estão entre os mais cobiçados no meio científico e costumam indicar potenciais candidatos ao Nobel. Nicolelis foi o primeiro cientista a receber as duas premiações no mesmo ano.

Reconhecidas no exterior, pesquisas podem trazer benefícios para o ambiente científico nacional

Os recursos serão usados na pesquisa para a cura do mal de Parkinson, desenvolvida desde 2006. Nicolelis e sua equipe já haviam desenvolvido uma técnica para tratar a epilepsia, a partir de estímulos elétricos em regiões periféricas do sistema nervoso, quando perceberam que havia semelhanças no padrão de comportamento do cérebro dos portadores das duas doenças, conta o cientista.

Com a constatação, cobaias passaram a receber medicação para apresentar sintomas como os do mal de Parkinson. Depois, a equipe implantou uma prótese na medula espinhal das cobaias, que disparava estímulos elétricos. A paralisia muscular e os demais sintomas desapareceram.

Esse trabalho tem sido realizado tanto na Universidade de Duke como no IINN-ELS. "Já foram feitos testes com camundongos e primatas. Agora buscamos um parceiro clínico para fazer testes em pacientes", afirma Nicolelis. "Em dois anos será possível ter uma resposta categórica sobre o tratamento", diz.

Outra pesquisa surpreendente é comandada pelo físico Daniel Vanzella, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp e do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Vanzella e o doutorando William Lima publicaram, em abril, um estudo sobre a "energia escura" na "Physical Review Letters", a mais respeita revista de física do mundo.

O artigo teve uma grande repercussão. Embora pareça uma fantasia tirada da série de filmes "Star Wars", a energia escura intriga o meio científico há muito tempo. Na física, existem duas grandes teorias sobre o universo: a da Relatividade Geral, que descreve a organização do universo em grande escala (estrelas, galáxias etc) e a Quântica de Campos, que focada na chamada pequena escala (ligações químicas, átomos etc). Físicos no mundo tentam, ainda sem êxito, unir as duas teorias. Vanzella e seu aluno se atiraram a esse trabalho com uma análise da "energia escura". Essa força, que faz o universo se expandir de forma acelerada, exerce uma forte pressão negativa, que seria contrária à gravidade.

Os cientistas partiram do princípio de que o vácuo é preenchido por partículas virtuais, como prótons, elétrons e fótons, que surgem e desaparecem em uma fração de segundo. Imaginava-se que a flutuação dessas partículas, por ser muito rápida, não gerava efeitos nos materiais macroscópicos. Vanzella e Lima descobriram, porém, que sob algumas circunstâncias o crescimento da energia do vácuo pode ocorrer de maneira exponencial e descontrolada, podendo destruir até uma estrela de nêutrons (a matéria mais densa já encontrada no universo).

Vanzella iniciou a pesquisa na Universidade de Wisconsin, nos EUA, mas só chegou à essa conclusão em São Carlos. Agora, ele procura responder, em seu pós-doutorado, o que ocorre com uma estrela quando a energia do vácuo "desperta". "Essas são questões conceituais sobre os fundamentos da física, mas que vão ajudar a trazer um melhor entendimento sobre a natureza", afirma Vanzella.

Antes de Vanzella, outro apreciador do espaço ganhou renome. Em 2006, Marcos Pontes, tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), hoje na reserva, participou de uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS), com oito experimentos em microgravidade de universidades e institutos brasileiros. "No espaço, [nós, astronautas] somos as mãos e os olhos dos cientistas; executamos os experimentos", diz Pontes. Atualmente em Houston, na sede da Nasa, ele aguarda nova convocação para missões espaciais. "Espero ansiosamente por essa escalação", diz.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Hospital paulistano quer implantar chip de memória em paciente com Parkinson.
Segunda, 03/05/2010.  Para ouvir, clique na fonte => Rádio CBN e play.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Folha fará sabatina com o cientista Miguel Nicolelis
29/05/2009 - A Folha sabatina no dia 8 de junho (segunda-feira) o neurocientista Miguel Nicolelis, um dos 20 maiores cientistas da atualidade, segundo a revista "Scientific American".

A sabatina será realizada no Teatro Folha (no shopping Pátio Higienópolis, que fica na av. Higienópolis, 618, 2º piso, em São Paulo), das 19h às 21h.

As inscrições para participar são gratuitas e estão abertas para os assinantes do jornal. Os interessados devem mandar e-mail para eventofolha@grupofolha.com.br, informando nome completo, RG e código de assinante, ou ligar para 0/XX/ 11/3224-3473, de segunda a sexta, das 14h às 19h.

Durante duas horas, Nicolelis responderá a perguntas da plateia e dos sabatinadores. Ele será entrevistado por Claudio Angelo, editor de Ciência, Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha, Hélio Schwartsman, articulista do jornal, e Suzana Herculano-Houzel, neurocientista e colunista do caderno Equilíbrio.

Mundo do futuro
O paulistano Miguel Ângelo Laporta Nicolelis chefia um grupo de 30 pesquisadores no Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke (EUA).

Nicolelis, 48, pesquisa as possibilidades de integrar o cérebro às máquinas. Ele busca o desenvolvimento de próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia. Recentemente, o escopo do estudo foi ampliado para buscar uma cura para o Parkinson. Fonte: Folha Online.