Visualizações de página do mês passado

Mostrando postagens com marcador mal de parkinson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mal de parkinson. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de maio de 2011

BACTÉRIA É SUSPEITA DE DESENCADEAR MAL DE PARKINSON

Um estudo feito em ratos descobriu que os micróbios causadores de úlcera de estômago também podem afetar as células do cérebro. A Helicobacter pylori, uma bactéria que vive no estômago de cerca de metade das pessoas no mundo, pode ajudar a causar mal de Parkinson.

Mal de Parkinson é uma desordem neurológica que mata as células produtoras de dopamina em algumas partes do cérebro. Pessoas com a doença têm dificuldade para controlar seus movimentos. Cerca de 60 mil novos casos da doença são diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos. No Brasil, aproximadamente 400 mil pessoas são possuem mal de Parkinson.

Alguns estudos anteriores sugeriram que pessoas com mal de Parkinson são mais suscetíveis do que as saudáveis ​​a terem tido úlcera em algum momento de suas vidas, assim como têm mais chances de serem infectadas pela H. pylori. Mas só agora os cientistas conseguiram encontrar provas circunstanciais da ligação entre a bactéria e a doença.

No experimento, ratos de meia idade infectados com a bactéria que causa úlcera desenvolveram padrões de movimentos anormais durante vários meses de infecção, de acordo com Traci Testerman, microbiologista no Centro de Saúde e Ciências da Universidade do Estado de Louisiana, em Shreveport, Estados Unidos. Camundongos jovens infectados com a bactéria não mostram quaisquer sinais de problemas nos movimentos.

Colega de Testerman, o neurocientista Michael Salvatore descobriu que os ratos infectados pela Helicobacter produzem menos dopamina nas partes do cérebro que controlam o movimento, possivelmente indicando que as células produtoras do neurotransmissor estão morrendo da mesma forma que acontece em pacientes com mal de Parkinson.

Mesmo que os cientistas comprovem que a H. pylori pode causar ou contribuir diretamente para o surgimento da doença, não está claro se se livrar do organismo seria uma coisa boa. Embora a bactéria cause úlcera e câncer no estômago, ela também ajuda a proteger o organismo contra alergias, asma e câncer de esôfago, assim como outras doenças do sistema digestivo.

“É difícil precisar neste momento qual o efeito de deixar a bactéria no organismo ou tirá-la de lá pode ter sobre a saúde de uma pessoa”, conta Stanley Maloy, microbiologista da Universidade Estadual de San Diego, Califórnia, EUA. “Mas é claro que uma possível ligação entre mal de Parkinson e a bactéria no estômago não pode ser ignorada”.[ScienceNews]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

TERAPIA GENÉTICA TEM SUCESSO PARA TRATAR PARKINSON



Terapia genética pode vir a ser opção para tratar rigidez muscular, tremores e lentidão de movimentos, sintomas da doença de Parkinson.


Pesquisadores de sete centros dos Estados Unidos mostraram que a transferência de uma enzima chamada GAD (descarboxilase glutâmica), implantada diretamente no cérebro do doente, recupera parte de seus movimentos.

Esse foi o primeiro estudo bem-sucedido sobre transferência genética em Parkinson. Os resultados foram divulgados ontem na edição virtual do periódico médico "Lancet Neurology".

A doença de Parkinson provoca a degeneração dos neurônios na área da substância negra do cérebro, diminuindo a produção de dopamina e comprometendo o circuito nervoso envolvido na coordenação motora.

No trabalho, os pesquisadores de instituições como a Universidade de Stanford e Massachusetts General Hospital usaram um vírus como vetor da enzima GAD, responsável por produzir o neurotransmisor Gaba (ácido gama-aminobutírico), encontrado em pouca quantidade em quem sofre de doença de Parkinson.

Ao todo, 45 pessoas que tinham a doença havia mais de cinco anos foram divididas em dois grupos.

No primeiro grupo, a enzima foi injetada no cérebro. O neurotransmissor Gaba ajudou a regular o excesso de glutamato, causado pela diminuição da dopamina.

Os pacientes do outro grupo, em vez de material genético, passaram por cirurgia em que só receberam solução salínica inócua no cérebro.

Seis meses depois do experimento, houve recuperação de 23% dos movimentos nos pacientes tratado com a terapia genética.

No grupo-controle, a melhora foi de 12%. A hipótese dos autores é a de que o efeito placebo causou isso.


PROMISSOR

Os resultados são "seguros, benéficos e promissores", diz o neurologista Henrique Ballalai Ferraz, da Unifesp. "Abre um rumo para que nos novos estudos sejam testados com mais pessoas. O caminho é por aí."

Ferraz afirma que a terapia genética poderá até substituir os atuais procedimentos cirúrgicos. "É menos invasiva e mais natural", compara.

Para Carlos Roberto de Mello Rieder, do departamento científico de transtornos do movimento da Academia Brasileira de Neurologia, falta comparar a eficácia dessa terapia com as tradicionais.

"O estudo mostrou um avanço. O próximo passo é checar se ele recupera mais do que o que já existe."

Para a neurologista Patrícia de Carvalho Aguiar, do setor de transtornos dos movimentos da Unifesp, o melhor é que a terapia se mostrou segura, mas falta provar a durabilidade dos efeitos.

domingo, 13 de março de 2011

MUSICOTERAPIA E A DOENÇA DE PARKINSON

Este livro tem primeiramente uma abordagem sobre as diferenças entre a doença de Parkinson e o Parkinsonismo, com o objetivo de mostrar ao leitor de uma maneira geral, todas as complicações físico-bio-psico-sociais que a doença acarreta ao indivíduo. Como pudemos observar atendimentos praticados na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo, o paciente chega desanimado, deprimido, com a autoestima muito comprometida. Em seguida, foi feito um estudo sobre o que é a autoestima, para que se compreenda como podemos provocar mudanças para melhor no paciente com Parkinsonismo. Depois, realizamos uma pesquisa sobre as aplicações da Musicoterapia, e em que ela poderia auxiliar para aumentar a autoestima dessa população. A quase inexistência de pesquisas sobre este tema e a grande possibilidade da Musicoterapia ser inserida como coadjuvante no tratamento de pessoas com Parkinsonismo junto com outras terapias, foi a mola propulsora para a realização deste trabalho. Estamos também desenvolvendo e aplicando uma nova técnica de tratamento para esses pacientes que denominamos “Estimulo Ritmo-Corporal”, obtendo resultados surpreendentes. Para complementar, contamos com um trabalho especializado do Dr. Celso Luiz Gonçalves dos Santos Jr, doutorando em Distúrbios da Comunicação. Com um sentimento condizente e congruente com as responsabilidades que um indivíduo nessas condições acima citadas exige, fica a esperança que este trabalho seja útil a outros estudantes e pessoas interessadas no assunto.
Por: Gerson Jaime Cavalieri

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PETIÇÃO GLOBAL SOBRE DOENÇA DE PARKINSON

No último congresso mundial sobre a Doença de Parkinson, realizado em Setembro último, na Escócia, foi lançada uma Petição Global sobre a Doença de Parkinson. Esta petição chama a atenção para as fragilidades da Doença de Parkinson e tem como objetivo lançar um apelo aos governos, agências de saúde do sistema das Nações Unidas e organizações não-governamentais de doentes em todo o mundo.

Temos até o momento 3697 assinaturas do mundo todo, mas no Brasil apenas 51 assinaturas. Essa petição tem imenso valor para nós, portadores de DP, pois vem renovar nossas esperanças nas pesquisas, para que possamos ter uma vida com menos limitações, e quem sabe, nosso desejo profundo, a cura.

Por isso volto ao assunto, refazendo meu apelo, para que nos ajudem nesta luta. Peço que leiam e assinem a peticão.

Para ler e assinar a petição: http://www.parkinsonspledge.org/

Há um link no final da página para a assinatura:

Clincando no Link aparecerá o formulário. Abaixo segue modelo.



Mesmo mudando o idioma, a página para assinatura está em inglês

Aos interessados em saber mais sobre essa doença e conhecer a ABP, Associação Brasil Parkinson: http://www.parkinson.org.br/

Vamos continuar juntos nesta caminhada, somando esperanças e multiplicando solidariedade.

Abraços fraternos, *TT.

Nota: dúvidas – simplesmentetete@gmail.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

PETIÇÃO GLOBAL SOBRE DOENÇA DE PARKINSON

No último congresso mundial sobre a Doença de Parkinson, realizado em Setembro último, na Escócia, foi lançada uma petição Global sobre a Doença de Parkinson. Esta petição chama a atenção para as fragilidades da Doença de Parkinson e tem como objectivo lançar um apelo aos governos, agências de saúde do sistema das Nações Unidas e organizações não-governamentais de doentes em todo o mundo.

A Petição, que é apresentada em várias línguas, entre elas o português, refere o seguinte:

Bem-vindo à realização do Congresso Mundial Parkinson 2010, reunindo um dos grupos de maior e mais diversificado número de pessoas com Parkinson e cuidadores, cientistas e outros profissionais de saúde, oficiais e organizações não-governamentais (ONGs), já convocada para discutir e investigar a Doença de Parkinson(DP) questões relacionadas a viver com Parkinson;

- reconhecer com respeito e gratidão a importância e originalidade da Declaração Mundial sobre a Doença de Parkinson, iniciado em Genebra, Suíça, em 26-27 maio de 1997 pelo Grupo de Trabalho da Organização Mundial de Saúde Grupo de Doença de Parkinson, mais tarde assinado por representantes da OMS em seis regiões;

- acreditamos que a Declaração Global fornece uma base sólida sobre a qual construir níveis adicionais de aspiração para a comunidade de Parkinson no mundo todo, inclusive chamando os governos e as instituições de financiamento privado para ajudar a custear os compromissos de (1) o apoio à ciência que nos conduzirá para a cura, e (2) que presta os cuidados que vão garantir aquelas que lutam hoje de Parkinson com a melhor qualidade de vida possível;

- reconhecer que a DP é uma das condições mais debilitantes, socialmente perturbadores e onerosos neurodegenerativas no mundo de hoje, e que aqueles que vivem com ela a enfrentar sérios problemas com o movimento e outras funções que agravará à medida que a doença progride;

- saber que a DP apresenta enormes custos sociais e económicos para os indivíduos, famílias, comunidades e nações - os custos que inevitavelmente irão subir durante as próximas décadas como as idades da população mundial;

- acreditar que os avanços científicos obtidos até à data, e os avanços que será possível graças a um maior investimento em neurociências ao longo dos anos seguintes, servirá de base tanto para a melhoria significativa na gestão da DP e para um reforço significativo da nossa esperança para a cura.

Por isso, apelamos aos governos, agências de saúde do sistema das Nações Unidas, e organizações não-governamentais (ONG) de doentes em todo o mundo, para:

- Aumentarem os investimentos no avanço da neurociência básica e aplicada, e a ciência da DP, em particular, para identificar a(s) sua(s) causa(s), para garantir melhores tratamentos, tanto sintomáticos e modificadores da doença, e, finalmente, para encontrar a sua cura;

- Activamente encorajar a inovação e a colaboração entre instituições académicas e de pesquisa e o sector comercial, de modo que o dinheiro investido é usado de forma eficaz e os avanços científicos sejam rapidamente traduzidas para terapias disponíveis;

- Incentivar e educar as pessoas com Parkinson, familiares e cuidadores a envolver-se activamente na comunidade de Parkinson e de contribuir e aplicar seus conhecimentos específicos, experiência e senso de urgência para a agenda de Parkinson no mundo inteiro;
- Utilizar todos os recursos disponíveis - incluindo os governos, as autoridades reguladoras, ONG e outras organizações - para entender melhor as necessidades das pessoas que vivem com doenças crónicas, degenerativas, neurológicas e de seus familiares e cuidadores, e utilizar esse conhecimento para fortalecer e melhorar a integração sistemas de tratamento, cuidados e apoio;

- Investir especial atenção e recursos para a condição de países emergentes, onde as necessidades das pessoas com condições crónicas como a DP são muitas vezes nsubstituídos por concorrentes necessidades de saúde social, e onde os recursos disponíveis são muito rudimentares e inadequadas para a tarefa.

- Além disso, acreditamos na dinâmica criada pelo 2º Congresso Mundial de Parkinson e comprometemo-nos a trabalhar juntos para construir um movimento global de Parkinson, concebido para elevar a doença de Parkinson como uma prioridade de saúde, questão social e económica em todo o mundo. Como primeiro passo, lançamos uma rede global de comunicações de Parkinson para aumentar a colaboração e a ligação entre as ONG de Parkinson relacionados em todo o mundo.

Pode encontrar este petição em http://www.parkinsonspledge.org/

Ao escolher a língua portuguesa irá encontrar o texto acima descrito e as informações necessárias para assinar a mesma.

sábado, 17 de abril de 2010

Depressão da Doença de Parkinson

O doente Parkinsónico tem que ser considerado como um todo. Quer isto dizer que não podemos dividir os problemas físicos para um lado e psicológicos para o outro. O tratamento tem que ser bem ponderado de forma a tomar todos os aspectos em linha de conta. Pode ainda acrescentar-se que a família carece, também ela, muitas vezes de apoio que o médico deve saber identificar. A partilha das queixas, nas Associações ou outras formas de convívio, pode funcionar muito bem como apoio terapêutico para os doentes e familiares para quem a doença veio alterar, a meio da vida, de forma dramática, um equilíbrio afectivo construído ao longo de alguns anos. A qualidade de vida, em toda a sua expressão, como objectivo fundamental deve ser o orientador da aproximação terapêutica.

Leia matéria completa no link abaixo:
Fonte: [Associação Portuguesa dos doentes de Parkinson]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Depressão é uma doença que exige tratamento

Depressão é uma doença como outra qualquer que exige tratamento, compromete o corpo, o estado de humor e o pensamento, afeta o julgamento (senso crítico) e o comportamento social, caracteriza-se por uma combinação de sintomas que interferem na capacidade de trabalhar, dormir, alimentar-se e desfrutar de atividades anteriormente consideradas agradáveis pela pessoa.

A depressão de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa,afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física.

SINTOMAS DE DEPRESSÃO

Nem todas as pessoas com depressão apresentam todos os sintomas relacionados a seguir. Algumas apresentam poucos, outras, muitos. A gravidade dos sintomas também varia de indivíduo para indivíduo.
- Alterações do apetite e do sono.
- Inquietação, irritabilidade, impaciência.
- Idéias de morte ou suicídio; tentativas de suicídio.
- Tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio.
- Diminuição da energia; fadiga, sensação de desânimo.
- Dificuldade para concentrar-se, recordar e tomar decisões.
- Sentimentos de desesperança, pessimismo, culpa, inutilidade, desamparo.
- Dificuldade para começar a fazer suas tarefas ou de terminar as coisas que começou.
- Perda do interesse em atividades que anteriormente causavam prazer, incluindo a atividade sexual.
- Sintomas físicos e persistentes que não respondem a tratamento; por exemplo: dor de cabeça, distúrbios digestivos e dor crônica.

CAUSAS DA DEPRESSÃO

Considerada como um dos males do século, a depressão não é causada por apenas um fator. Provavelmente é conseqüência da combinação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, ambientais e sociais, entre outros.

TRATAMENTO

O tratamento depende da gravidade dos sintomas. Basicamente, é feito com psicoterapia e antidepressivos. Normalmente, os medicamentos demoram de 10 a 15 dias para surtir efeito. Além disso, a terapia com remédios deve durar no mínimo seis meses. O tratamento ideal deve ser aceitável pela maioria dos pacientes, ser previsivelmente eficaz e produzir mínimos efeitos adversos.

O paciente deve sempre ser muito bem orientado sobre os passos, o tipo e a natureza do tratamento a que está sendo submetido. Ele deve saber sobre a natureza dos medicamentos, suas ações e efeitos adversos, sobre o tempo previsto para sua ação terapêutica, bem como a previsão de tempo de uso.

O tratamento eficaz deve:
• eliminar os sintomas;
• melhorar o funcionamento ocupacional, interpessoal e conjugal;
• reduzir o potencial de suicídio;
• racionalizar recursos (reduzir o uso de serviços de saúde);
• melhorar a evolução a longo prazo.


[link]

domingo, 29 de março de 2009

Sexo e DP pode? Pode sim! [Parte II]


Voltando ao assunto a que me propus falar, percebo que aqui se abre uma lacuna. Fala-se com o médico sobre a alimentação, atividade física, prisão de ventre, problemas de fala, deglutição, tremores e rigidez, dores musculares, depressão, mas quase nunca se fala sobre a nossa sexualidade.

Por que? Por medo ou vergonha? Medo de que? Medo de falar sobre nossos desejos, nossos sentimentos? Somos adultos e temos direito a ter uma vida completa com nossos parceiros. Vergonha porque? A sexualidade faz parte da vida adulta, como faz parte à alimentação, a respiração: sexo é também da natureza humana, desde o Homo sapiens.

Século XXI: sexo ainda é um tema que causa inibição, e há muito que não deveria ser assim. Falava ainda esta semana com uma amiga sobre sexo na adolescência. Ela disse ter encontrado preservativos no quarto do filho de 17 anos e não sabia como falar sobre o assunto com ele. Como tenho filhos mais velhos ela veio pedir um aconselhamento. Parece que alguns pais não se sentem ainda à vontade para expor a questão aos seus filhos, porque também não tiveram essa orientação.

Falar sobre sexo na adolescência é algo delicado, tanto quanto na maturidade. Devemos abordar o assunto de modo claro e responsável. Se não sabemos como fazê-lo, um caminho seguro, penso eu, é procurar um profissional da saúde, um médico da família ou um profissional de nossa confiança. O médico está em seu consultório para atender seu paciente e orientá-lo da melhor forma possível, seja para orientar nossos filhos, netos, ou para nossa própria informação.

Percebo que a sexualidade para pessoas portadoras de deficiência física, na terceira idade, ou pessoas com problemas de saúde ainda é tida como coisa não muito apropriada. Mas é. Sexo não tem prazo de validade desde que haja consenso entre os parceiros, desde que tenham desejo e disponibilidade para explorar o próprio corpo.

Comentei no Chat que sexo não se faz com uma única parte de corpo, mas com o corpo inteiro, e vou além, faz-se também com a alma porque eu vinculo o sexo ao amor, ao carinho, à atenção. O sexo não começa propriamente na cama, mas pode ter início num olhar, num afago feito na face do parceiro [a], num sorriso que vem iluminado pelo desejo de ter a companhia um do outro.

"Uma vida sexual prazerosa traz uma série de benefícios à saúde mental, cardiovascular e até imunológica. Vive-se mais e com mais alegria. [...] A qualidade da vida sexual é um termômetro de bem-estar. Tanto que se tornou uma das medidas de qualidade de vida de uma pessoa, segundo a Organização Mundial de Saúde”.[John P. Mulhall]
[leia mais]

A Disfunção erétil é uma questão a ser discutida. Encontrei num site a seguinte afirmação: “A DP em si pode causar disfunção sexual, normalmente uma incapacidade para manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória”. Fiquei perplexa ao ler isso. Afinal qual é o conceito de “sexo satisfatório?” O que pode ser satisfatório na minha opinião pode não ser satisfatório para outras pessoas e vice-versa. Quem pode descrever o que é ou deixa de ser satisfatório é o próprio casal. Mas a questão tem dois lados, o masculino e o feminino: se por um lado há problemas com ereção, por outro lado também pode haver problemas com dores no momento da relação. Há alterações físicas e fisiológicas que podem comprometer a sexualidade. Há alguns tratamentos que amenizam ou eliminam o problema. A orientação médica é sempre bem vinda e na minha opinião é sempre o caminho mais adequado.

Agora faço aqui um questionamento: -se não há penetração, acabou-se a vida sexual? Certamente que não! Há muitas outras formas de obter prazer. Se estamos passando por transformações físicas ou fisiológicas, igualmente nossa mente terá que passar por algumas transformações. Se o conceito de “sexo satisfatório” for apenas de “ereção/penetrtação/orgasmo”, certamente haverá uma perda imensa de outras sensações igualmente ou até mais prazerosas. Se a mente pensa que a única forma de sexo é esta, então todo o resto é desnecessário. Não creio que devemos direcionar todas as nossas energias para o orgasmo e sim para as muitas outras sensações! E eu recuso-me a pensar que uma relação sexual se limita a dez ou doze segundos de orgasmo.

[continua 3a. feira]

segunda-feira, 23 de março de 2009

ALIMENTAÇÃO CORRETA

A matéria é de 2001, mas vale a pena informar-se.

Os tremores e a dificuldade de locomoção que o portador do mal de Parkinson enfrenta podem ser amenizados com alimentação adequada. É o que mostra o livro A alimentação a doença de Parkinson, o primeiro do gênero no país. O manual dá dicas de como uma simples dieta ajuda a evitar algumas complicações da doença.

A REGRA NÚMERO UM É BALANCEAR A INGESTÃO DE ALIMENTOS PROTÉICOS, COMO A CARNE, O LEITE E OS OVOS, POIS COMPETEM DENTRO DO ORGANISMO COM O PRINCIPAL MEDICAMENTO RECOMENDADO AOS DOENTES, O LEVODOPA. Este é um precursor da dopamina, neurotransmissor responsável pela transmissão dos impulsos nervosos envolvidos nas funções motoras. Os portadores de Parkinson têm uma deficiência deste neurotransmissor, o que leva à perda do controle sobre os movimentos.

“Quando chegam ao tubo digestivo, as proteínas são quebradas em unidades menores, os aminoácidos. O levodopa também é formado de aminoácidos”, diz a nutricionista Maria de Fátima Marucci, da Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo, uma das três autoras do livro. “POR ISSO, SE OS ALIMENTOS PROTÉICOS COMO A CARNE SÃO CONSUMIDOS EM EXCESSO, OS AMINOÁCIDOS DESSES ALIMENTOS PASSAM A COMPETIR COM OS AMINOÁCIDOS DO LEVODOPA”, explica.

O resultado é que as células absorvem menos os aminoácidos do levodopa, diminuindo o efeito do remédio. Maria de Fátima recomenda ainda que os alimentos que contêm proteínas sejam consumidos à noite. “Como o paciente vai dormir em seguida, não há muito problema se os tremores não forem controlados devidamente”, diz.

Outro conselho da nutricionista, que trabalhou com as pesquisadoras, Estefânia Pereira e Cláudia Farhud, também da USP, é DAR PREFERÊNCIA ÀS FRUTAS E VERDURAS. “Os portadores de Parkinson costumam se queixar de prisão de ventre. Não se sabe se ela deriva da doença em si ou se é agravada pela reação a algum medicamento, mas o consumo de fibras ameniza este problema”. BEBER MUITO LÍQUIDO – NO MÍNIMO DOIS LITROS POR DIA – TAMBÉM AJUDA O INTESTINO A FUNCIONAR NORMALMENTE.

Maria ressalta que os ALIMENTOS MAIS CALÓRICOS, EM ESPECIAL A GORDURA E OS CARBOIDRATOS (COMO PÃES E MASSAS), TAMBÉM CONTRIBUEM PARA O BEM-ESTAR DO PACIENTE. Um dos primeiros sintomas de quem sofre de mal de Parkinson é a perda de peso.

Apesar de o paciente geralmente abandonar a prática de exercícios, pois não consegue andar direito, os constantes tremores fazem o organismo consumir muita energia, Além disso, pela própria dificuldade de locomoção, há uma tendência de o paciente deixar de cozinhar ou sair para fazer compras de mercado. “Nem todos têm uma pessoa da família ou um acompanhante para fazer a comida”, lembra Maria de Fátima.

A vaidade é outra inimiga da boa alimentação. A nutricionista conta que uma de suas pacientes se recusava a comer quando tinha uma festa, pois o remédio conseguia controlar melhor os tremores. “Não havia competição entre os aminoácidos. Com isso, o efeito do medicamento era maior.”

Tratamento: não existe cura para a doença. As células danificadas não podem ser repostas, pois não conseguem se multiplicar. Remédios que controlam os movimentos involuntários são fundamentais. O levodopa é o principal, pois supre parte da deficiência de dopamina. ACOMPANHAMENTO NEUROLÓGICO, SESSÕES DE FISIOTERAPIA E FONOAUDIOLOGIA, ALÉM DE ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL E TERAPIA OCUPACIONAL TAMBÉM SÃO INDICADOS.

FOI POR ESSAS E OUTRAS QUE AS NUTRICIONISTAS RESOLVERAM ESCREVER O LIVRO, DISTRIBUÍDOS GRATUITAMENTE PELA ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON, EM SÃO PAULO. O MANUAL TAMBÉM PODE SER ADQUIRIDO PELO TELEFONE.

ENDEREÇO ABP:
Sede Social: Av. Bosque da Saúde, 1155, São Paulo - SP, CEP: 04142-092.
Telefone: 011) 2578-8177


http://www.gastronomiabrasil.com/Nutricao_e_Saude/Setembro_2001.htm

Um pouco mais sobre a técnica idealizada por Nicolelis


[...]
A técnica, idealizada por Nicolelis e desenvolvida pelo chileno Romulo Fuentes, consiste em conectar um pequeno eletrodo [uma lâmina de metal] na coluna dos animais e ligá-lo a uma bateria que dispara impulsos elétricos com uma frequência controlada.

Nos roedores, a estratégia conseguiu reverter os sintomas de Parkinson, doença degenerativa que afeta a habilidade motora das pessoas e causa tremores.

Como a aplicação de eletrodos na medula já se provou segura para tratamento de dor crônica em humanos, o uso da técnica contra Parkinson pode sair da fase experimental para a clínica mais rápido. E, a partir de agora, as pesquisas provavelmente serão feitas no Brasil.
[...]

Dose reduzida
Outra vantagem do novo tratamento, diz Nicolelis, é que ele permite prolongar a eficácia da L-dopa, a droga usada para barrar os sintomas da doença nos estágios iniciais. O grande problema da L-dopa é que ela perde a eficácia à medida que o paciente a ingere.
Mas, quando foi usada em conjunto com a estimulação elétrica da medula, melhorou ainda mais o estado dos roedores, mesmo com a dose da droga reduzida em 80%.

[LEIA A MATÉRIA COMPLETA - CLIQUE AQUI - ]