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sexta-feira, 3 de junho de 2011

FARMACOLOGIA E BENEFÍCIOS DO ALECRIM

Revista Brasileira de Nutrição Funcional

Ano 11 - Edição nº 48 - Abril de 2011


O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é uma erva medicinal bem conhecida e amplamente utilizada em todo o mundo, tanto como tempero quanto como ingrediente de bebidas e produtos farmacêuticos. Pertencente à família Lamiaceae, a planta é utilizada na medicina popular desde a Antiguidade como digestivo, tônico, diurético e em diversas outras situações. O principal composto encontrado no extrato solúvel de alecrim é o ácido rosmarínico, enquanto que, no extrato não solúvel, os principais compostos são o ácido carnósico e o carnosol.
No óleo essencial da planta são encontrados principalmente cânfora, alfa-pineno e 1,8-cineol. Quanto ao teor de minerais, destacam-se K+, Ca2+, Na2+, Mg2+ e P. Em relação à farmacologia do ácido rosmarínico, há evidência de que o mesmo seja degradado pela microbiota intestinal; no entanto, existem poucos estudos sobre o processo e os microrganismos envolvidos na degradação. Pesquisas sugerem que o composto seja absorvido, conjugado e metilado após sua ingestão, atingindo uma concentração máxima no plasma 30 minutos após o consumo. Dentre os benefícios do alecrim, destacam-se as intensas atividades antioxidante e anti-inflamatória, que justificam seus efeitos em diversas patologias. A erva possui, ainda, efeitos analgésico, antimicrobiano, antifúngico, colerético, hepatoprotetor, anticarcinogênico, antiulcerogênico, diurético, além de efeitos no sistema nervoso central. Poucos estudos relatam efeitos adversos do alecrim; no entanto, alguns estudos em ratos demonstram efeito embriotóxicos. Apesar de o alecrim apresentar uma grande variedade de efeitos benéficos orgânicos, a maioria das pesquisas foi realizada in vitro ou em animais, sendo necessários estudos em humanos que comprovem sua eficácia em diversas patologias, bem como a dose segura a ser utilizada, a melhor via de administração, além dos possíveis efeitos adversos, especialmente quando o uso for de longo prazo.
Precauções: Seguro como planta medicinal, o óleo essencial é contra-indicado por via interna durante a gravidez e em crianças até aos seis anos.

Leia também:

Estudos comprovam que, ao trabalhar ou estudar em uma sala com aroma de alecrim, as pessoas melhoram seu desempenho em testes de memória e ficam mais alertas, relaxadas e felizes.

“No cérebro, ela inibe a degradação dos neurotransmissores serotonina, dopamina e norodrenalina, responsáveis pela sensação de bem-estar”, esclarece. Vale reforçar que, por agir no sistema nervoso central, o uso indiscriminado é contraindicado.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Depressão na velhice

Para algumas pessoas a velhice é sinônimo de solidão e impotência, para outras...

“É um prazer envelhecer e saber que estou envelhecendo. Para mim é um prazer chegar aos noventa anos de idade”, afirma o músico Benedito Maciel.

Nem todo mundo pensa assim. E a conseqüência disso é a depressão na terceira idade.

“Principalmente o isolamento social que acontece com o envelhecimento, com a terceira idade, a própria aposentadoria também é um dos fatores de risco que leva a depressão e a solidão, a própria inatividade física também pode levar a depressão do idoso e a própria limitação funcional, seja por uma doença tipo artrose ou AVC, problemas de diabetes e hipertensão são algumas doenças que podem levar o idoso a ter depressão”, explica o médico João Dehon.

Nessa fase a presença da família é fundamental.

Segundo João Dehon, “A família exerce a função de estar ao lado, às vezes, a presença de um filho ou a presença de um ente querido, a conversa, levar para passear e tirar de casa, tudo isso é função da família que o médico acaba não fazendo, porque o médico acaba fazendo mais o tratamento psicoterápico, o tratamento medicamentoso, mas esse tratamento de suporte também é bastante importante, principalmente, tirar o paciente dentro de casa, levar para ter uma atividade social, inserir esse paciente em um grupo de idosos, ter uma atividade ocupacional, mudar o estilo de vida do paciente deprimido, além do tratamento medicamentoso”. , o controle de uma alimentação equilibrada e a participação em grupos de atividades para idosos podem afastar a doença.

Atitudes como a prática de atividade física, o controle de uma alimentação equilibrada e a participação em grupos de atividades para idosos podem afastar a doença.

“Eu não tenho uma doença na minha vida. Estou tranqüilo como tem um homem de trinta anos com saúde. Me sinto feliz”, diz o funcionário público Marcos dos Santos.

Fonte: Viver Bem/Unimed

segunda-feira, 26 de julho de 2010

INSÔNIA [5]



INSÔNIA

A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final.

O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial.

Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.

INSÔNIA PODE SER TRATADA COM MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER PRESCRITOS PELO MÉDICO. NÃO SE AUTOMEDIQUE.

CAUSAS
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.

RECOMENDAÇÕES
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:

•Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;

•Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;

•Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;

•Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;

•Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;

•Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;

•Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;

•Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;

•Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;

•Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.

•Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;

•Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;

•Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;

•Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;

•Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.

ADVERTÊNCIA
Insônia crônica requer avaliação profissional. É indispensável descobrir o que está causando essa dificuldade para dormir, pois a ausência do sono reparador pode prejudicar a saúde física e mental dos indivíduos. Por isso, não é à toa que torturadores impedem que o acusado durma quando querem arrancar deles uma confissão.

Fonte: DRAUZIOVARELLA.com.br

domingo, 25 de julho de 2010

INSÔNIA [4]

QUEM SOFRE DE INSÔNIA?
Insônia ocorre em homens e mulheres de todas as idades, porém parece ser mais comum no sexo feminino (especialmente depois da menopausa) e em idosos. A capacidade de dormir, e não a necessidade de sono, parece diminuir com a idade.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução

COMO A INSÔNIA É DIAGNOSTICADA?
Pacientes com insônia são avaliados com a ajuda dos históricos médico e de sono. O histórico de sono pode ser obtido com um diário preenchido pelo paciente ou por entrevista com o parceiro de cama com relação à sua quantidade e qualidade de sono. Investigações especializadas do sono pode ser recomendadas, porém somente se houver suspeita de que o paciente possa ter desordens de sono primárias como narcolepsia ou apnéia do sono.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução


COMO É O TRATAMENTO DE INSÔNIA?

Insônia transiente e intermitente podem não requerer tratamento, uma vez que os episódios duram apenas alguns dias. Por exemplo, se a insônia for decorrente de mudanças de horários como conseqüência de "jet lag", o relógio biológico da pessoa geralmente voltará ao normal por si mesmo. Porém, para algumas pessoas que vivenciam sonolência durante o dia e têm performance afetada como resultado de insônia transiente, a utilização de comprimidos para dormir de curta ação pode melhorar o sono e atenção no dia seguinte. Como todos os medicamentos, há efeitos colaterais potenciais. O uso de remédios para insônia sem prescrição médica não é recomendado.

Tratamento para insônia crônica consiste de:

- Primeiro, diagnosticar e tratar problemas médicos ou psicológicos que possam estar ocasionando a insônia.

- Identificar comportamentos que podem piorar a insônia e interrompê-los ou reduzi-los.

- Possível uso de remédios para dormir, embora a utilização a longo prazo seja controversa. Um paciente usando qualquer remédio para dormir deve estar sob a supervisão de um médico que avaliará de perto a eficiência e minimizará os efeitos colaterais. Em geral, esses medicamentos são prescritos na dose mínima e no menor período de tempo necessário para aliviar os sintomas relacionados à falta de sono. Para alguns desses remédios, a dose deve ser gradualmente diminuída, uma vez que uma parada abrupta poderia ocasionar a volta da insônia por uma noite ou duas.

- Experimentar técnicas comportamentais para melhorar o sono, como terapia de relaxamento, terapia de restrição de sono e recondicionamento.

Terapia de relaxamento. Há técnicas específicas e efetivas que podem reduzir ou eliminar a tensão corporal e ansiedade. Como resultado, a mente da pessoa é capaz de ficar quieta, os músculos podem relaxar e pode ocorrer o sono repousante. Geralmente é preciso muita prática para aprender essas técnicas e alcançar a relaxação efetiva.

Restrição de sono. Algumas pessoas sofrendo de insônia gastam muito tempo na cama tentando sem sucesso dormir. Essas pessoas podem se beneficiar de um programa de restrição de sono que primeiramente permite apenas algumas horas de sono durante a noite. Gradualmente o tempo é aumentado até que seja alcançada um noite normal de sono.

Recondicionamento. Outro tratamento que pode ajudar algumas pessoas com insônia é recondicioná-las para associar a cama e o horário de dormir com o sono. Para a maioria das pessoas, isso significa não usar sua cama para nenhuma outra atividade além de sexo e dormir. Como parte do processo de recondicionamento, a pessoa é geralmente aconselhada para ir para a cama somente quando estiver com sono. Se não for capaz de dormir, a pessoa é orientada a levantar e só voltar para a cama quando estiver com sono. A pessoa também deve evitar sonecas. Eventualmente, o corpo será condicionado a associar a cama e horário de dormir com o sono.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução

sexta-feira, 23 de julho de 2010

INSÔNIA [3]

INSÔNIA CRÔNICA é mais complexa e geralmente resulta de uma combinação de fatores, incluindo os decorrentes de desordens físicas ou mentais. Uma das causas mais comuns de insônia crônica é a depressão. Outras causas incluem artrite, doença nos rins, problema no coração, asma, apnéia, narcolepsia, síndrome das pernas inquietas, mal de Parkinson e hipertiroidismo. Porém, insônia crônica pode ser devida a fatores de estilo de vida, incluindo o mal uso de cafeína, álcool e outras substâncias; estresse crônico; e ciclos quebrados de sono/despertar como por exemplo em conseqüência de trabalho noturno ou em turnos.

Adicionalmente, os comportamentos a seguir têm mostrado perpetuar a insônia em algumas pessoas:
- Expectativa e preocupação de ter dificuldade para dormir.
- Ingestão de quantidade excessiva de cafeína.
- Beber álcool antes do horário de dormir.
- Fumar cigarro antes do horário de dormir.
- Soneca excessiva de manhã ou de tarde.
- Horários de dormir/acordar irregulares ou continuamente alterados.

Esses comportamentos podem prolongar a insônia existente ou ser responsáveis pelo seu aparecimento. Interromper esses comportamentos pode eliminar a insônia.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução

quinta-feira, 22 de julho de 2010

INSÔNIA [2]

O QUE CAUSA A INSÔNIA?

Certas condições parecem tornar indivíduos mais susceptíveis à insônia. Exemplos destas condições incluem:

- Idade avançada (insônia ocorre mais freqüentemente depois dos 60 anos).
- Sexo feminino.
- Histórico de depressão.

Caso outras condições (como estresse, ansiedade, problema médico ou uso de alguns medicamentos) ocorram junto com as listadas acima, há maior probabilidade de insônia.

Há varias causas de insônia, sendo que a transiente e intermitente geralmente ocorrem em pessoas que estão temporariamente vivenciando uma ou mais das situações abaixo:

- Estresse.
- Ambiente barulhento.
- Mudanças no ambiente ao redor.
- Problemas no horário de dormir/acordar como aqueles decorrentes de "jet lag".
- Efeitos colaterais de medicamentos.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução

quarta-feira, 21 de julho de 2010

INSÔNIA

O QUE É INSÔNIA?

Insônia é a percepção ou queixa de sono inadequado, ou de baixa qualidade, por causa das seguintes razões:
- Dificuldade em cair no sono
- Levantar freqüentemente durante a noite com dificuldade de voltar a dormir
- Acordar muito cedo
- Sono não restaurador

Insônia não é definida pela quantidade de horas que uma pessoa dorme ou quanto tempo leva para cair no sono. Indivíduos geralmente variam em suas necessidades de sono. Insônia pode causar problemas durante o dia como cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Insônia pode ser classificada como transiente (curto-prazo), intermitente (vem e vai), e crônica (constante). Insônia que dura desde uma noite até algumas semanas é classificada como transiente. Caso os episódios de insônia transiente ocorram de tempos em tempos, classifica-se como intermitente. A insônia é considerada crônica se ocorre na maioria das noites e dura mais de um mês.

Fonte: Blog Não Há Problema Sem Solução

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Artesanato pode ser uma forma de vencer depressão

Hélio Rodrigues, artesão que faz parte do Programa de Artesanato Mato-grossense, comandado pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme/MT) em parceria com o Serviço de Apoio Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT), vence depressão e supera limites da doença de Parkinson.

Hélio é aposentado por motivo da doença Parkinson e desde então ficou depressivo. Mas eí ele descobriu no artesanato uma forma de superar da doença, de complementar a renda e uma terapia para a depressão. Ele confecciona gamelas de variados tamanhos, pilão, frutas e canecas de madeira. Uma novidade que ele passou a fazer são desenhos nos produtos, o que o ajuda na coordenação motora.

Assim como Hélio, mais duas pessoas que fazem parte do Programa de Artesanato da Sicme no município de Pontes e Lacerda vêm vencendo a depressão ao confeccionar bonecas de barro de variados modelos, formas, cores e tamanhos e alguns bichos do pantanal.

Fonte: Gazeta Digital

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Como detectar o envelhecimento [parte 5]

Depressão na velhice

Depressão na terceira idade é algo muito comum, ainda que não seja um processo natural do envelhecimento. Muitos idosos não são diagnosticados com depressão, porque seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças que aparecem nessa fase da vida.

Quais as diferenças entre a depressão que atinge jovens e a que atinge idosos?
A depressão em pessoas mais velhas freqüentemente coexiste com outras doenças. Além disso, o avanço da idade é geralmente acompanhado de perda de pessoas chaves da vida dos idosos como esposas, maridos, irmãos, pais. Muitas pessoas também se mudam de casa ou passam a morar em clínicas. Como é normal esperar que os idosos reduzam seu ritmo de vida e passem a fazer menos atividades e a terem menos interesse, médicos e familiares podem deixar passar uma doença psiquiátrica mais séria, como a depressão.

Essa doença tende a durar mais em idosos. A depressão também dobra os riscos de eles terem problemas cardíacos e reduz a capacidade de se recuperar de doenças. Idosos com depressão também correm mais risco de suicidar-se do que jovens adultos e adolescentes. Por isso é importante ter certeza de que o idoso está tendo o tratamento correto.

Quais os fatores de risco para depressão em idosos?

Alguns fatores que aumentam o risco de depressão nessa idade:
- Ser mulher
- Ser separado(a)
- Passar por eventos estressantes
- Ter doenças como: hipertensão, fibrilação arterial, diabetes, câncer
- Morar sozinho ou estar socialmente isolado
- Ter alguma dor crônica ou aguda
- Ter muito medo da morte


Pessoas que desenvolvem o primeiro episódio de depressão na velhice quase sempre apresentam pequenas áreas anormais no cérebro com minúsculas manchas que podem indicar que aquela parte do cérebro não está recebendo a quantidade suficiente de sangue. Isso pode aumentar as chances de se ter depressão, ainda que a pessoa não apresente nenhum dos sintomas acima mencionados.

Quais os tipos de tratamento para depressão em idosos?


Medicamentos antidepressivos: a maior parte dos antidepressivos age de forma igual em adultos mais jovens e em idosos. O problema é que os riscos de efeitos colaterais são maiores nos mais velhos. Também é comum que eles demorem mais tempo para fazer efeito e, como os idosos também são mais sensíveis, o médico provavelmente começará o tratamento com doses menores de remédio.

Psicoterapia: boa parte das pessoas depressivas acredita que a ajuda de familiares e amigos, o envolvimento com grupos de apoio e psicoterapia podem ser muito úteis. A psicoterapia é uma ótima opção para os pacientes que não querem tomar remédios ou que não podem fazê-lo devido aos efeitos colaterais.

Terapia eletroconvulsiva: é uma forma de tratamento utilizada nos casos de depressão profunda. Como alguns idosos também não podem tomar remédios tradicionais como antidepressivos, o médico pode indicar esse tipo de tratamento. Essa terapia causa uma convulsão generalizada no sistema nervoso central por meio de corrente elétrica.

Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A vida depois do mal de Parkinson

Muitos pacientes descobrem como conviver com as limitações geradas pela doença.

De repente, abotoar a camisa torna-se um fardo. A letra já não é mais tão redondinha e tarefas como escovar os dentes ou folhear uma revista demandam mais tempo do que o habitual. Também podem ocorrer momentos em que o corpo enrijece e a pessoa cai no chão, sem saber como foi parar lá. Reflexos lentos, andar arrastado, cãibras, tremores e movimentos desencontrados são realidades com as quais os portadores da doença de Parkinson precisam aprender a lidar.

As limitações e a certeza de que, por enquanto, o mal é incurável e progressivo costumam afetar emocionalmente os pacientes. "São quatro fases: negação, revolta, depressão e aceitação", explica o coronel Carlos Aníbal Pyles Patto, 63 anos, parkinsoniano há duas décadas e fundador da Associação Parkinson Brasília (DF). "Fala-se muito sobre a doença, mas pouco sobre os portadores", afirma. Para Patto, é fundamental mostrar que, mesmo com as dificuldades inerentes ao mal, é possível conviver bem com ele. "Costumo dizer que a doença é minha companheira de viagem, porque vai me acompanhar até a morte. Então, você tem de se dar bem com ela", ensina.

Viver pacificamente com o Parkinson é possível. "Como é uma doença do sistema nervoso central, que exige o uso de medicamentos, o primeiro passo é deixá-la bem controlada. Feito isso, dependendo do grau de gravidade, é indicada a avaliação de um fisioterapeuta, para verificar quais as limitações mais importantes e o que se pode fazer", explica o neurologista Henrique Braga, da Unidade de Neurologia e Psiquiatria do DF, no Hospital Anchieta. "Como é degenerativa, a doença vai avançando aos poucos, mas o medicamento tem como amenizar, e muito, os sintomas da doença. Por exemplo, uma pessoa que poderia estar acamada, sem andar, pode caminhar, fazer compras e se exercitar, caso use o medicamento", diz o médico.
Saiba mais:

Depressão atrapalha tratamento

Muitas demoram a aceitar a doença

Aprendendo a lidar com o problema


Fonte: Diário de Natal

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A respiração certa acalma a ansiedade e até alivia depressão

Inspirar e expirar corretamente é um antídoto contra o estresse

[...] "Aprendendo a controlar a respiração, damos fim a todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência (Editora Pensamento).

[...] "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar". A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar.

Sopre a ansiedade para longe
A receita é imbatível contra temores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo.

Respirações fortes e intensas
Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assuste caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo.

Não é lógico viver assim
Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude, existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescancia e calma.

Emoção demais, não há quem aguente
Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.


Fonte: Minha Vida

sábado, 17 de abril de 2010

Depressão da Doença de Parkinson

O doente Parkinsónico tem que ser considerado como um todo. Quer isto dizer que não podemos dividir os problemas físicos para um lado e psicológicos para o outro. O tratamento tem que ser bem ponderado de forma a tomar todos os aspectos em linha de conta. Pode ainda acrescentar-se que a família carece, também ela, muitas vezes de apoio que o médico deve saber identificar. A partilha das queixas, nas Associações ou outras formas de convívio, pode funcionar muito bem como apoio terapêutico para os doentes e familiares para quem a doença veio alterar, a meio da vida, de forma dramática, um equilíbrio afectivo construído ao longo de alguns anos. A qualidade de vida, em toda a sua expressão, como objectivo fundamental deve ser o orientador da aproximação terapêutica.

Leia matéria completa no link abaixo:
Fonte: [Associação Portuguesa dos doentes de Parkinson]

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Auto-ajuda durante a depressão

Os distúrbios depressivos fazem com que a pessoa se senta exausta, desvalorizada, desamparada e sem esperança. Estes pensamentos e sentimentos negativos fazem com que algumas pessoas queiram desistir de tudo. É importante compreender que a visão negativa faz parte da depressão e não reflete, de forma exata, sua condição. O pensamento negativo desaparece quando o tratamento começa a surtir efeito. Neste meio tempo, recomendam-se algumas atitudes:

• Não se imponha metas difíceis e nem assuma responsabilidades em excesso;

• Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabeleça algumas prioridades e faça apenas o que puder e do modo que puder;

• Não espere demais de si mesmo; isto só aumentará sua sensação de fracasso;

• Procure ficar com outras pessoas; geralmente é melhor do que ficar sozinho;

• Participe de atividades que possam fazer você se sentir melhor;

• Não exagere ou se preocupe se o seu humor não melhorar logo. Isso às vezes pode demorar um pouco;

• Leia bons livros, assista a filmes divertidos, ouça músicas alegres, isso ajuda a mandar embora os pensamentos negativos;

• Não tome grandes decisões, tais como mudar de emprego, casar-se ou divorciar-se sem consultar pessoas que o conheçam bem e que possam ter uma visão mais objetiva de sua situação. Resumindo, é aconselhável adiar decisões importantes até que sua depressão tenha desaparecido;

• Não espere que sua depressão passe de um momento para outro, pois isso raramente ocorre;

• Ajude-se o quanto puder e não se culpe por não estar "cem por cento";

• Tente educar seus pensamentos: pensou em coisa ruim, para tudo e começa de novo;

• Converse com as pessoas que gostam de você e vão poder ajudar com palavras de carinho e comentários favoráveis a respeito de sua dor;

• Melhore sua qualidade de vida: saia para caminhar, ver pessoas;

• Cuide de seu visual e de sua casa;

• Fale alto palavras positivas como alegria, felicidade, realização, paz, controle, amor, luz; elas são capaz de melhorar seu humor.

[link]

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A importância do relacionamento familiar na depressão

A depressão é uma condição médica tratável e conhecer bem esta desordem e seu tratamento irá ajudá-lo. Uma coisa importante que um membro da família pode fazer é fornecer apoio ao indivíduo deprimido. É natural esperar que os sintomas da depressão se resolvam imediatamente, mas é necessário reconhecer que o paciente irá progredir em seu próprio tempo. Não se deve chamar a atenção do paciente deprimido para seus desapontamentos. Os estudos mostram que o envolvimento e o apoio da família podem fazer diferença significante na evolução da doença.

A falta de esperança é comum na depressão e pode fazer com que o indivíduo deprimido pense que não há benefício em procurar um médico ou em tomar um medicamento. É fundamental ajudar a pessoa deprimida a seguir as orientações do médico.

Tentar ser paciente. Tratar a pessoa deprimida normalmente, mas não esconder que algo está errado. Geralmente, ela prefere que seu quadro não seja negado.

Geralmente, a depressão está relacionada com uma mudança no comportamento. A depressão também pode causar impacto nas relações familiares. Por exemplo, a doença geralmente é acompanhada por aumento das queixas conjugais. Esposos (as) com sues companheiros (as). De um modo geral, as interações entre pessoas deprimidas e seus cônjuges são caracterizadas por agressividade acima do normal.

Problemas conjugais parecem ter grande influência na evolução da depressão; no entanto, o apoio conjugal pode proporcionar uma melhora mais rápida e duradoura dos sintomas depressivos. De maneira semelhante, o apoio e a participação dos membros da família podem fazer grande diferença na diminuição dos sintomas da depressão. O tratamento conjunto pode ajudar os membros da família a lidar com seus sentimentos e reforçar o relacionamento.

A depressão também pode afetar a interação entre pais e filhos. As pesquisas mostram que pais deprimidos interagem mais dificilmente com seus filhos e podem dedicar menos tempos para eles.

As pessoas com depressão estão sob risco potencial de suicídio. Se um membro da família com depressão expressar pensamentos suicidas, chame seu psiquiatra imediatamente. Não entre em pânico nesta situação, não subestime ou espere a crise passar. Mantenha os canais de comunicação abertos, fazendo perguntas diretas e que expressem preocupação. Deixe a pessoa deprimida saber que a sua vida é muito importante e valiosa. Lembre-a de que estes pensamentos suicidas são sintomas de uma doença e que tratamentos eficazes estão disponíveis.

AJUDANDO AO DEPRIMIDO

A coisa mais importante que alguém pode fazer por uma pessoa deprimida é ajudá-la a se submeter a um diagnóstico e a um tratamento adequados. É importante encorajá-la a continuar se tratando até que os sintomas desapareçam (após várias semanas), ou a procurar um tratamento diferente, se não ocorrer melhora. Às vezes, pode ser necessário marcar uma consulta e acompanhá-la até o médico, bem como verificar se ela está tomando a medicação corretamente.

A segunda coisa mais importante é oferecer-lhe apoio emocional. Isto envolve compreensão, paciência e encorajamento. Procure conversar com a pessoa deprimida e escute-a com atenção. Não menospreze os sentimentos expressos, porém chame a atenção para a realidade e ofereça esperança. Referências a suicídio são importantes. Devem sempre ser relatadas ao médico.

Convide a pessoa deprimida para caminhadas, passeios e outras atividades. Insista delicadamente se seu convite for recusado. Encoraje a participação em atividades que anteriormente lhe proporcionavam prazer, como passatempos, esportes, atividades culturais ou religiosas, porém não a force a assumir rapidamente muita responsabilidade de uma vez. O deprimido necessita de distração e companhia, porém cobrar demais dele pode piorar-lhe a sensação de fracasso.

É muito importante discutir o progresso e os efeitos do tratamento abertamente com um profissional da área de saúde – médico da família, terapeuta – e também as maneiras adequadas para ajudar no tratamento, pois este pode oferecer sugestões a partir de um comportamento familiar específico.

BUSCANDO AJUDA E APOIO: Lidar com a depressão na família pode ser um grande desafio...mas pode também representar uma oportunidade de aproximação para aqueles que se amam e maior entendimento de suas vitórias e fraquezas. Quando um casal ou família trabalham em conjunto para eliminar momentos difíceis, todos se beneficiam. No caminho para a recuperação, o apoio e a ajuda de outras pessoas (que não familiares) podem ser de grande valor.

Fontes:
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[link2]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Depressão é uma doença que exige tratamento

Depressão é uma doença como outra qualquer que exige tratamento, compromete o corpo, o estado de humor e o pensamento, afeta o julgamento (senso crítico) e o comportamento social, caracteriza-se por uma combinação de sintomas que interferem na capacidade de trabalhar, dormir, alimentar-se e desfrutar de atividades anteriormente consideradas agradáveis pela pessoa.

A depressão de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa,afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física.

SINTOMAS DE DEPRESSÃO

Nem todas as pessoas com depressão apresentam todos os sintomas relacionados a seguir. Algumas apresentam poucos, outras, muitos. A gravidade dos sintomas também varia de indivíduo para indivíduo.
- Alterações do apetite e do sono.
- Inquietação, irritabilidade, impaciência.
- Idéias de morte ou suicídio; tentativas de suicídio.
- Tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio.
- Diminuição da energia; fadiga, sensação de desânimo.
- Dificuldade para concentrar-se, recordar e tomar decisões.
- Sentimentos de desesperança, pessimismo, culpa, inutilidade, desamparo.
- Dificuldade para começar a fazer suas tarefas ou de terminar as coisas que começou.
- Perda do interesse em atividades que anteriormente causavam prazer, incluindo a atividade sexual.
- Sintomas físicos e persistentes que não respondem a tratamento; por exemplo: dor de cabeça, distúrbios digestivos e dor crônica.

CAUSAS DA DEPRESSÃO

Considerada como um dos males do século, a depressão não é causada por apenas um fator. Provavelmente é conseqüência da combinação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, ambientais e sociais, entre outros.

TRATAMENTO

O tratamento depende da gravidade dos sintomas. Basicamente, é feito com psicoterapia e antidepressivos. Normalmente, os medicamentos demoram de 10 a 15 dias para surtir efeito. Além disso, a terapia com remédios deve durar no mínimo seis meses. O tratamento ideal deve ser aceitável pela maioria dos pacientes, ser previsivelmente eficaz e produzir mínimos efeitos adversos.

O paciente deve sempre ser muito bem orientado sobre os passos, o tipo e a natureza do tratamento a que está sendo submetido. Ele deve saber sobre a natureza dos medicamentos, suas ações e efeitos adversos, sobre o tempo previsto para sua ação terapêutica, bem como a previsão de tempo de uso.

O tratamento eficaz deve:
• eliminar os sintomas;
• melhorar o funcionamento ocupacional, interpessoal e conjugal;
• reduzir o potencial de suicídio;
• racionalizar recursos (reduzir o uso de serviços de saúde);
• melhorar a evolução a longo prazo.


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terça-feira, 13 de abril de 2010

Ansiedade... O humor determina sua saúde.

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, coordenado por Howard Friedman, constatou que a presença de emoções negativas constantes associadas à ansiedade duplica a propensão a uma extensa variedade de doenças.

Outra pesquisa foi realizada pela Associação Americana de Psiquiatria com um grupo de indivíduos que havia passado por experiências negativas, por longo período de tempo, expostos à fortes e tristes emoções (mulheres que haviam sofrido abuso sexual e veteranos de guerra). Realizou-se, nestas pessoas, ressonância magnética cerebral, criando imagens tridimensionais do cérebro para estudo da área responsável pela memória, conhecida como hipocampo. Foi constatado que nos estudados esta área era significativamente menor quando comparada com outros indivíduos não expostos ao estresse.

A conclusão foi de que experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Mais especificamente: emoções negativas constantes afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem alterar até sua própria constituição. Portanto, se nos pautarmos na idéia de cada pensamento ser um acontecimento bioquímico, se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga.

Em contrapartida, se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável. Por essas razões é que a forma com a qual doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no seu processo de recuperação. A cura tem também um lado psicológico. A vontade de se curar é uma boa aliada.

Então, passe a reparar mais naqueles que sempre estão de bem com a vida. Que não se entregam frente às dificuldades e escolhem reverter a situação com trabalho, com boa fé. Espelhe-se. Porque ficar o tempo todo mal-humorado ou triste pode deixá-lo doente. Tenha uma postura mais positiva para que você possa alcançar um estado mais pleno de serenidade, atento às oportunidades e aberto para o sucesso.

O psicótico vive num mundo onde a realidade é outra, inatingível por nós ou mesmo por outros psicóticos, mas vive simultaneamente neste mundo real.

A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como vazio (ou frio) no estômago (ou na espinha), opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras.

A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças. O medo é a resposta a uma ameaça conhecida, definida; ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, vaga.

A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas conseqüências. Portanto a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. Não é um estado normal, mas é uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal a uma infecção. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas. Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico.

A ansiedade é um acompanhamento normal do crescimento, da mudança, de experiência de algo novo e nunca tentado, e do encontro da nossa própria identidade e do significado da vida. A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Maioria dos portadores de Mal de Parkinson sofrem de depressão

Tremores em repouso são os principais sintomas da doença que atinge cerca de 20 mil pessoas com mais de 60 anos no país.

Estudos mostram que cerca de 20 mil pessoas com mais de 60 anos no Brasil são portadores do Mal de Parkinson, doença neurológica que compromete os movimentos, causando tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos, alterações de fala e escrita. Se não diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, o Mal de Parkinson pode se tornar uma doença incapacitante.

No mês em que é comemorada a semana de orientação à doença, a Beneficência Portuguesa de São Paulo (www.bpsp.org.br) alerta para a necessidade de tratamento adequado e faz um alerta à população sobre as possibilidades de o parkinsoniano desenvolver depressão em decorrência da doença. De acordo com Roberto Godoy, neurologista da Instituição, mais de 60% dos idosos que sofrem de Mal de Parkinson são vítimas de depressão. “A doença pode ser incapacitante, limitando a vida do parkinsoniano. O tratamento não deve ser voltado apenas ao controle do Parkinson. Quem convive com o doente deve ficar atento também aos sintomas de depressão”, afirma o especialista.

De acordo com o médico, por poder apresentar dificuldades de andar, escrever, falar e realizar pequenas atividades, o portador do Mal de Parkinson pode se tornar uma pessoa reclusa, que evita se relacionar em sociedade, favorecendo o aparecimento de depressão. “Nossa equipe atende cerca de 40 pacientes por mês. Mais da metade deles apresenta algum grau de depressão”, diz.

O Mal de Parkinson é causado pela falta ou redução da produção de dopamina e os primeiros sintomas da doença podem começar a se manifestarem a partir dos 50 anos. Dados da Associação Brasil Parkinson afirmam que cerca de 1% da população idosa brasileira é portadora da doença. No entanto, o neurologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo afirma que o diagnóstico precoce pode não só identificar a existência da doença como também retardar sua evolução.

Tremor em repouso, principalmente nas mãos, hipertonia, marcha em bloco e andar curvado, como se estivesse procurando o centro da gravidade, são sinais de Parkinson. Atividades como abotoar uma camisa ou pegar um copo d´água podem ser ações difíceis para quem apresenta a doença”, afirma Godoy.

O diagnóstico de Mal de Parkinson é clínico e a doença pode ser controlada com medicação adequada. Em casos extremos há necessidade de intervenção cirúrgica. Exames de imagem são fundamentais para diagnosticar outras doenças neurológicas que podem simular o Parkinson. O especialista afirma que se a doença for controlada o paciente pode ter uma vida normal. “Para que o tratamento tenha o resultado desejado, é importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos”, diz Godoy.

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