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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

EU E O PARKINSON

Fiquei muito feliz e agradecida pelo convite  recebido de Badu para contribuir com o blogger ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON. Foi para mim um incentivo a pesquisar mais sobre o PK e também conviver, mesmo virtualente com pessoas que vivendo ou convivendo com o Parkinson não se isolam mas usam seus esforços e ,porque não dizer , talentos para ajudar e apoiar os demais.
Sempre gostei de escrever e desde menina usava relatar as coisas que me agradavam e as que me horrorizavam .Escrevia e ,quando era algo de ruim , lia umas quatro ou cinco vezes e então rasgava....
Hoje sinto vontade de reler o que rasguei ,mas creio que o que fazia era para exorcisar meus medos.Na época não sabia claro , mas hoje sei perfeitamente que quando estava rasgando o papel era minha vitória,a partir dali aquela questão estava resolvida.
Mas   por que estou falando sobre isso?
Só para contar a vontade que tenho de ver escrita em letras grandes e maiúsculas o diagnóstco de Parkinson e rasgá-lo com isso eliminando o medo e  proprio Parkinson.
Quando descobri ser portadora de PK, primeiro fiquei no chão . Depois,como os remedios fizeram logo efeito passe praticamente a  ignorar o sr PK.
Bem mas isso parece muito distante hoje ,principalmente depois que tive uma crise de hernia de disco lombar há cerca de um ano que deixou-me de cama por muito  tempo,creio que vinte dias. Mais,muito mais do que eu queria e menos do que o médico indicou.Ele queria pelo menos um mes de repouso absoluto..
Depois disso minha vida nunca mais foi a mesma. Não consigo andar direito pela manha,tendo que usar um andador (horrível,rsrsr ) mas nao quero fazer cirurgia e a dor segundo o  medico nao passa porque  nervo ciatico esta pinçado (nem sei o que significa bem isso,só sinto que é muito ruim sentir dor ).
De tanto remedio e maratona em consultorios e fisioterapias acabei enjoando e rebelde que sempre fui ,abandonei tudo.
Tomo a medicação do  PK normalmente, mas para dor uso minha velha Novalgina e estou buscando tratamentos aternativos para a hernia..
Tenho uado florais para  fortalecer o emocional . O resto vou levando,vivendo um dia de cada vez.
Tenho Parkinson segundo meu medico há uns 14 ou 15 anos,entao até acho ue esttou muito bem.
Creiio mesmo que so até privilegiada porque conto com o amor e apoio de meus queridos marido,filhas,genros,amigos e de meu neto,tesouro enorme que Deus houve por bem dar-me.
E agora, os amigos que sei, já tenho aqui entre meus pares , amigos do PARKINHO.
Obrigada pela oportunidade de expor um pouco de mim . espero vir a contribuir com o  que for preciso para que maior numero de PDK sejam ajudados.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A vida depois do mal de Parkinson

Muitos pacientes descobrem como conviver com as limitações geradas pela doença.

De repente, abotoar a camisa torna-se um fardo. A letra já não é mais tão redondinha e tarefas como escovar os dentes ou folhear uma revista demandam mais tempo do que o habitual. Também podem ocorrer momentos em que o corpo enrijece e a pessoa cai no chão, sem saber como foi parar lá. Reflexos lentos, andar arrastado, cãibras, tremores e movimentos desencontrados são realidades com as quais os portadores da doença de Parkinson precisam aprender a lidar.

As limitações e a certeza de que, por enquanto, o mal é incurável e progressivo costumam afetar emocionalmente os pacientes. "São quatro fases: negação, revolta, depressão e aceitação", explica o coronel Carlos Aníbal Pyles Patto, 63 anos, parkinsoniano há duas décadas e fundador da Associação Parkinson Brasília (DF). "Fala-se muito sobre a doença, mas pouco sobre os portadores", afirma. Para Patto, é fundamental mostrar que, mesmo com as dificuldades inerentes ao mal, é possível conviver bem com ele. "Costumo dizer que a doença é minha companheira de viagem, porque vai me acompanhar até a morte. Então, você tem de se dar bem com ela", ensina.

Viver pacificamente com o Parkinson é possível. "Como é uma doença do sistema nervoso central, que exige o uso de medicamentos, o primeiro passo é deixá-la bem controlada. Feito isso, dependendo do grau de gravidade, é indicada a avaliação de um fisioterapeuta, para verificar quais as limitações mais importantes e o que se pode fazer", explica o neurologista Henrique Braga, da Unidade de Neurologia e Psiquiatria do DF, no Hospital Anchieta. "Como é degenerativa, a doença vai avançando aos poucos, mas o medicamento tem como amenizar, e muito, os sintomas da doença. Por exemplo, uma pessoa que poderia estar acamada, sem andar, pode caminhar, fazer compras e se exercitar, caso use o medicamento", diz o médico.
Saiba mais:

Depressão atrapalha tratamento

Muitas demoram a aceitar a doença

Aprendendo a lidar com o problema


Fonte: Diário de Natal