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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Por que a ciência possui credibilidade? - HypeScience | HypeScience

Como vimos no artigo da semana passada, Karl Popper proporciona através de seu Racionalismo Crítico um dos mais sólidos pilares para solucionar o problema da demarcação em Filosofia da Ciência, ou seja, distinguir o científico do não científico. E a essência dessa distinção está em seu célebre princípio da falseabilidade.
Em síntese, todo o conceito para ser considerado científico deve admitir em seu próprio enunciado a possibilidade de ser refutado.
Com isso a ciência resolveu um dos grandes impasses que é o argumento de autoridade. Por não atender o princípio da falseabilidade todo argumento de autoridade não é considerado científico.
Além disso, Karl Popper propõe uma solução para outra questão em Filosofia da Ciência que é o problema de indução, que procuraremos tratar de forma sucinta nesse artigo,  sem a pretensão de esgotar o tema.
O método indutivo, ou indução empírica, é o raciocínio que, após considerar um número suficiente de casos particulares por meio da observação, conclui uma verdade geral.
Parte da experiência sensível, dos dados particulares para chegar-se à generalização.
Típico das ciências naturais a indução também aparece na Matemática por intermédio da Estatística, na qual as características de alguns componentes de um conjunto são utilizadas para caracterizar todo o conjunto, estabelecendo-se aí maior ou menor grau de probabilidade quanto maior for o universo de dados que possam ser utilizados na construção desse modelo. Em outras palavras, já que tantos se comportam de tal forma, é muito provável que todos se comportem assim.
Em função deste “salto” do particular ao geral, existe uma grande possibilidade de erro nos raciocínios indutivos, uma vez que basta encontrarmos uma exceção para invalidar a regra geral.
Por outro lado, é esse mesmo “salto” em direção ao provável que torna possível a descoberta, a inovação, a proposta de novos modos de compreender o mundo, bem como a generalização, tão útil em efetuar previsões de cenários futuros.


Fonte : Por que a ciência possui credibilidade? - HypeScience | HypeScience

BOM DIA E UMA SEMANA ABENÇOADA POR DEUS!!




domingo, 8 de junho de 2014

Elefantes têm três vezes mais neurônios que o homem - Herton Escobar

Já imaginou o que aconteceria se você tivesse um cérebro do tamanho do de um elefante, três vezes maior do que o seu? Teoricamente, sua capacidade de memória e aprendizado seria três vezes maior. E sua inteligência, quem sabe, também.
Isso, se a composição celular do cérebro dos elefantes fosse idêntica à nossa. Mas não é.
Segundo um trabalho que acaba de ser publicado na revista Frontiers in Neuroanatomy, a composição celular do cérebro do elefante é surpreendentemente diferente da nossa.  Apesar de ser três vezes maior e ter três vezes mais neurônios do que o cérebro humano, 97,5% dos 257 bilhões de neurônios do cérebro do elefante estão concentrados no cerebelo (uma estrutura que fica na base do cérebro, associada principalmente a funções de coordenação motora e equilíbrio), enquanto que o córtex, apesar de ter o dobro da massa, tem apenas um terço do número de neurônios do córtex humano (5,6 bilhões).
“A descoberta dá força à hipótese de que as habilidades cognitivas superiores dos seres humanos, em comparação com os elefantes e outros mamíferos de cérebro grande, estão relacionadas ao maior número de neurônios no córtex cerebral, e não no cérebro como um todo”, escrevem os pesquisadores, liderados por Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), que utilizaram uma técnica desenvolvida no Brasil para “desconstruir” o cérebro de um elefante africano e comparar sua composição celular à de cérebros humanos. O trabalho foi desenvolvido em colaboração com Paul Manger, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul.


Fonte : Elefantes têm três vezes mais neurônios que o homem - Herton Escobar

BOM DIA - Vontade de Deus - Divaldo Franco!!!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pesquisa sobre células-tronco no Japão será retratada - Herton Escobar

O que parecia ser uma revolução acaba de se transformar em frustração. Incapaz de comprovar que os resultados de sua pesquisa são verdadeiros, a cientista japonesa Haruko Obokata concordou em pedir a retratação (anulação científica) de dois trabalhos publicados por ela e colaboradores na revista Nature, em janeiro deste ano, descrevendo uma nova técnica — incrivelmente simples — para a produção de células-tronco humanas em laboratório, chamadas células STAP.
A informação foi publicada no início desta tarde pelo site de notícias do grupo Nature (http://migre.me/jCWsO) e confirmada por agências de notícias internacionais.
Obokata, uma jovem bióloga do instituto de pesquisas Riken, já havia concordado em retratar um dos trabalhos (secundário) na semana passada, mas permanecia contrária à retratação do artigo principal. À medida que os outros autores passaram a apoiar as retratações, porém, ela ficou isolada, e acabou por assinar um acordo de retratação com o Riken na terça-feira, dia 3, segundo as informações do site da Nature.
Para mais informações, veja os posts anteriores sobre o assunto:
Uma vez retratados, os trabalhos deixam de ter validade científica. Na prática, as células STAP deixam de existir — a não ser que Obokata seja capaz de produzi-las novamente e, com isso, provar que a técnica realmente funciona. Desde que os trabalhos foram publicados, porém, vários grupos de pesquisa relataram ter tentado reproduzir os experimentos em seus laboratórios, sem sucesso.
Uma investigação interna do Riken concluiu que houve “má conduta científica” por parte de Obokata na condução da pesquisa. Não está claro ainda, porém, se os resultados equivocados representam uma fraude intencional por parte de Obokata ou “apenas” uma pesquisa mal feita, mal editada e mal revisada por todas as partes envolvidas.
Histórico. É o segundo grande escândalo de integridade científica envolvendo pesquisas com células-tronco nos últimos dez anos. O primeiro foi o do cientista sul-coreano Woo Suk Hwang, que em 2004 publicou dois trabalhos pioneiros na revista Science, sobre a clonagem de embriões e produção de células-tronco embrionárias humanas em laboratório.

BOM DIA AMIGOS DO BLOG - Hotéis de Gelo - Reflexão!!!