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quarta-feira, 29 de abril de 2015

BOA TARDE AMIGOS E AMIGAS DO BLOG - TEMOS PRESSA!

Temos pressa...

Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas,caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir "eu te amo", não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados, amantes?

Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao amor: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: paciência. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É preciso degustar cada pedacinho do amor, no que ele tem de amargo e de saboroso, no que ele tem de duro e de macio, os nervos do amor, as gorduras do amor, as proteínas do amor, as propriedades todas que ele tem. É uma refeição que pode durar uma vida. Mas não. Temos urgência.

Queremos a resposta do e-mail ainda hoje, queremos que o telefone toque sem parar, queremos que ele se apaixone assim que souber nosso nome, queremos que ela se renda logo após o primeiro beijo, e não toleraremos recusas, e não respeitaremos dúvidas, e não abriremos espaço na agenda para esperar!

Temos todo o tempo do mundo, dizem uns; não há tempo a perder, dizem outros...
A gente fica perdido no meio deste fogo cruzado, atingidos por informações; várias, vivências diversas, parece que todos sabem mais do que nós, pobres de nós, que só queremos uma coisa nessa vida, ser amados. Podemos esperar por todo o resto: emprego,dinheiro, sucesso, mas não passaremos mais um dia sequer sozinhos, te adoro, dizemos sei lá pra quem, para quem tiver ouvidos e souber responder "eu também", que a gente está mais a fim de acreditar do que de selecionar. Urgência emocional. Pronto-socorro do amor.

Atiramos para todos os lados e somos baleados por qualquer um. 
E o coração leva um monte de pontos por causa dessa tragédia: pressa.


Colaboração: Cristina

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O tremor diante do preconceito - DM

O mês de abril é dedicado à doença de Parkinson. A data foi escolhida para homenagear o médico James Parkinson, que nasceu no dia 11. Durante todo este mês, em vários países, inclusive no Brasil, estão sendo realizadas diversas atividades, principalmente campanhas de conscientização sobre a doença de Parkinson. Mas isso não basta!
É uma data para reflexão sobre como estão sendo tratados os portadores de Parkinson em nosso país. A falta de informação e o desconhecimento da população em geral e, pior, dos profissionais de saúde, é alarmante. A demora no diagnóstico por falta de conhecimento médico ou mesmo como tratar o paciente após o diagnóstico, seja medicamentoso ou mesmo por cirurgia, é uma realidade.
Além dos sintomas físicos, os portadores da doença têm de lidar com o impacto emocional causado pelas limitações que o Parkinson impõe e, principalmente, pelo preconceito e discriminação. E justamente por esse motivo, desenvolvem, paralelamente, doenças mentais como a depressão e a ansiedade. O que acontece é que faltam políticas públicas de saúde que alcancem pesquisa, diagnóstico e tratamento, assim como campanhas de esclarecimento e iniciativas de reinserção social dos doentes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial com mais de 65 anos têm mal de Parkinson e estima-se que 400 mil brasileiros possuem a doença, sendo que a previsão para 2040 é a de que haverá no mundo em torno de 40 milhões de parkinsonianos.

BOA TARDE AMIGOS E AMIGAS DO BLOG - O Amor (versão de Perhaps Love por Vansan)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Arc Pen: nova caneta que ajuda doentes de Parkinson a escrever de forma legível

Segundo o EU Joint Programme - Neurodegenerative Disease Research (JPND), as doenças neuro degenerativasconstituem condições debilitantes e incuráveis que resultam da degeneração progressiva e/ou morte das células nervosas que são responsáveis por algumas das funções do sistema nervoso central e que, em casos graves, pode mesmo levar à perda de funções motoras, fisiológicas e capacidade cognitiva. Em termos estatísticos, estima-se que cerca de 150 mil portugueses e 9 milhões de europeus padeçam de algum tipo de demência, estando previsto que o número de pessoas atualmente afetadas possa duplicar nos próximos 20 anos, devido ao envelhecimento da população.
Estas doenças, como a doença de Alzheimer e Parkinson, constituem assim um dos principais desafios médicos e sociais das sociedades modernas numa tentativa de minorar os efeitos irreversíveis deste tipo de doenças e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Foi exatamente a pensar num problema que afeta o quotidiano das pessoas que sofrem de Parkinson - a perda da habilidade de escrever de forma legível - que a empresa britânica Dopa Solution, formada por jovens designers e engenheiros e liderada pela designer Lucy Jung, desenvolveu uma caneta especial que promete neutralizar os efeitos da mão trémula durante a escrita: a Arc Pen.
Fonte : Arc Pen: nova caneta que ajuda doentes de Parkinson a escrever de forma legível