Seja bem vindo ao nosso blog esperamos contribuir para esclarecer duvidas e minimizar os aspectos stressantes da Doença de Parkinson. Nossa meta é agregar valores e integrar a família parkinsoniana do Brasil criando um grupo (chat) de amigos com problemas afins.Sabemos que a doença ainda não tem cura, mas a troca de informações ajuda no combate ao Mr. Parkinson e seguimos firme para uma Qualidade de Vida.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Cientistas brasileiros descobrem número de neurônios em um cérebro.
Uma boa notícia na área da saúde: cientistas brasileiros acabam de fazer uma descoberta que pode mudar, no futuro, o tratamento de doenças associadas ao cérebro.
Agora não há mais dúvida: temos 86 bilhões de neurônios em nosso cérebro. Até então a ciência achava que tínhamos 100 bilhões, mas era um número aproximado, sem comprovação. Os neurocientistas Suzana Herculano-Houzel e Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudaram cérebros sadios de homens entre 50 e 70 anos. Foram seis anos de pesquisas. Daí eles conseguiram pela primeira vez contar com precisão quantos neurônios temos.
“Essencialmente, é pegar uma região do cérebro, ou o cérebro todo, e dissolver as células do cérebro em detergente, por fricção mecânica. O resultado é que você desfaz as células e tem um volume de líquido que contém todos os núcleos de todas as células do cérebro”, explica a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Maiorzinho
Os cientistas descobriram também que o nosso cérebro é maior do que o dos demais primatas, mas isso não significa que somos especiais. O número dos nossos neurônios é compatível com a dimensão cerebral que temos. Outra descoberta: 50% das células que estão na caixa craniana são neurônios, e não 10%, como pensavam os estudiosos.
O resultado dessa pesquisa abre um novo e importante caminho: agora os cientistas podem saber com mais facilidade se o envelhecimento natural, a doença de Alzheimer e o mal de Parkinson podem mudar o número de neurônios do cérebro. “Podemos contribuir com o número total de neurônios que um cérebro humano normal tem. Daí partimos para analisar cérebros humanos portadores de doenças como Alzheimer e Parkinson”, afirma o pesquisador Roberto Lent, do ICB-UFRJ.
Mas uma curiosidade continua sem resposta: a pesquisa foi feita em cérebros masculinos. E o das mulheres? “Isso ainda não sabemos. Em breve chegaremos lá”, diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1009269-5603,00-CIENTISTAS+BRASILEIROS+DESCOBREM+NUMERO+DE+NEURONIOS+EM+UM+CEREBRO.html
*TT
Equipe desenvolve aparelho de ressonância magnética mais confortável
Pesquisadores suíços modificaram ondas de rádio do sistema.
Além de ajudar pacientes claustrofóbicos, aparelho também é mais preciso.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
O desconfortável aperto no interior das máquinas de ressonância magnética podem estar com os dias contados. Uma equipe de pesquisadores suíços desenvolveu e testou uma nova forma de usar esse tipo de diagnóstico, que não só dá mais espaço para o pobre paciente como também pode ser até mais precisa, em certas circunstâncias.
Imagem de ressonância obtida de cabeça e torso (Foto: David Brunner e Klaas Pruessmann/Divulgação)
Fonte : G1 - Ciência e Saúde
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Guia Prático
Quer contribuir para uma sociedade melhor? Comece a fazer sua parte agora.
Como posso ajudar?
Você pode se engajar em campanhas, promover ações individuais, se juntar a grupos comunitários ou participar de projetos públicos. Outra maneira é ser voluntário numa organização social. Por fim, você ajuda se doar sangue, dinheiro ou bens (abaixo damos sugestões de entidades e instituições sérias para essas doações).
Fonte : Projeto Generosidade 2008
Drogas para turbinar o cérebro
A revista Nature tem publicado uma série de correspondências sobre um assunto muito controverso: o uso de drogas para melhorar o desempenho cognitivo. Essas medicações poderiam ser usadas tanto por pessoas normais como para aquelas com problemas mentais. Quais são os pró-s e os contra? Trata-se de uma polêmica que interessa a todos nós. Para falar desse assunto entrevistei o doutor João Ricardo Oliveira que é neurogeneticista, professor e coordenador do ambulatório de saúde mental do hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e que participou deste debate publicado na revista Nature de janeiro.
Fonte : Veja - Genética - Mayana Zatz
Imagens cerebrais permitem a cientistas dizer o que a pessoa está lembrando
Pesquisa ajuda a entender como memórias visuais são criadas no cérebro.
Quando uma imagem que acabamos de ver -- seja um belo gol numa partida de futebol, uma cena chocante num telejornal ou um quadro bonito numa galeria de arte -- fica guardada na lembrança, é possível "resgatá-la" do cérebro, a partir de imagens de ressonância magnética.
A conclusão é de uma dupla de cientistas da Universidade Vanderbilt, nos EUA. Em estudo publicado online pelo periódico científico "Nature", eles usaram ressonância magnética funcional para "prever" qual imagem, de duas disponíveis, estava na lembrança dos participantes da pesquisa. A taxa de acerto foi superior a 80%.
Fonte : G1 Ciência e Saúde

QUINTA-FEIRA É DIA DE BATE-PAPO DA APPP
A partir das 20:00hs aquele bate-papo amigo e fraterno."
"Aceitação não é submissão e resignação mas sim coragem e demonstração de amor pela vida. Esqueça sua doença".
SOB O COMANDO DO AMIGO MAGNO
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Para pesquisadores brasileiros, o estudo é muito importante porque mostra os riscos da terapia com células-tronco realizada fora de protocolos científicos de pesquisa. No Brasil, alguns pacientes têm viajado ao exterior, especialmente à China, em busca dessas terapias.
O garoto cujo caso clínico foi relatado na pesquisa é de Israel e tem origem marroquina. Ele é portador de ataxia-telangiectasia, uma doença neurológica degenerativa, que leva a tremores, paralisia e morte.
A autora do estudo, Ninette Amariglio, do Sheba Medical Center (Israel), disse à Folha que os pais do garoto, que moram em Israel, foram advertidos para os riscos do tratamento na Rússia.
"Nós dissemos que eles não deveriam ir para lá, pois a terapia ainda não foi suficientemente testada. Na Rússia, eles usam a terapia com células-tronco basicamente para fins cosméticos [antienvelhecimento], em adultos e pessoas mais velhas. Não havia sido feito teste em crianças."
Amariglio explica que, além de desenvolver o câncer, o garoto não teve nenhuma melhora nos sintomas da doença. "Precisamos considerar que o caso se refere a uma criança e que qualquer célula que colocamos em uma criança vai crescer de maneira diferente do que em adultos. O corpo está em desenvolvimento, todo o organismo ainda está crescendo, não há 'freios'. Em adultos talvez seja menos perigoso."
Origem do tumor
O geneticista Carlos Alberto Moreira Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP, explica que, embora a ataxia-telangiectasia também possa causar câncer, especialmente leucemia e tumores cerebrais, o estudo não deixa dúvidas de que o tumor do menino se originou das células transplantadas. "Eles conseguiram demonstrar que o garoto havia recebido células-tronco de dois fetos diferentes e que foram elas que deram origem ao tumor cerebral."
Segundo Moreira Filho, ainda não há segurança para o uso da terapia celular na prática clínica. "Fizemos alguns experimentos in vitro que mostraram que até células de cordão umbilical, quando você tenta multiplicá-las, podem expressar antígenos tumorais."
Para a geneticista Lygia da Veiga Pereira, professora da USP, sob o ponto de vista científico, a terapia com células-tronco recebida pelo garoto na Rússia não pode nem ser considerada. "Não sei quais células foram injetadas, se elas foram cultivadas ou não ou a que tipo de manipulação essas células foram submetidas."
Pereira avalia que o estudo é importante porque mostra os riscos envolvidos em um tratamento com células-tronco não consagrado pela comunidade médico-científica. "É um perigo recorrer a essas clinicazinhas que oferecem tratamento com células-tronco pela internet. É muito charlatanismo."
Tanto ela quanto a geneticista Mayana Zatz, também da USP, ponderam que o estudo não pode servir de desestímulo para o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco. "Tudo pode ser perigoso se for feito de maneira irresponsável", diz Pereira.
Ninette Amariglio, de Israel, concorda: "Pesquisadores precisam monitorar e acompanhar esses pacientes de maneira muito cuidadosa. Eles devem manter essa história como exemplo, não devem parar de pesquisar, mas devem pesquisar mais atentos, o que não aconteceu na Rússia, onde ocorre o turismo médico."
Na avaliação de Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, a importância do artigo está em mostrar que os cientistas ainda têm muito a aprender sobre células-tronco não-adultas.
"O caso confirma que as suspeitas de que células-tronco podem originar tumores em humanos não são mais suspeitas e que precisamos pesquisar muito para descobrir como reverter isso. As regulações que estão sendo feitas hoje estão corretas. Infelizmente, as pessoas não podem querer que essas terapias estejam disponíveis amanhã", afirma.
Raskin diz que entende a atitude dos pais em buscar qualquer tratamento existente, mesmo que ainda não tenha o embasamento adequado. "É compreensível que pais desesperados topem qualquer coisa. O que não compreendo é um médico topar qualquer coisa." Fonte: Folha de S.Paulo.