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sábado, 7 de agosto de 2010

Homens precisam tomar cuidado com HPV, diz Nobel de Medicina

Harald zur Hausen, premiado em 2008, critica desconhecimento do vírus.
Médico alemão descobriu ligação entre parasita e câncer no colo do útero.

Mário Barra Do G1, em São Paulo

Harald zur Hausen, Nobel de Medicina, durante evento em São Paulo
Harald zur Hausen, Nobel de Medicina em 2008,
em São Paulo (Foto: A.C. Camargo / Divulgação)

Laureado com o prêmio Nobel de Medicina em 2008 por conta da descoberta da ligação entre o HPV e o câncer de colo uterino, o médico alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, afirmou em entrevista ao G1 que o conhecimento sobre o perigo oferecido pelo vírus precisa ser ampliado.

Presente no Brasil durante a inauguração de um novo centro de pesquisas em oncologia do hospital A.C. Camargo, em São Paulo, o médico comentou que as pessoas levam, em média, de 15 a 20 anos para notar os efeitos do parasita no corpo.

"Agentes de saúde, médicos, professores e principalmente os pais precisam preparar as pessoas mais jovens para os perigos do vírus", diz Hausen. "No começo da distribuição das primeiras vacinas, muita informação desencontrada foi veiculada sobre os efeitos colaterais da imunização, mas felizmente nada se comprovou."

O HPV é responsável por lesões conhecidas como papilomas e, no caso dos tipos severos, pode causar tumores malignos não só em regiões genitais como vagina e pênis, mas também na boca, faringe e no ânus.

Alerta aos homens

Hausen destaca que os homens, em geral, não estão informados quanto ao perigo de contrair o vírus. Para o médico, é preciso mais responsabilidade por parte da ala masculina.

"Os homens precisam entender que eles também transmitem e recebem o HPV", diz o médico. "É uma questão de solidariedade entre gêneros, é preciso evitar práticas que levem a infecções." (...)segue

Fonte : G1 - Ciência e Saúde

"Vivo com Aids desde que nasci"

A história de Micaela Cyrino, contaminada pelo HIV no parto, revela como o preconceito continua presente e mostra como é difícil a vida de crianças e jovens soropositivos no Brasil

Rachel Costa

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SEXO
Micaela conta aos parceiros que tem o vírus

Quando a paulistana Micaela Cyrino, 22 anos, era criança, ela se cansou de escutar dos amigos da escola algo não muito agradável, ainda mais quando se tem 6, 7 anos de idade. “Minha mãe não quer que eu brinque com você”, eles diziam. O motivo era conhecido. Lá, no colégio da zona leste de São Paulo onde estudava, todos sabiam que ela tinha Aids. Micaela nasceu com a doença. Foi contaminada no parto. Seus pais eram soropositivos (infectaram-se por meio do uso de drogas injetáveis) e morreram quando ela estava com 6 anos de idade.

A garota, um dos cerca de 630 mil brasileiros que têm o vírus, faz parte da nova geração da Aids, que, como ela mesma define, não traz mais no rosto as marcas de fragilidade associadas, no passado, à enfermidade. “Antes você sabia quem tinha a doença, pois não havia tratamento”, diz. “Agora, quem toma medicamentos está bem.” É o seu caso. Quem a vê não encontra sinais que denunciem a presença do HIV. Isso porque, desde a infância, Micaela faz uso dos remédios anti-Aids. Hoje, são cinco comprimidos diários, mas já chegou a tomar 14 pílulas por dia. Além dos medicamentos, de dois em dois meses passa por uma bateria de exames para saber se está com boa saúde. (...) segue

Fonte : IstoÉ Independente

Cientistas conseguem regenerar tecido muscular de ratos

BOM DIA, SALVE, SALVE O DIA DOS PAIS!!!



Pai

Pode ser que daqui a algum tempo haja tempo pra gente ser mais, muito mais, que dois grandes amigos, pai e filho talvez.

Pai, pode ser que daí você sinta qualquer coisa, entre esses vinte ou trinta, longos anos em busca de paz.

Pai, pode crer, eu tô bem, eu vou indo, tô tentando, vivendo e pedindo com loucura pra você renascer.

Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você.

Pai, senta aqui, o jantar ta na mesa, fale um pouco, tua voz ta tão presa, nos ensine esse jogo da vida onde a vida só paga pra ver.

Pai, me perdoe essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança, que um dia morrendo de medo nos teus braços você fez segredo, nos teus braços você foi mais eu, eu, eu!

Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no seu peito pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho no tapete da sala de estar.

Pai, você foi meu herói, meu bandido, hoje é mais, muito mais que um amigo, nem você nem ninguém ta sozinho, você faz parte desse caminho que hoje eu sigo em paz, pai, paz.

Pode ser que daqui a algum tempo haja tempo pra gente ser mais, muito mais, que dois grandes amigos, pai e filho talvez.

Pai, pode ser que daí você sinta qualquer coisa, entre esses vinte ou trinta, longos anos em busca de paz.

Pai, pode crer, eu tô bem, eu vou indo, tô tentando, vivendo e pedindo com loucura pra você renascer.

Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você.

Pai, senta aqui, o jantar tá na mesa, fale um pouco, tua voz tá tão presa, nos ensine esse jogo da vida onde a vida só paga pra ver.

Pai, me perdoe essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança, que um dia morrendo de medo nos teus braços você fez segredo, nos teus braços você foi mais eu, eu, eu!

Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no seu peito pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho no tapete da sala de estar.

Pai, você foi meu herói, meu bandido, hoje é mais, muito mais que um amigo, nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho que hoje eu sigo em paz, pai, paz.


(Autoria: Fábio Junior)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ATIVIDADE FÍSICA E ALZHEIMER [2]

Benefícios do exercício físico no processo de envelhecimento

As vantagens da prática de exercícios para idosos dependem de como se processa o envelhecimento e da rotina e tempo de exercício físico praticada. Sabe-se que os benefícios à saúde ocorrem mesmo quando a prática de atividade física é iniciada em uma fase tardia de vida, por sujeitos sedentários, sendo benéfica inclusive para portadores de doenças crônicas, prevenindo principalmente as doenças associadas ao sedentarismo, como coronariopatias, diabetes, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, acidente vascular encefálico (AVE), osteoporose, osteoartrite, e câncer de próstata, mama e cólon intestinal.

Conhece-se bem os efeitos dos exercícios na prevenção e recuperação das perdas motoras decorrentes do processo de envelhecimento. A relação entre os treinos específicos e a melhora do órgão ou sistema exercitado, como por exemplo, prática de alongamento muscular e ganho de flexibilidade, ou treino de equilíbrio e melhora no desempenho em testes de equilíbrio. Além de ganho de força e massa muscular, o que diminui a incidência de quedas e oferece autonomia para suas atividades de vida. Para que os efeitos dos exercícios permaneçam, sua prática deve tornar-se parte da rotina diária.

Em particular o chamado exercício aeróbio, realizado com intensidade moderada e longa duração (a partir de 30 minutos) propicia além dos benefícios citados acima, o alívio do estresse ou tensão, devido a um aumento da taxa de um conjunto de hormônios denominados endorfinas que agem sobre o sistema nervoso, reduzindo o impacto estressor do ambiente e com isso pode prevenir ou reduzir transtornos depressivos, o que é comprovado por vários estudos (STELLA et al., 2002). Ele também pode estar relacionado com a síntese de dopamina, devido a um aumento nos níveis de cálcio no cérebro, através do estímulo de um sistema enzimático conhecido como cálcio–calmodulina. A dopamina está relacionada com o desempenho motor, a motivação locomotora e a modulação emocional.

Benefícios do exercício físico na Doença de Alzheimer

Para a população acima de 65 anos, o Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM) preconiza atividade aeróbia de intensidade de 40 a 60% da freqüência cardíaca de reserva, ou 11 a 13 na escala de Borg, com duração de 20 minutos e freqüência de três vezes por semana.

Segundo o estudo publicado em 2005, pessoas com cerca de 50 anos que fazem exercícios por meia hora pelo menos duas vezes por semana podem reduzir pela metade o risco de desenvolver DA. As pessoas que têm uma tendência genética a ter a doença podem ter o risco reduzido em até 60% se praticarem exercícios. Foram acompanhados no estudo cerca de 1,5 mil homens e mulheres. Entre eles, aproximadamente 200 participantes desenvolveram DA ou outras desordens neurológicas entre os 65 e os 79 anos. Os cientistas analisaram as atividades físicas dos participantes da pesquisa até 21 anos antes, quando eles ainda tinham cerca de 50 anos. Aqueles que desenvolveram DA ou outras doenças neurológicas tinham feito muito menos exercícios físicos durante a fase adulta do que aqueles que não apresentaram essas doenças.

O tempo e freqüência do exercício que aparentemente beneficiou os que não desenvolveram a doença foram de 20 a 30 minutos pelo menos duas vezes por semana, com intensidade suficiente para deixar a pessoa sem fôlego e suando. Sendo a recomendação usual de 20 a 30 minutos de exercícios aeróbicos de três a cinco vezes por semana para ter coração e pulmões saudáveis.

Pesquisadores afirmam que a descoberta tem enormes implicações na prevenção da DA. Entre os benefícios do exercício, citou-se o poder de manter pequenos vasos sanguíneos do cérebro saudáveis, além de proteger contra pressão alta e diabetes. A atividade física também pode reduzir a concentração da proteína amilóide, que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Um estudo sobre os efeitos da atividade física em problemas mentais como demência e DA foi realizado na Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha. Concluiu-se que uma vida ativa pode reduzir em quase 34% o risco de uma pessoa desenvolver a doença.

De acordo com o estudo, a atividade física em homens e mulheres estava associada a uma queda entre 30% a 40% no risco de desenvolver DA. Entretanto, os pesquisadores concluíram que ainda não é possível determinar a razão deste efeito, mas avaliam que ele pode estar associado aos benefícios ao sistema vascular e também à liberação de substâncias químicas no cérebro.

Outro aspecto interessante da atividade física para idosos é a promoção do convívio social do indivíduo, reduzindo os problemas psicológicos com ansiedade e a depressão comuns nesta idade, que impede a progressão rápida do tratamento.

Dentro da atividade física a assistência fisioterapêutica principalmente à paciente acamado ou com grandes limitações é bastante benéfica e eficaz. A partir da fase intermediária da DA, o portador começa a apresentar importantes deficiências motoras e alteração da marcha. Neste contexto, o tratamento fisioterapêutico passa a ter grande importância para retardar a progressão das perdas motoras, evitar encurtamentos e deformidades e incentivar a independência do doente.

Considerações finais

Os resultados sugerem que o exercício aeróbio praticado com intensidade moderada, duração de 20 a 30 minutos e freqüência mínima de 3 vezes por semana, apresenta benefícios expressivos na prevenção e tratamento da DA, atuando na diminuição dos riscos de desenvolver a doença e para portadores na diminuição de seus efeitos deletérios.

O envelhecimento é um processo lento, gradativo e inevitável que todo ser humano deve-se preparar. A atividade e o exercício físico propiciam efeitos positivos durante todo este processo.

Assim, faz-se necessário a ação de programas de exercícios físicos regulares, segundo o preconizado, para melhora da qualidade de vida de pessoas idosas.

FONTES:
Revista Digital - Buenos Aires - efdeportes]
[Referências bibliográficas]

FELIZ DIA DOS PAIS

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Recados animados

Estudo alerta para colesterol alto entre homens de SP P

Problema aumenta risco de derrame e ataques cardíacos

Agência Estado

Um alerta foi emitido nesta quarta-feira (4) aos homens pelo Hospital do Coração (HCor): 42,4% dos 2.957 pacientes do sexo masculino atendidos nos últimos três anos, com idade entre 30 e 55 anos, estão com colesterol LDL elevado. O aparecimento de doenças coronárias está ligado ao excesso da substância.

O grupo apresentou colesterol LDL maior ou igual a 130mg/dL quando o recomendado é 100mg/dL, diz o cardiologista do Hcor, César Jardim. Entre as mulheres, a taxa de colesterol elevado foi de 22,4%.

– O colesterol não provoca sintomas. É necessário um acompanhamento médico.

O colesterol LDL se deposita nas paredes das artérias e diminuiu o fluxo de sangue para coração e cérebro. O cardiologista Sergio Timerman, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, diz que "esse efeito é responsável pelo derrame e ataques cardíacos".

O risco aumenta com a combinação de alguns fatores, diz Jardim. Entre eles: sedentarismo, tabagismo, obesidade, diabete e herança genética.

Atualmente, 22 milhões de brasileiros sofrem de colesterol alto, segundo ele. Cerca de 80% da substância é produzida pelo organismo, no fígado. A nutricionista do Hcor, Cyntia Carla da Silva, diz que "o problema está nos 20% que absorvemos dos alimentos, pois muitas vezes ingerimos a gordura errada"

Entre as "gorduras erradas", ela cita as saturadas, presentes em carnes, leite, derivados de leite e alimentos de origem vegetal; e as do tipo trans, comuns em bolachas, salgadinhos, refrigerantes. O ideal é substituí-las pelas gorduras poli-insaturadas (óleos de soja, girassol e peixes) e monoinsaturadas (azeite, abacate e sementes).

Outra forma de combater as taxas elevadas da substância são os exercícios físicos. Mesmo o colesterol LDL, porém, é necessário para o organismo, já que ele atua na produção de hormônios e vitaminas.

Fonte : R7 Noticias Saúde