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sábado, 3 de dezembro de 2011

Em 4 anos, SP duplica gastos com remédios por determinação judicial

Foram R$ 700 milhões despendidos só no ano passado para atender a 25 mil ações judiciais

Fernanda Bassette
 

Veja também:
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'Judicialização' da saúde é uma distorção, diz secretário

Em quatro anos, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo teve quase dobrados os gastos com a compra de medicamentos e produtos diversos exigidos por determinação judicial. Em 2007, o Estado gastou R$ 400 milhões para atender a 8 mil ações; em 2010 foram gastos R$ 700 milhões para 25 mil ações.
Os itens mais pedidos são para diabete, que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de remédios de alto custo - em geral para tratamento de alguns tipos de câncer, como drogas para quimioterapia oral, ou de doenças raras.

É o caso da empresária Francisca Bruzzi, de 50 anos, que precisou recorrer à Justiça para conseguir dar continuidade ao tratamento do marido, Raimundo, de 61. Diagnosticado com mieloma múltiplo (um tipo de câncer na medula) em 2008, ele tentou vários tratamentos e passou por transplante de medula, mas nada deu certo. A única alternativa para ele é o medicamento Revlimid, que não é vendido no Brasil e custa cerca de R$ 16,5 mil -preço de uma caixa com 30 comprimidos.
(...) segue


Fonte : Estadão.com.br

BOM DIA, MAS BOM DIA MESMO!!!

“POR QUE BEIJA-FLOR”?
Por certo essa pergunta será repetida por um grande número de leitores, que ao receberem o primeiro exemplar do nosso informativo tiveram uma surpresa e um pequeno impacto. Será que a Associação se enganou e me enviou uma revista de variedades em lugar do tradicional e sempre esperado Boletim Informativo? Todavia, alguns segundos e já será suficiente para constatarem que se trata da revista oficial da Associação Brasil Parkinson. E aí virá a inevitável pergunta: por que Beija-Flor?

Há muito que vínhamos tentando escolher um símbolo para a nossa entidade. Afinal, quase todas tem um. A NPF americana (a maior de todas) escolheu uma chama olímpica, em homenagem à Muhammad Ali; a nossa co-irmã inglesa tem uma tulipa como símbolo; a holandesa adotou uma gaivota...

Até que alguém, vendo em nossa Sede um parkinsoniano com um tremor intenso nas duas mãos, comparou aquele característico tremor à vibração das asas de um beija-flor. Estava ali, ao acaso, e naquela singela alusão, a “descoberta” do nosso símbolo, só agora adotado oficialmente, pois em um de nossos folhetos já aparecia aquela belíssima ave.

Além da “forçada” semelhança com o parkinsoniano, o beija-flor possui algumas características que o tornam admirado por todos aqueles que admiram e respeitam a natureza. Capaz de movimentar as asas de 22 a 80 vezes por segundo, pode pairar no ar, mover-se para a frente e para trás, enquanto suga o néctar da flor. Possuem grande longevidade e são um dos principais veículos de influência no equilíbrio ecológico da natureza, se relacionando com a sua função de agentes polinizadores de um grande número de espécies botânicas das florestas, cerrados, campos, etc.

Portanto, acreditamos que acertamos o alvo: adotamos como símbolo, uma ave que é belíssima, e representa com alegria a primavera e uma fase de nossas vidas. Que cada um de nós tenha dentro de nossos corações, um beija-flor nos trazendo conforto e paz permanente.’

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Novo tratamento melhora vida de pacientes com Parkinson

O que revelam nossos cérebros

Estudos populacionais sobre a demência na população norte-americana têm mostrado uma incidência maior de doença de Alzheimer (DA)  nos descendentes africanos que nos caucasianos. Entretanto, é importante lembrar que  o diagnóstico de DA só é confirmado definitivamente com análise do tecido cerebral “pos mortem”, isto é, obtido em autópsias. Para averiguar o que ocorria na nossa população foi feita uma pesquisa em um banco de cérebros, da Faculdade de Medicina da USP. O estudo – coordenado pelo Centro do Genoma da USP – cujos primeiros autores são o Dr. David Schlesinger e Dra. Lea Grinberg, envolveu cientistas de vários centros e acaba de ser publicado na prestigiosa revista Molecular Psychiatry (8 Novembro de 2011).  Os achados são surpreendentes.


Recordando
Alzheimer, uma nova abordagem terapêutica
Alzheimer, como ocorrer o depósito de placas amilóides
A DA, que afeta principalmente indivíduos com mais de 65 anos, é caracterizada por uma perda progressiva da memória e da capacidade cognitiva. Mais de 90% dos casos não são hereditários, felizmente. A DA é causada pelo depósito de placas amilóides-b e proteína tau no cérebro. Com isso, os neurônios e conexões são destruídos, levando aos poucos à perda da memória. Com o aumento da nossa expectativa de vida, a incidência da DA é cada vez maior. Entender os mecanismos que causam  essa doença e prevenir o seu aparecimento tem sido uma preocupação constante
Como foi feita a pesquisa da Universidade de São Paulo?
Os pesquisadores analisaram achados patológicos (presença de placas amilóides, emaranhados neurofibrilares e outros alterações típicas de DA)  de 202 cérebros coletados entre 2004 e 2009 – de pessoas com mais de 50 anos – cuja morte não havia sido por violência ou crime. Além disso, só foram incluídos no estudo os casos nos quais os familiares tinham conhecimento sobre o estado funcional da pessoa falecida. Enfermeiras treinadas preencheram  um questionário com dados demográficos incluindo escolaridade, avaliação cognitiva entre outros. Através da análise de DNA as amostras foram classificadas de acordo com sua ancestralidade em africanos, europeus, ameríndios e asiáticos.(...) segue


Fonte :  Revista Veja - Mayana Zatz

BOM DIA E UM FELIZ FINAL DE SEMANA!!!

Caminhando

Se caminho na tua frente é para servir-te de guia
Se caminho atrás de ti é porque necessito te seguir
Se caminho ao teu lado é porque estamos sincronizados no mesmo ritmo

Se caminho na tua frente é para limpar os obstáculos do teu caminho
Se caminho atrás de ti é porque confio na luz da tua senda
Se caminho ao teu lado é porque juntos somos força e luz

Se caminho na tua frente é porque tenho audácia para desbravar o desconhecido
Se caminho atrás de ti é porque tenho coragem para te acompanhar
Se caminho ao teu lado é porque juntos somos caminho e caminhada

Se caminho na tua frente é porque em mim te encontrarás
Se caminho atrás de ti é porque em ti me encontrarei
Se caminho ao teu lado é porque nos encontramos um no outro
 
(Tadany – 20 10 07)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Maioria dos processos contra planos de saúde é favorável ao paciente

Brasileiros recorrem à Justiça para garantir tratamentos negados pelos planos de saúde. A recusa de cobertura das operadoras costuma acontecer na hora em que mais se precisa de tratamento.

Mônica Sanches Rio de Janeiro
 
 Pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que, na maioria dos processos movidos por consumidores contra planos de saúde, a decisão é favorável ao paciente. A recusa de cobertura das operadoras costuma acontecer na hora em que mais se precisa de tratamento. O resultado é a insatisfação dos consumidores, que cada vez mais recorrem à Justiça.
Segundo o estudo, que analisou 782 processos em São Paulo, 35,95% das ações movidas por pacientes que não conseguiram realizar um procedimento requeriam o tratamento mais moderno de quimioterapia, à base de comprimidos, que pode ser feito em casa. Os planos de saúde alegam que não fornecem remédios para uso domiciliar. Stents para o coração e próteses ortopédicas representam 40% dos materiais negados nos processos. A maioria dos contratos feitos antes de 1998 exclui estes itens. Apesar dos argumentos dos planos, 88% das decisões foram favoráveis ao usuário. (...) segue


Fonte :  Jornal Hoje

Ondas Azuis

Manteve a elegância por ignorância diante de um peremptório diagnóstico de Doença de Parkinson. Doença crônica, progressiva, degenerativa e incurável - disse o médico. Aos 42 anos Lia não havia sequer ouvido falar nessa patologia e não conhecia ninguém com este Mal. Assustada, ao sair do consultório do médico, ficou um bom tempo dentro do carro sem coragem de dar partida, até que se lembrou que tinha muita coisa para fazer e – a vida continua – resolveu voltar para casa.

Afinal tudo que ela sentia era o arrastar da perna direita, uma dor apenas incômoda nas pernas e cansaço logo que começava alguma atividade. E pensar que havia consultado dois ortopedistas em São Paulo. Um afirmou que era reumatismo e outro que era porque seu pé direito estava torto e recomendou palmilhas. Seus primeiros erros médico; outros viriam.

O neurologista havia dito que quando a doença se manifesta a pessoa já perdeu, pelo menos, 70% desses neurônios fabricantes da tal dopamina.

A dopamina é uma substância química (neurotransmissor), uma espécie de óleo que lubrifica os nervos e é responsável pela coordenação normal dos movimentos.

É da ausência (ou da redução em mais de 80% do nível normal) da dopamina que resulta os distúrbios do movimento como tremores, rigidez e lentidão dos movimentos (bradicinesia). (...) segue


Fonte : Blog Veredicto Parkinson