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domingo, 22 de março de 2009

Diagnóstico diferencial das demências

As síndromes demenciais são caracterizadas pela presença de déficit progressivo na função cognitiva, com maior ênfase na perda de memória, e interferência nas atividades sociais e ocupacionais. O diagnóstico diferencial deve, primeiramente, identificar os quadros potencialmente reversíveis, de etiologias diversas, tais como alterações metabólicas, intoxicações, infecções, deficiências nutricionais etc. Nas demências degenerativas primárias e nas formas seqüelares, o diagnóstico etiológico carrega implicações terapêuticas e prognósticas.
Sabe-se que o diagnóstico definitivo da maioria das síndromes demenciais depende do exame neuropatológico. Entretanto, uma avaliação clínica cuidadosa incluindo anamnese detalhada, exames físico e neurológico, associado a determinações bioquímicas e de neuroimagem, podem possibilitar maior acurácia no diagnóstico diferencial. Inovações tecnológicas servindo-se de métodos de neuroimagem estrutural e funcional, bem como de técnicas de biologia e genética molecular, têm apresentado perspectivas para o diagnóstico precoce das demências, particularmente da doença de Alzheimer. As diversas etiologias implicadas no desenvolvimento de síndromes demenciais, bem como as respectivas condutas diagnósticas, serão revistas neste artigo.

Fonte : Revista de Psiquiatria Clinica

Dica do Dr.Daniel Cincinatus na sua Comunidade no Orkut Doenças de Parkinson Pesquisas:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=39835815

JADE, NOSSA MENINA DE OURO, PEDE AJUDA!


A ginasta brasileira Jade Barbosa vinha atuando desde antes da Olimpíada de Pequim contundida num dos pulsos. A imensa maioria dos esportes amadores no Brasil sobrevive graças, em primeiro lugar, à paixão e depois, por um semi-profissionalismo marrom.
O Mané Garrincha, faziam jogar mediante infiltrações em seus joelhos arrebentados.[...]
Precisou o Serginho, do São Caetano, morrer durante um jogo para que obrigassem (de verdade) a ter o tal de desfibrilador e ambulância a postos em todos os jogos.
[Leia matéria completa...]

Sem dinheiro, Jade faz promoção de camisetas para pagar tratamento
[...]Jade sofre com uma lesão rara chamada necrose no capitato, em que seu punho direito tem má circulação de sangue no osso central. Devido à gravidade, ela chegou a ser aconselhada por médicos a tentar resolver o problema nos Estados Unidos. No entanto, sem recursos, a ginasta irá se tratar no país. O caso chegou, inclusive, a ser observado em um congresso de ortopedia em São Paulo, mas os estudiosos não conseguiram chegar a qualquer conclusão.[...]
[Leia matéria completa]

Site oficial: http://www.jadebarbosa.com.br

sábado, 21 de março de 2009

COMPORTAMENTO: “LIVRE-SE DAS CULPAS E NÃO SEJA SEU PIOR INIMIGO!”




[Devo esclarecer que as opiniões colocadas aqui são de minha total responsabilidade].

Ao longo da vida, reunimos muitas experiências fartas de valores afetivos, hábitos, algumas crenças limitantes e mitos que deixam marcas em nossa mente, que busca a todo instante, em antigos conceitos, soluções para tratar com situações totalmente novas e inesperadas. Reconheço que cada pessoa é única, e que cada uma pode passar por diferentes situações conflitantes, mas entendo ainda que muitas vezes carregamos uma carga muito pesada de “culpa” que não nos pertencem.

Falo de regras e/ou dogmas impostos pela sociedade, ou por uma comunidade, que não raramente nos coloca numa posição inferior e inquestionavelmente inaceitável, atropelando o bom senso e nossos valores próprios.

Falo ainda mais especificamente de algumas experiências próprias. Algumas pessoas, depois que tomaram conhecimento de que sou portadora de Parkinson, me trataram com indiferença, descaso, desprezo, outras ainda foram omissas.

Logo no início do meu convívio com o Sr. Parkinson, sentia-me muito insegura, confusa, sem informação e infelizmente não tive apoio em meu lar para seguir em frente, com o respeito que me era devido. Deixei-me afetar pelo preconceito, pelo medo, pela indiferença.
Diante de uma situação de risco o que devemos fazer? Quando nos atiram pedras devemos nos desviar delas.

Incontáveis vezes ouvi pessoas dizerem: você “não pode”, “não consegue”, “não vai” porque tem Parkinson. Por algum tempo acreditei nisso.

Depois de um casamento desfeito, tendo vivido os últimos 20 anos como dona de casa (agora sem hífen), aos 46 anos, voltei a estudar, fui trabalhar para custear minha vida e meu tratamento e aprendi a desviar das pedras atiradas.

De quem é a culpa de eu, meu vizinho ou você sermos portadores de Parkinson? De ninguém! Vejo pessoas que se culpam pela doença, pensam que fizeram algo errado por isso ficaram doentes. Culpa é como se saíssemos para passear no parque carregando um saco de areia de 50 quilos nas costas, ou seja, é tão inútil como “água em pó”.

O tempo que perdi buscando culpados ou estendendo a culpa pelas minhas atitudes foi inútil, passou e não será recuperado. O que fazer com meu passado? Devo deixá-lo lá onde ficou: quieto no passado. Não tenho feito planos a longo prazo, no máximo com expectativas de um a dois anos, (excetuando-se uma série de cursos que planejei fazer em 4 anos). Tenho vivido e partilhado mais minhas alegrias com os que eu amo, dia após dia. Eu vivo um dia de cada vez, mas vivo com vontade de viver, com intensidade!

Como lidar com o presente e situações novas valendo-se de conceitos antigos? Eu realmente não sei responder, pois eu mesma rasguei e queimei algumas teorias que aprendi ao longo da vida. O mundo muda, evolui. Nós também somos capazes de mudar e evoluir.

Fui educada para constituir família, manter e cuidar para que todos estiverem sempre bem vestidos, bem alimentados, unidos e felizes... Até que um dia isso tudo desmoronou. Aceitar a separação, a indiferença, a falta de apoio foi um momento doloroso e difícil. E eu costumo dizer que o tempo não cura a dor, a dor está lá e ficará para sempre. O tempo nada cura! Mas com o tempo podemos nos tornar muito maiores e mais fortes que a dor e superá-la. Só depende do nosso real desejo superar a dor. A dor não diminui, nós é que nos tornamos maiores, mais fortes, se e somente se estivermos determinados a isso.

Se permitirmos que nos tratem com vítimas, então seremos vítimas. Se nos sentirmos derrotados, seremos derrotados. Nossas conquistas se iniciam a partir da nossa plena convicção de sermos vencedores.

Ser vencedor, na minha opinião, não é acumular bens, carros caros, poder financeiro. A sociedade consumista é cruel e impõe um modelo distorcido de sucesso, evidenciando o êxito como conquista de bens materiais. Mas vitória legítima está em tornar-se uma pessoa melhor a cada dia, em fazer o bem por convicção. Vivendo pelo melhor de nós, é evidente que teremos uma vida mais produtiva.

Superei a depressão, as ausências e descobri que “eu posso, eu vou e eu consigo”, porque eu realmente desejo. Aprendo todo dia um pouco mais como é conviver com o Sr. Parkinson. Fiz um pacto com a vida e não vou sabotar a minha felicidade.

Há doenças como câncer, artrite, reumatismo, tantas e tantas outras. Nós portadores de Parkinson necessitamos de cuidados como também necessitam os portadores de outras doenças. Pessoas saudáveis precisam de cuidados com alimentação, precisam praticar alguma atividade física, precisam de cuidados médicos periódicos, para que possam manter essa condição. Penso que em nada somos diferentes de outras pessoas.

A informação é uma ferramenta poderosa, que nos permite participar de maneira muito mais eficiente na escolha dos tratamentos e compreender como nos posicionar diante dos efeitos inesperados, por esta razão eu peço aos familiares, amigos, cuidadores e pessoas próximas dos portadores de DP que conversem com o médico, também busquem informações para entender melhor as necessidades, as dificuldades enfrentadas. Pelo fato desta doença ser intermitente, ou seja, variável entre intervalos bons e outros ruins, o humor do portador de DP também é inconstante. Há pessoas que por não terem informação sobre os estágios da doença, as dificuldades e variações de cada caso, imaginam muitas vezes que o portador de DP simula estar doente. Há parkinsonianos que inicialmente não apresentam tremores, mas possuem dificuldades de locomoção ou equilíbrio, alguns de um só lado do corpo, outros dos dois lados, alguns sentem maior dificuldade nos membros inferiores, outros nos membros superiores. É muito importante o apoio da família neste momento em que tratamos com o inesperado e estamos nos readaptando aos imprevistos diários.

Hoje eu percebo que a necessidade de conviver com o Sr. Parkinson não foi a maior barreira que enfrentei, mas foram sim o desamor e a omissão.

Nós todos, saudáveis ou não, (uns mais, outros menos), necessitamos sim de atenção, carinho, amor, respeito, dignidade, hábitos saudáveis, cuidados com a saúde.

Por isso enfatizo a necessidade de buscar informação, não desistir do tratamento médico, tomar os medicamentos de modo correto, nunca usar remédios por conta própria sem a devida prescrição médica, fazer exercícios físicos, ter hábitos saudáveis com higiene pessoal e alimentação, não se afastar dos amigos, tentar manter o convívio com a família, e nunca, jamais, em tempo algum desamar a si próprio.

Eu peço com insistência: - NÃO SABOTE SUA FELICIDADE! LIVRE-SE DAS CULPAS E NÃO SEJA SEU PIOR INIMIGO.

Volto a afirmar: - NOSSA ALMA NÃO TEM PARKINSON!

Deixo aqui um enorme abraço cheio de esperanças pela descoberta do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.

E a vida tem urgência de seguir adiante...


Simplesmente *TT.

Conversa com o neurocientista Iván Izquierdo

saúde

silêncio, por favor

Os ruídos atrapalham nossa qualidade de vida, acredita o neurocientista Iván Izquierdo. Mais: a profusão de estímulos pode afetar nossas memórias e emoções


Por Tatiana Bandeira
Revista Vida Simples - 02/2009

Para o neurocientista Iván Izquierdo, há ruídos demais no mundo. E, para saber diferenciar no meio da balbúrdia o que faz diferença, só usando o que se aprende desde pequeno: o bom senso. Ou cantar como Balu, o urso que adora aproveitar a vida no filme Mogli: “Eu digo o necessário, somente o necessário. Por isso que nessa vida eu vivo em paz”. Aos 71 anos, o coordenador do Centro de Pesquisas da Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e hoje pesquisando “basicamente o que faz com que as memórias persistam por mais tempo”, como diz, Izquierdo defende a necessidade de fazer escolhas – para escapar de tanto ruído. E sabe do que fala. Ele é autor do livro Silêncio, por Favor, no qual analisa a sociedade contemporânea e os ruídos – os mais variados possíveis – que atrapalham a qualidade de vida. O médico e pesquisador argentino, radicado no Brasil desde 1973, chama a atenção pela produção nada silenciosa: 630 artigos publicados, a maioria sobre a memória, e 18 livros. O mérito consiste em mesclar ciência e humanismo em boa parte de suas obras. Em uma sala coberta de publicações, ele conta, após desligar um rádio, que usa há dez anos aparelho auditivo. “Mas só em um ouvido”, faz questão de reforçar.

Fonte : Planeta Sustentável

sexta-feira, 20 de março de 2009

ESPERANÇA SEMPRE... Um pouco mais sobre o estudo de Miguel Nicolelis.

Grupo sugere nova estratégia para atacar mal de Parkinson
Publicidade
da Folha de S.Paulo

Um estudo do grupo de neurocientistas do brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, na Carolina do Norte, sugere um novo caminho para tratar o mal de Parkinson. Seu trabalho analisa o papel da dopamina --uma das moléculas responsáveis por transmitir impulsos nervosos-- no controle dos movimentos, uma das funções afetadas pela doença.

A descoberta contraria teorias atuais sobre o Parkinson, caracterizado pela falta de dopamina. Segundo eles, essa molécula não é só um neurotransmissor, pois também coordena um circuito de neurônios motores.
"Imagine uma orquestra executando uma bela sinfonia, com cada instrumento tocando uma parte diferente, mas em harmonia: é assim que o cérebro funciona", exemplifica Nicolelis.

"Nós descobrimos que, em um modelo animal para Parkinson, neurônios parecem disparar todos ao mesmo tempo e não em harmonia. É como se os instrumentos tocassem a mesma nota repetida e ao mesmo tempo."

O estudo, publicado hoje na revista "Neuron", complementa outra teoria de Nicolelis, que relaciona insônia à falta de dopamina. As descobertas são fruto de experimentos com roedores geneticamente modificados desprovidos dessa molécula.

Segundo Rui Costa, co-autor do trabalho, deve haver um meio de tratar Parkinson com "intervenções terapêuticas que restaurem a sincronia normal desses circuitos" usando drogas ou eletrodos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15396.shtml

NÃO SEI SE A VIDA É CURTA....

NÃO SEI SE A VIDA É CURTA
OU LONGA DEMAIS PRA NÓS,
MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO,
SE NÃO TOCAMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS.

MUITAS VEZES BASTA SER:
COLO QUE ACOLHE,
BRAÇO QUE ENVOLVE,
PALAVRA QUE CONFORTA,
SILÊNCIO QUE RESPEITA.

ALEGRIA QUE CONTAGIA,
LÁGRIMA QUE CORRE,
OLHAR QUE ACARICIA,
DESEJO QUE SACIA,
AMOR QUE PROMOVE.

E ISSO NÃO É COISA DE OUTRO MUNDO,
É O QUE DÁ SENTIDO À VIDA.
É O QUE FAZ COM QUE ELA
NÃO SEJA CURTA,
NEM LONGA DEMAIS
MAS QUE SEJA INTENSA
VERDADEIRA, PURA ...
ENQUANTO DURAR.

Texto de Cora Coralina

"Não tenho a mínima chance de ganhar um prêmio Nobel"

Primeiro brasileiro a ter uma pesquisa publicada na capa da conceituada revista Science, Miguel Nicolelis, que desenvolveu um técnica cirúrgica para ajudar pacientes do Mal de Parkinson, diz que a disputa é muito concorrida e que ele não participa das rodas sociais onde as decisões sobre o Nobel são tomadas
Peter Moon
Divulgação
Pesquisa Nicolelis desenvolveu uma nova técnica cirúrgica para pacientes com Mal de Parkinson
Pela primeira vez em seus 128 anos de existência, a revista Science, a mais prestigiosa publicação científica mundial, dedica sua capa à pesquisa de um brasileiro, o neurocientista Miguel Ângelo Laporta Nicolelis. Paulistano de 48 anos e torcedor fanático do Palmeiras, Nicolelis vive nos Estados Unidos, onde dirige o Centro de Neurociência da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Nicolelis começou a despontar na ciência em 1999, quando implantou um chip no cérebro de uma macaca, permitindo que ela movimentasse um braço robô usando apenas o pensamento. Na última década, Nicolelis já fez macacos controlarem o andar de robôs e inaugurou o Instituto de Neurociência de Natal, no Rio Grande do Norte, onde desenvolve pesquisas em paralelo com seu laboratório americano. Sua conquista mais recente é a capa da Science. Nicolelis desenvolveu uma nova técnica cirúrgica desenvolvida, baseada na estimulação elétrica da medula espinhal, que é um novo tratamento potencial para pacientes com Mal de Parkinson. Nesta entrevista a ÉPOCA, Nicolelis explica sua nova experiência e afirma não ter a "mínima chance" de ser o primeiro Nobel brasileiro.

Fonte : Revista Epoca - Ciência e Tecnologia